Itaú Cultural promove Ocupação em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog

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Começa nesta quarta-feira (14) a grande mostra da série Ocupação, que desta vez homenageia o jornalista e cineasta Vladimir Herzog, contando um pouco da sua vida pessoal e profissional, como a ligação de Herzog com às artes, que certamente o fez a ser considerado um ícone no cinema nacional.

A mostra vai apresentar pela primeira vez trabalho de autoria própria em diversas áreas em que o jornalista já atuou como o cinema, teatro e a fotografia, seguindo o percurso de sua vida, desde quando saiu com sua família aos 10 anos de idade de sua cidade natal de Osijek, hoje Croácia, antiga Iugoslávia, até se tornar um ícone da luta por justiça e pelos direitos humanos.

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A Ocupação do Itaú Cultural mostrará toda a vida e obra do repórter, editor e cineasta Vladimir Herzog, acompanhado pelo trajeto jornalístico, que foi interrompido precocemente aos 38 anos, deixando grandes trabalhos em preparo como um roteiro sobre Canudos e Antonio Conselheiro, além do mini-documentário Marimbás, de 1960, fruto de um curso de cinema que fez com o cineasta sueco Arne Sucksdorff.

A exposição faz parte da 46ª Ocupação do Itaú Cultural realizada em parceria entre os institutos Itaú Cultural e Vladimir Herzog, revela esta sua pouco conhecida faceta.

A Ocupação Vladimir Herzog começa a partir do dia 14 de agosto e vai até o dia 20 de outubro, para fazer essa mostra especial ao jornalista, foram realizadas diversas pesquisas para desenhar a exposição, que tem curadoria formada pela equipe de Comunicação e Audiovisual e Literatura do instituto, com co-curadoria do arquiteto e produtor cultural Luis Ludmer, teve a atenção tomada pela potente veia artística do jornalista.

savethedate-herzog-v2-azul-ok-711x1024A mostra entrelaça e dialogo todo o percurso da vida e obra de Herzog, desde o seu nascimento em 1937, na antiga Iugoslávia, até sua formação em filosofia na Universidade de São Paulo (USP), em que ele acabou se tornando um renomado jornalista, editor e professor, ao seu casamento com Clarice, no qual teve dois filhos Ivo e André. Até sua precoce morte aos 38 anos, no ano de 1975, na sede do Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), durante a ditadura civil-militar brasileira (1964-1985), forjada como suicídio. Hoje, ele permanece presente em livros, trabalhos artísticos, escolas, logradouros e premiações.

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Os visitantes poderão escutar duas gravações massivas especiais focados na história de sua família e no Caso Herzog, uma na voz do escritor Milton Hatoum, a pedido do Itaú Cultural foi dirigida a Vlado pelo pai, Zigmund Herzog, em 1968, e conta a história da família durante a Segunda Guerra Mundial. A outra, gravada pela atriz Eva Vilma em 2009, foi escrita pela mãe do jornalista, em 1978, para o juiz Márcio José de Moraes.

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Além de projetos de roteiros , uma projeção de Marimbás e fotografias tanto feitas por ele entre a família, amigos, viagens, quanto tiradas dele próprio desde pequeno ao lado dos bisavôs, avôs, pais até a sua vida adulta. Parte das histórias capturadas por Vlado podem ser vistas em um retroprojetor, aparelho que ele tinha e costumava usar o original da família também está na exposição.

Também tem suas matérias publicadas no jornal O Estado de S. Paulo, no final da década de 1950, e parte de sua farta produção na revista Visão, importante publicação brasileira dos anos 60 e 70, na qual começou como colaborador e chegou a editor chefe da seção de cultura. Uma das matérias de maior impacto junto aos leitores, reconhecida até hoje por jornalistas como o seu maior feito, é A crise da cultura brasileira.

Outro texto de grande ênfase na carreira de Vlado é a publicação realizada pelo instituto para esta Ocupação, que é o artigo Carta aos Cariocas, veiculado na seção de cinema do Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro. Nele, o autor compara a produção cinematográfica naquela cidade com a de São Paulo. Para Vlado, os cineastas do Rio produziam filmes para o povo; os paulistanos, para a elite.

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Sua passagem pela TV Cultura, onde foi de redação dos jornais Hora da Notícia e Homens de Imprensa, está igualmente registrada e documentada na exposição. Em sua segunda incursão pelo canal, ele foi convidado a dirigir o departamento de jornalismo da emissora e tinha um projeto bem delineado sobre o que gostaria de fazer. Passado um mês, foi morto no DOI-Codi, depois de se apresentar voluntariamente para prestar esclarecimentos sobre as suas atividades, não conseguindo concluir esse projeto. Nem o de fazer filmes.

A Ocupação Vladimir Herzog no Itaú Cultura, começa nesta quarta-feira (14) vai até dia 20 de outubro e ocupará todo o piso-2 do centro cultural e tem curadoria das equipes de Comunicação e Audiovisual e Literatura do Itaú Cultural, com co-curadoria do arquiteto e produtor cultural Luis Ludmer e parceria com o Instituto Vladimir Herzog.

 

SERVIÇO:
Ocupação Vladimir Herzog
Abertura: 14 de agosto às 20:00 horas
Visitação: de 15 de agosto a 20 de outubro
De terça-feira a sexta-feira, das 9h às 20h (permanência até as 20h30)
Sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Classificação indicativa: 12 anos
Piso-2
Entrada Gratuita

Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11. 2168-1777
Acesso para pessoas com deficiência
Ar condicionado

Mais informações acesse os endereços abaixo:

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Por Priscila Visconti

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