BRUCE LEE O LEGADO EMBLEMÁTICO DAS ARTES MARCIAIS

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O grande mestre das artes marciais Lee Jun-fan, também conhecido popularmente como Bruce Lee, teve uma carreira meteórica, em que foi interrompida aos 32 anos enquanto fazia um trabalho de dublagem para Operação Dragão, em 1973, sua morte foi causada em consequência de um choque térmico. Lee era uma artista completo, ele era ator, diretor, instrutor de artes marciais e filósofo sino-americano. Fundou o Jeet Kune Do, uma filosofia híbrida de artes marciais derivada de diferentes disciplinas de combate que muitas vezes é creditada por pavimentar o caminho para as artes marciais mistas modernas (MMA).

Filho de imigrantes chineses, o astro era de São Francisco, Califórnia, do dia 27 de novembro de 1940, mas apesar de ser norte-americano, sempre honrou a cultura de seus pais, desde muito cedo ele cresceu em meio a movimentos artísticos; – seu pai foi um famoso ator de ópera cantonesa, expressão artística típica da China.

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Tanto que foi seu pai que o apresentou à indústria cinematográfica, fazendo adentrar neste mundo da sétima arte desde muito jovem, ainda quando era uma criança. Formado na Universidade de Washington em Seattle, em que ele estudou artes dramáticas, filosofia, psicologia e várias outras disciplinas, foi quando começou a ensinar artes marciais.

Porém, Lee abandonou a faculdade e mudou-se para Oakland para morar com James Yimm Lee. James Lee era vinte anos mais velho que Bruce Lee e um conhecido artista marcial chinês na área e juntos, eles fundaram o segundo estúdio de artes marciais Jun Fan em Oakland. James Lee também foi responsável por apresentar Bruce Lee a Ed Parker, um artista marcial americano.

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A convite de Parker, Lee apareceu no Long Beach International Karate Championships de 1964 e realizou repetições de flexões de dois dedos, usando o polegar e o indicador de uma mão, com os pés separados aproximadamente na largura dos ombros. No mesmo evento de Long Beach, ele também deu o “soco de uma polegada”. O astro ficou sob o pé direito à frente com os joelhos ligeiramente flexionados parado.

Já adulto, Bruce Lee foi apresentado ao público no The Green Hornet, se tornando o primeiro programa popular nos Estados Unidos a expor artes marciais de estilo asiático. Então o diretor da série queria que Lee lutasse no estilo norte-americano, usando punhos e socos, mas como um artista marcial profissional, Lee recusou. O lutador era tão rápido, que seus movimentos não podiam ser capturados no filme, então tinha que desacelerar, para captar cada movimento.

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Bruce foi casado com a escritora norte-americana Linda Emery, com quem tiveram depois filhos, Brandon e Shannon, ela acabou ficando viúva bem jovem e com duas crianças pequenas para cuidar, quando em 1973 Lee veio a falecer de forma misteriosa, através de uma edema cerebral. Mas ela sempre manteve o legado do seu marido vivo, publicando uma biografia dois anos antes de sua morte, “Bruce Lee: The Man Only I Knew”, o livro serviu de base para o filme “Dragon: The Bruce Lee Story” estrelado por Jason Scott Lee como Bruce Lee e Lauren Holly como Linda Emery. Anos depois, 20 anos após a morte de seu cônjuge seu filho mais velho, Brandon Lee, foi morto em um acidente durante a filmagem de “O Corvo”.

O ator e lutador é conhecido por fazer longas-metragens de artes marciais como – The Big Boss (1971) e Fist of Fury (1972) de Lo Wei; The Way of the Dragon (1972), da Golden Harvest, dirigido e escrito por Lee; e Enter the Dragon da Warner Brothers e Golden Harvest (1973) e The Game of Death (1978), ambos dirigidos por Robert Clouse. Por isso ele se tornou uma figura icônica, conhecida em todo o mundo, especialmente na China, pois ele foi uma base de representação do nacionalismo chinês em seus filmes e entre os asiático-americanos por desafiar os estereótipos associados ao homem asiático emasculado.

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Apesar de ter uma carreira breve, Lee entrou para história do cinema como o ator e coreógrafo de luta, se tornando um ícone dos filmes do gênero, fazendo a se tornar um célebre sequência do dojo. Suas coreografias de luta eram trabalhadas influenciaram fortemente o cinema de ação, revolucionando as cenas de combate corpo a corpo e lançando nomes como Jet Li, Jackie Chan, Chuck Norris, Dan Inosanto e Steve Seagal.

Grandes cineasta também o tinham como inspiração forte, ele foi uma das principais referências para a produção de Kill Bill, de Quentin Tarantino, é sem dúvidas a estética e a forma como se desenvolvem as cenas de ação dos filmes de Bruce Lee. Até mesmo o figurino da protagonista remete ao clássico macacão usado por Lee.

Apesar da sua morte precoce e uma carreira meteórica, Bruce Lee deixou um legado que dura até os dias atuais, influenciando grandes muitos artistas a manterem esse herança construída pelo grande mestre das artes marciais, que popularizando para uma legião de fãs em todo o mundo.

Por Priscila Visconti

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