Madame Satã ganha documentário autêntico e primordial para difundir a cena alternativa paulistana

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A capital paulista é um âmbito diferenciado da cultura pop e alternativa no país, reunindo distintas tribos e gêneros culturais, a cidade realiza uma diversidade ímpar e expansiva nestes cenários, dando visibilidade e vigor entre as artes mais diversas.

Entre essa diversidade, sem dúvida o Madame Satã contribuiu fortamente para que a cena underground tomasse forma e fosse difundida ao público paulistano e também, em todo o Brasil, divulgando artistas de se apresentaram na casa e claro, dando liberdade e expressividade em suas essências significtivas e expressivas maneiras artísitcas e culturais, ganhando força e se fortalencendo até os dias atuais.

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A casa que na década de 1980, foi projetada para ser um restaurante cultural, acabou se tornando uma reunião intrísenca e daqueles que curtiam ouvir uma música boa e também, não deixavam de exercitar sua liberdade de expressão, promovendo uma mistura plural e notável que foi palco para bandas como RPM, Capital Inicial, Azul 29, Akira S., entre outros nomes que se conceitualizaram e tiveram êxito em suas carreiras, além de performances memoráveis de DJs, como Marquinhos MS e tantos outros, que levavam à pista de dança novidades singulares que iam de The Smiths passando por Cocteau Twins e Pet Shop Boys, reunindo artistas de vanguarda da cidade, de onde saíram nomes díspares e essenciais para a música, artes cênicas e artes plásticas, bem como personagens míticos da noite paulistana que fizeram história com suas performances absurdas e impactantes.

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E toda essa história teve um fim no final da década de 2000, devido a decadência do lugar, mas alguns anos depois, os DJs Ge Rodrigues e Igor Calmona, retomou as atividades da casa, seguindo as tradições de sua origem, em ser a precursora da cena alternativa paulistana, sendo referência artística e cultural até os dias de hoje, com suas misturas vultosas que tornou a casa nesta lenda da cultura underground.

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Em 2015, o diretor e jornalista Wladimyr Cruz, produziu um marco icônico para as artes e a essência desta âmbito inerente da cultura alternativa paulistana, no documentário Uma Nova Onda De Liberdade: A História do Madame Satã, com entrevistas e imagens históricas que marcaram o ímpeto expansivo do Madame Satã, dentre os depoimentos estão declarações de Edgard Scandurra (Ira!) e Fernando Deluqui (RPM), além da atriz e humorista Grace Gianoukas, além de Angela Dippe, Ciro Pessoa e Clemente Nascimento.

Uma produção relativa e expressiva, para disseminar e dar limpidez, fundamentando a história da cultura alternativa não apenas na cidade de São Paulo, mas em parâmetro nacional, expandindo e especificando a cena e suas referências artísticas e habituais.

O filme estreou no final de 2020, e encontra-se disponível para locação no Looke, e também no catálogo do Prime Video. Além disso, nos dias 12 (22h) e 29 (18h45) de maio, o canal de TV por assinatura, Music Box Brazil, disponível na Claro HD/Net HD (623), Claro/Net (123), Oi TV (145) e Vivo TV (637), além de operadoras locais.

por Patrícia Visconti

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