“Cabras da Peste” – Uma comédia de valentia e coragem em busca de um patrimônio insubstituível

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Bruceúilis Nonato (Edmilson Filho) é um policial ágil, esperto e muito notável, ele vive na pequena cidade do interior do Ceará, Guaramobim, mesmo que sua astúcia ferisse o ego de alguns superiores, ofertando-lhe serviços menores a sua coragem e bravura, não irá ofuscar sua determinação em proteger e zelar pelo patrimônio da cidade, a cabra Celestina.

Mas, o que Bruce não imaginava é que esse encargo o levaria tão longe e iria revelar mistérios intrínsecos ao maior exportador de drogas do país, levando o valente agente a metrópole paulistana, fazendo-o conhecer o grande (mas nem tanto assim) e fiel escudeiro, o policial Trindade (Matheus Nachtergaele), e juntos enfrentando o crime arduamente de frente.

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Em uma trama permeado de ação e aventura, Cabras da Peste é uma versão mais fidedigna e cômica de um buddy cop, mas originalmente nacional, com tiros, socos, perseguições e apoio aos companheiros, a dupla Bruce e Trindade irão enfrentar duras e conflituosas ações para encontrar a cabra, e ainda descobrir que a maior quadrilha de tóxicos está por trás, enriquecendo e promovendo a rapadura pelo mundo, com farinha e tudo, patrocinado pelo político Zeca Brito (Marcondes Falcão), um homem cruel, calculista, sujo, de caráter sombrio e duvidoso que usa de suas artimanhas, para se livrar deste mal que o ronda, com suas luvas brancas para despistar sua real identidade, mas que será a pista chave para que nossos heróis desmacare todo mal envolto, revelando e surpreendendo o espectador, que irá gargalhar do início ao fim.

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Em suma, Cabras da Peste é uma película divertida, simples e dinâmica, regado com algumas críticas sociais e políticas, mas de forma sútil e hilária, fazendo com que a produção gahe seu mérito junto a composição harmônica e ímpar do elenco, que faz o público rir apenas pelas facetas apresentadas, sem usar de palavras chulas e pejorativas, e tampouco, ridicularizando ninguém, divertindo e emocionando com elementos despretenciosos e singulares para um excelente drama-trapalhão.

por Patrícia Visconti

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