“JOI” – O novo single de Yannick Hara, que reflete sobre o machismo e a luta pela igualdade

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Em tempos modernos a sociedade acreditava que a igualdade entre homens e mulheres já estaria sanada, e que autoritarismo, machismo e sexismo seriam coisas do passado. Porém, a realidade é totalmente ao contrário, pois em pleno século 21, ainda vemos muita desigualdade e submissão, além de uma intolerância elevada em acreditar de que as mulheres nunca podem se igualar aos homens, para não perder sua “feminilidade”.

Mesmo que isso seja uma citação hipócrita e repugnante, de homens mesquinhos e arrogantes, que apenas visam o próprio ego e querem se sentir superiores e maiores perante tudo e todos, discriminando qualquer outro ser que seja diferente deles.

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O novo single do rapper paulistano Yannick Hara, em parceria com o beatmaker Beatmonk, “JOI (A QUEDA DA CASA DOS HOMENS)“, reflete um pouco essa visão da mulher perante a sociedade, e quão ainda temos que evoluir para trazer a igualdade e a união entre todos, buscando a paz e o diálogo, de que as oportunidades são feitas para todos, e não para alguns que se sentem melhores por serem homens, brancos e cis.

A canção foi inspirada na personagem de Blade Runner 2049 (2017), longa de Denis Villeneuve, interpretada pela atriz Ana de Armas, e mostra uma uma mulher, um holograma desenvolvido por uma corporação para atender as necessidades dos homens, que acaba caindo uma reflexão pertinente, sobre como a misoginia e o machismo evoluiu a ponto de uma corporação produzir um holograma substituindo a mulher humana?

A faixa ainda tem inspiração nos estudos da psicóloga Valeska Zanello que fala sobre a existência da “Casa dos Homens” dentro de nossa sociedade.

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Uma produção envolvente e significante aos tempos de hoje, em que todos buscam a liberdade de expressão em serem quem realmente são, mas poucos querem ouvir e dar atenção aos que os demais querem de verdade, gerando um conflito tendencioso e presunçoso de arrogância e prepotência de uma sociedade que exalta os homens e ainda coloca as mulheres como coadjuvantes.

por Patrícia Visconti

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