Festival Guia dos Quadrinhos traz interação e originalidade à nona arte nacional

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Foto por Priscila Visconti

No último fim de semana aconteceu a 12ª do Festival Guia dos Quadrinhos, apesar da chuva que caiu no domingo o público esteva lá nos dois dias de festival, para prestigiar e conhecer as facetas memoráveis dos quadrinhos independentes nacional.

O evento contou com mesas de diversos artistas, propagando e compartilhando suas obras exclusivas e nacionais, além de leilão, encontro de colecionadores, cosplays, diferentes painéis, com convidados celebres das artes, designer, roteiro, edição e produção, mostrando o quão cada passo dado é uma virtude à cultura nacional, mesmo obtendo algumas dificuldades burocráticas a seguir, mas o contexto é prosperar e progredir, para mostrar ainda mais originalidades e singularidades nos campos literários e quadrinhístico no país, e o púbico possa continua consumindo e se interagindo ainda mais neste universo.

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Foto por Priscila Visconti

Em 2018 o festival contou com mais um lançamento exclusivo do selo Guia dos Quadrinhos, organizado pelo curador do evento e CEO do portal homônimo, Edson Diogo, que reuniu diversos profissionais para lançar o livro em homenagem aos 25 anos da Vertigo, sob o título “Vertigo: Além do Limiar“, com uma essência única e especial, escolhendo a dedo cada artista para realizar o trabalho.

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Foto por Patrícia Visconti

Por ser um livro em homenagem a Vertigo, achei que o texto deveria ser mais valorizado. Partindo dessa ideia eu e o Will (Sideralman) convidamos 25 autores, entre roteiristas, jornalistas e editores, que escolheram sobre qual série do selo gostariam de escrever“, comenta Edson Diogo. Além do mais, a publicação contou com pesquisas e entrevistas que levassem o público a conhecer a origem do selo, entre essas Nobu Chinen, Wilson Simonetto e textos sobre as séries feitos por Ben Santana, e “todos aceitaram colaborar no livro de primeira, mesmo com o curto tempo que tínhamos para sua produção“, completa Edson.

Mesmo que o processo de produção seja uma delícia de ser realizado, ainda mais falar de algo que muitos adoram e tem prazer em trabalhar, financeiramente não é tão exitoso assim, como por exemplo o livro lançado em 2017, Os ‘Mundos de Jack Kirby’, “não teve um êxito tão grande assim mas ele teve um efeito colateral durante o FGDQ 2017 que eu não esperava. Ele levou muita gente até a mesa dos artistas para pegar autógrafos. E partir do momento que o visitante está conversando com o artista, isso já abre oportunidade para muitas coisas. E foi pensando nisso também que fiz o livro da Vertigo e achei os autores“, finaliza Diogo, que ainda completa com um revelação sobre a nova publicação, dizendo que “Will sonhou com a capa do livro e a Karen Berger adorou! Assim fica difícil não gostar, né?“.

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Foto por Patrícia Visconti

E é essa interação entre público, artista e organização, faz com que o Festival Guia dos Quadrinhos ser o que ele é hoje, mesmo o retorno financeiro sendo abaixo do esperado, o contato entre artistas e fãs, faz com que a arte se movimenta e cresça, fazendo com que as pessoas conheça as novidades, principalmente daqueles que estão aqui do nosso lado, e pouco sabemos sobre ele.

Um evento que mostra quão rico o Brasil é culturalmente, e que em cada canto há um artista ilustrando, redigindo ou diagramando, sonhando com os grandes mercados, mas que têm uma grande honra em ser reconhecido em seu país.

Por Patrícia Visconti

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