[Crítica] A Origem

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Em um período relativamente curto, Christopher Nolan conseguiu se firmar como um dos principais diretores da atualidade. E com certeza, A Origem foi um filme fundamental para que isso ocorresse. Depois de dirigir O Cavaleiro das Trevas (2008) -2° filme de sua trilogia do Batman -, Nolan retorna para uma de suas histórias originais buscando o mundo dos sonhos para desenvolver sua trama.

O longa trás a história de Dom Cobb (Leonardo DiCaprio), uma espécie de ladrão de informações, obtidas durante o sono. Dom é impedido de rever sua família graças as acusações de assassinato, para reverter a situação ele agora tem uma difícil missão: a de inserir uma ideia na mente do filho de um magnata (Cillian Murphy), para que ele decida dividir o império de seu pai já próximo da morte, e para isso ele contará com sua equipe, a arquiteta (Ellen Page), o falsificador (Tom Hardy), o químico (Dileep Rao) e seu já veterano amigo Arthur (Joseph Gordon-Levitt); o problema está no complexo passado de Cobb que volta para prejudicar sua missão.

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O roteiro complexo de Nolan e sua esposa, Emma Thomas, pode parecer confuso no começo, porém, essa desconexão inicial se esvai conforme a história vai se revelando inteligente e grandiosa à medida que somos apresentados aos elementos que circundam o filme: seja o totem que indica quando se está ou não sonhando, o limbo que é uma espécie de prisão do subconsciente onde podemos agir como Deuses, o conceito de sonhos dentro de um sonho ou até mesmo sonho coletivo (sim, são muitos).

É nessa grandiosidade que A Origem se transforma em um arco de possibilidades infinitas, os personagens de DiCaprio e Marin Cottilard quando estavam no limbo criaram um mundo perfeito, de acordo com os ideais deles, presos naquela irrealidade podiam fazer o que queriam, eles viviam numa outra vida regrada pelo que seria um tipo de sonho consciente.

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Até que ela, tão consumida pela irrealidade e satisfação daquele lugar em que viviam, decide tomar uma atitude extrema a partir do momento que a vontade de viver uma mentira se sobressai a coragem, de certa forma, de encarar a realidade, afinal: quando se sente onipotente, quantos de nós não preferiríamos continuar assim?

A história de Nolan já havia sendo desenvolvida há bastante tempo e visando o poder do subconsciente o diretor buscou exprimir o potencial deste no filme, traduzido pelos efeitos especiais, recheado de distorções, onde as leis da física perdem sua força, além da música, muitas vezes, melancólica de Hans Zimmer.

A Origem é um filme que nos faz refletir, vindo a partir de uma certa paranoia que nos leva a pensar se aquilo que vivemos é verdadeiro e também nos indagando até quanto queremos fugir desta realidade e o que faríamos para não vivê-la?

 

Por Lucas Aaron

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