Farol Santander se transforma no País das Maravilhas em uma exposição inédita nas aventuras de Alice

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O Farol Santander, um marco histórico no meio do centro de São Paulo acaba de receber a exposição As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, em uma inédita mostra no Brasil, mergulhando na clássica obra de Lewis Carroll e mexendo com a imaginação de gerações de adultos e crianças.

A mostra é apresentada de uma forma lúdica e interativa, com dois andares de exposição que passeiam por cenários, personagens, curiosidades e adaptações literárias e cinematográfica do conto.

A mostra levará o visitante a entrar na Toca do Coelho que leva ao País das Maravilhas e vivenciar As Aventuras de Alice, em uma universo fantástico, dentro e fora da história original. A exposição ocupa duas galerias do prédio (24º e 23º andares), inédita no Brasil conta com a realização do Ministério do Turismo, por meio da Secretaria Especial da Cultura, com patrocínio do Santander. A concepção, pesquisa e curadoria são de Rodrigo Gontijo, produção executiva de Julia Brandão e Angela Magdalena, cenografia de Lee Dawkins, direção de arte de Tissa Kimoto, com produção da Ayo Cultural.

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Uma das obras mais famosas de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas já foi traduzida em mais de cem idiomas e é considerado um clássico nonsense, contando a história de Alice, uma garota que cai em uma toca de coelho que a leva a um mundo fantástico, repleto de criaturas mágicas com características antropomórficas. Uma obra que estimula a imaginação de adultos e crianças de diversas partes do mundo, com seus personagens e situações inusitadas como – alimentos que fazem Alice aumentar e diminuir de tamanho, o que a leva a navegar em um rio de suas próprias lágrimas, uma rainha de copas cruel e sem coração, um coelho obcecado pelo tempo, uma lagarta filósofa e um gato sorridente em uma floresta mágica.

Grande parte das situações inusitadas descritas na publicação tem sua inspiração em pessoas, fatos e eventos próximos a Lewis Carroll e à família Liddell, da qual Alice fazia parte. Uma aventura que começou na tarde de verão de 4 de julho de 1862, em um passeio de barco pelo rio Tâmisa com as três irmãs Liddell: Lorina, Alice e Edith. Lewis Carroll inventou a história de uma menina que corria atrás de um coelho branco, caía em uma toca e adentrava em um mundo fantástico e nonsense. Alice Liddell gostou tanto do que ouviu que pediu para que a história fosse escrita. Assim nasceu um dos maiores clássicos da literatura, traduzidos em mais de 100 idiomas”, explica Rodrigo Gontijo, curador da mostra.

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A mostra começa pelo 24º andar do Farol Santander, onde apresenta a trajetória de Carroll e de Alice Liddell, a inspiração real por trás da protagonista, e conta a origem dos demais personagens. Tudo abrindo a galeria em uma biblioteca mostrando aos visitantes a primeira versão do livro, documentos históricos, biografias, fotos da verdadeira Alice em várias etapas da vida e um depoimento seu – registrado durante sua visita aos Estados Unidos, aos 80 anos de idade. Ganham espaço também biografias e registros da época sobre Lewis Carroll e o ilustrador John Tenniel, responsável por traduzir em imagens as criaturas do universo fictício de Alice.

Ainda no ponto mais alto do primeiro piso da exposição, conta com um espaço de artistas brasileiros que se dedicaram a criar, traduzir ou adaptar o conto para nosso idioma, um desses escritores está Monteiro Lobato, que realizou a primeira tradução da obra no Brasil, além publicar o livro As Reinações de Narizinho. Encantado com a personagem de Carroll, Lobato ainda faria com que Alice visitasse o Sítio do Pica Pau Amarelo em diversas oportunidades.

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Seguindo no mesmo piso também há a fase pré-cinema, que coincide com o período em que o livro foi escrito e com início do processo de animações cinematográficas, sempre com muita interatividade ao público, podendo conhecer objetos como livros giratórios e até um taumatrópio, um dos mais antigos e populares objetos de animação, criado em 1824, no qual os visitantes poderão ver os desenhos em movimento.

Já no piso abaixo, descendo para a galeria do 23º andar do prédio, agora sim é hora de entrar na Toca do Coelho, levando o visitante a uma viagem estereoscópica, através de diferentes cenas da Alice transpostas para o 3D. Já no ambiente inspirado no capítulo do livro Conselho da Lagarta, destaca reproduções de ilustrações de contos feitos por artistas renomados como Salvador Dali e Yayoi Kusama, fato que exemplifica ainda mais o alcance e relevância da história criada por Carroll.

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Neste andar há o espaço Chá Maluco, com duas grandes instalações, uma com 20 TVs de tubo e outra com uma pilha de cadeiras, contextualizam este capítulo do livro que aparece em cenas de desenhos animados com versões que vão da Disney (1951) ao animé japonês (1977), passando por variações ucranianas e australianas, que retratam o brinde entre Alice, Lebre de Março e o Chapeleiro Maluco, personagem importante da trama, que aparece em uma das cenas mais icônicas do livro.

Claro que tem o encontro de Alice com a Rainha de Copas, no qual o mundo das cartas e da Rainha Má é apresentado por videomapping com 13 cenas de diferentes filmes, de 1915 a 2010. A mostra termina em uma sala que homenageia o livro Alice Através do Espelho – E o que ela encontrou por lá, também de Lewis Caroll, que completa 150 anos em 2022. O ambiente ainda conta com sonoridade, por meio da música I Am the Walrus (Beatles) e um vídeo tipográfico com concepção visual do artista Leandro Lima.

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A mostra As Aventuras de Alice exibe mais de 100 itens que levam esse universo fantástico ao público, transformando o Farol Santander no País das Maravilhas e adentrando no mundo fantástico da Alice em uma área com 600m² de exposição, exibindo mais de 100 itens que levam esse universo fantástico ao público.

A exposição começou no dia 24 de junho e vai até 25 de setembro, de terça-feira a domingo, das 09h às 20h, no Farol Santander. Os ingressos custam a partir R$ 15,00 (meia-entrada), através do site ou na bilheteria no local.

Por Priscila Visconti

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