“A Babá – O Chamado das Sombras” – Um terror previsível e enfadonho em algumas situações da trama

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O gênero terror já teve seu momento de apogeu dentro da indústria do cinema, conseguindo consolidar grandes produções. Das diversas categorias e subcategorias há filmes extremamente amados pelos fãs enquanto outros são esquecíveis.

Entre os lembrados com entusiasmo e carinho pelos amantes dos susto e gritos, está o filme “Tubarão“, do diretor Steven Spielberg, o “Exorcista” que ainda hoje carrega título dentre os maiores do gênero terror, ou o aclamado “Jogos Mortais” de James Wan, com o maravilhoso plot twist que todos amam lembrar.

Do mesmo diretor de “A noiva” – (2017) e “Sereia-Lago dos Mortos” – (2018), o russo Svyatoslav Podgaietsky, agora lança sua nova produção de terror chamado “A Babá – O Chamado das Sombras”, um terror repleto de suspense que promete ser diferente das outras duas produções do diretor. O filme, distribuído pela Playarte Pictures, com duração de 77 minutos.

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O cineasta russo já teve outros dois filmes com críticas extremamente negativas sobre a construção confusa das narrativas que produz. Nessa nova aposta não é diferente ao tentar introduzir uma ameaça pouco sombria, deixando a cargo dos pequenos sustos com pistas previsíveis sobre cada ação tomada pelos protagonistas.

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A história apresenta uma família comum lidando com problemas familiares envolvendo o filho mais velho, fruto do primeiro casamento do pai. Egor, tem dificuldade de aceitar a morte da mãe e por isso acaba descontando sua frustração com desprezo na madrasta.

Tudo muda quando a família contrata uma nova babá para cuidar da filha bebe, e acaba atraindo coisas estranhas para a casa culminado no sumiço da pequena. Egor, entra em desespero quando seus pais perdem as lembranças da irmã, então o garoto decide ir atrás da irmã e acabar com todo mal.

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Em “A Babá – O Chamado das Sombras”, Podgaietsky aposta na atmosfera do suspense para prender a atenção do público e surpreender no momento certo, porém a forma como constrói essas camadas e gatilhos para isso é previsível e pouco aterrorizante, deixando sempre aquele sentimento de falta algo. Ele, busca cativar o público pelo lado sentimental introduzindo uma leve camada de conflito familiar dentro dos núcleos apresentados, ainda sim, é pouco cativante.

O primeiro ato de apresentação se sustenta em fornecer pistas sobre o grande mal, entretanto faz uma passagem brusca para o segundo, de forma a deixar público confuso diante da história, ainda mais, por deixar a ameaça sempre subentendido.

Quanto aos personagens, eles são poucos envolvidos na situação mas entendem o contexto de responsabilidade. O diferencial talvez esteja nos núcleos separados é a história que cada um apresenta, porém o longa deixa de lado. Dando ênfase somente à problemática central de maneira a resolver a situação apresentada dentro do filme.

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Em “A Babá – O Chamado das Sombras” o diretor até consegue construir uma narrativa interessante de acompanhar no segundo ato, já que o primeiro é bem maçante, e o terceiro muito rápido, mas se perde em problemáticas mal trabalhadas sempre que tenta explicar algo relacionado a ameaçar. Isso talvez explique o porquê do monstro aparecer somente no final em poucos minutos de tela, obviamente, mal trabalhado no desenvolvimento ao longo do filme, sendo de visual pouco atrativo.

O filme chega aos cinemas brasileiros, dia 2 de Dezembro de 2021.

por Daniel Guimarães

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