Andrew Nagorski retrata uma história comovente de caçadores contra os nazistas pós-Segunda Guerra

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Ainda nos garimpo da Bienal da Livro SP, com o livro lançado em 2019, pelo jornalista e autor britânico Andrew Nagorski, a obra Caçadores de Nazistas narra o fim da Segunda Guerra Mundial, em que um grupo de pessoas saiem a caça aos nazistas. Esse grupo era reunido por detetives particulares que rastreavam e reuniam informações sobre supostos ex-nazistas, membros da SS e colaboradores nazistas envolvidos no Holocausto. Que uma vez caçado eles era julgados por acusações de crimes de guerras contra a humanidade.

Esses caçadores começaram após a Segunda Guerra Mundial e já no início da Guerra Fria, os Aliados Ocidentais como a União Soviética procuraram os cientistas e agentes nazistas para programas como Operação Clipe de papel.

Os ex-nazistas cooperantes, foram ocasionalmente protegidos pelo e estado em troca valiosas de informações e com a ajuda de Gehlen, chefe de Serviço Federal de Inteligência da Alemanha e co-fundador da rede ODESSA, ajudando a evasão dos nazistas da Europa, a escaparem do pós-guerra para lugares como a América Latina.

Então, que entra os caçadores de nazistas, que procuravam os fugitivos por conta própria ou grupos utilizando métodos que incluíam a oferta de recompensas para informações, a revisão de imigração e registros militares e o lançamento de ações cíveis. Esses se encontravam sua maior cooperação com o ocidente assim como com os governos latino-americanos e o estado de Israel. Até o final do século XX, a busca de ex-nazistas diminuiu, porque a maioria da geração ativa na liderança nazista tinha morrido.

No livro de Nagorski, conta algumas histórias impressionantes de caçadores emblemáticos, como Simon Wiesenthal e Serge Klarsfeld, e também daqueles que trabalharam longe dos holofotes da imprensa, incluindo os jovens promotores americanos dos tribunais de Nuremberg e Dachau, Benjamin Ferencz e William Denson, respectivamente o juiz polonês Jan Sehn, que comandou o caso Rudolf Höss, um dos cabeças do campo de concentração de Auschwitz.

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Há também o juiz e promotor da Alemanha, Fritz Bauer, que forçou seus conterrâneos a confrontar os registros do genocídio, o agente do Mossad Rafi Eitan, que liderou a equipe israelense responsável pela prisão de Adolf Eichmann na Argentina; e Eli Rosenbaum, que liderou os esforços pela extradição dos criminosos de guerra que residiam tranquilamente nos Estados Unidos.

Uma obra que conta sete décadas após a Segunda Guerra Mundial e a caça dos principais nazistas aliados a Hiltler, onde um grupo de caçadores que tinham o único interesse de caçar e punir os nazistas, para assim fazerem pagar pelos crimes que cometeram na época dos conflitos, principalmente pelo Holocausto. Colocando em foco uma parcela de pessoas que atuaram em cargos oficiais, quanto de forma independente, para reverter o êxito inicial desses criminosos de guerra e impedir que o mundo esquecesse seus atos.

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Até hoje esses caçadores são lembrados como heróis por refugiados da Segunda Guerra Mundial, pois eles lutaram e arriscaram a própria vida, com muita determinação e coragem, para seguirem lutando, mesmo que os países vitoriosos e o resto do mundo se tornavam cada vez mais indiferentes ao destino desses infratores.

O autor Andrew Nagorski, soube como expressar todo esse sentimento heroico desses caçadores em seu livro Caçadores de Nazista, que está disponível pela Editora Intrínseca.

Por Priscila Visconti

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