Bacurau mostra a luta e a resistência pela sobrevivência

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Na última semana do mês de agosto, chegou aos cinemas brasileiros “Bacurau”, uma trama densa, dramática e perturbadora, que mostra quão a extinção humana começa quando os superiores excluem da sua própria sobrevivência e direito de ir e vir.

Bacurau é uma cidadezinha situada no interior do sertão brasileiro, e logo após a morte da matriarca da cidade, dona Carmelita, que morre aos 94 anos, o povo da cidade percebe que ela não consta mais no mapa, e depois notam que drones passeio pelo céus, enquanto estrangeiros chegam à cidade pela primeira vez e a população se torna vítima, entre tiros e cadáveres que começam a aparecer, aonde os habitantes concluem que eles estão sendo atacados, mas agora, resta identificar quem é esse inimigo e desenvolver um meio de proteger Bacurau desses males que o assolam.

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O filme foi escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, com produção de Emilie Lesclaux, Saïd Ben Saïd e Michel Merkt e estrelado por Sônia Braga, Udo Kier e Bárbara Colen. Ao estrear no Festival de Cannes deste ano, o longa tornou-se o segundo filme nacional premiado na história na questão geral, após O Pagador de Promessas (1962) de Anselmo Duarte.

A produção ainda foi selecionada para mostras principais de festivais não competitivos prestigiados mundialmente, como o Festival de Nova York (NYFF).

O título da película remete a um apelido do último ônibus da madrugada no Recife, e a origem do nome vem de uma ave de hábitos noturnos comum nos sertões brasileiros, que era chamada pelos povos tupis de wakura’wa.

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O filme foi recebido exitosamente pelo público, tanto internacional quão nacional, trazendo de forma explícita uma mistura de western, ficção científica e distopia, todavia mostrando seu jeito de traduzir de maneira inerente uma população que o Brasil quer cessar, dando ênfase antes de qualquer coisa na origem brasileira, criando sua própria intertextualidade e perspectiva, mergulhando o espectador numa viagem forasteira ao sertão brasileiro, com sua cultura e rituais locais, sem explicações, apenas mostrando uma realidade ao público.

Uma obra clara e explícita sobre uma violência desregrada que domina uma região desigual, que “acaba sendo” colônia dos estrangeiros que passam a caçar os moradores locais de maneira autocrática.

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Bacurau chegou aos cinemas no dia 29 de agosto, levando mais de 300 mil espectadores aos cinemas para conferir a produção nacional, em uma trama ficcional, mas tão verídico quão a inexistência de alguns habitantes no Brasil.

 

Por Patrícia Visconti

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