‘Predador: A Caçada’ mostra de forma precisa e única, uma conexão significativa com série de filmes originais

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Predador: A Caçada chegou ao catálogo da Star+ na última sexta (05). O filme é dirigido por Dan TradThunder, tem a atriz Amber Midthunder como Naru e Dane Dilegro como Predador, com duração de 1h39.

Em 1987, iniciou uma série de filmes sobre O  Predador, tendo Arnold Schwarzenegger como protagonista, firmando uma franquia de sucesso até os dias atuais. Em 2022, o quinto filme canônico chega trazendo o início de tudo, uma história prequel sobre o primeiro predador e suas presas em terras dos povos Comanche, na região onde hoje é conhecida como Estados Unidos.

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Em Predador: A Caçada, é mostrada a jovem Comanche Naru, lutando para provar sua força e torna-se uma caçadora igual ao irmão e outros jovens da tribo. Porém, tradicionalmente o posto é ocupado somente por homens, enquanto mulheres desenvolvem outras funções.

A primeira preocupação quando houve o anúncio do filme, foi sobre a ambientação e a personagem ser uma jovem guerreira sem experiência. Apesar do diretor ter afirmado em entrevista sobre a criatura ser diferente das outras mostradas em filmes anteriores, ainda sim, gerou críticas e desconfiança. Afinal, como uma criatura repleta de aparatos tecnológicos pode perder numa luta contra uma jovem guerreira indígena com armas artesanais frágeis!? Com a resposta surgindo com 1h39 minutos de duração do filme sem abrir espaço para novas perguntas, mostrando uma ambientação simples e bela com direito a caçador e presa enquadrados em plano sequência.

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A história se inicia de fato ao levantar a suspeita de Naru, em relação ao ataque de um animal sofrido por um jovem da aldeia, onde ela percebe algumas características diferentes de um ataque normal promovido por animais conhecidos na região. A partir dessa premissa, ela sai em busca de respostas sobre a suspeita de uma criatura bem mais ameaçadora que a levantada pelos homens da tribo. Iniciando o primeiro contato entre caçador e a caça, com direito a uma boa sequência de luta da criatura com um urso.

A escolha da trama é segura em ambientar planos fechados com foco na cara da protagonista, assim como, acerta ao deixar a criatura a maior parte do tempo escondida. Dando o devido suspense ameaçador do predador em relação a sua caça. Outra boa escolha tá na protagonista, ela é corajosa na medida aceitável, inteligente desde o início. O diretor não tenta forçar nada a respeito da capacidade dela, porque a trama deixa claro o esforço e dedicação vinda de treinamentos constantes para participar da caçada promovida pela tribo.

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Isso se junta a bela coreografia das cenas de luta promovidos por Naru contra o Predador, a jovem não conta apenas com a força, ela usa seus conhecimentos da floresta para criar um ambiente ao seu favor. Isso vem da escolha da direção em optar pelo não uso do roteiro para facilitar a vida da protagonista.

A trilha entrega uma melodia simples na medida certa para o filme, a narrativa aveludada cria uma história cativante igualmente empolgante. Predador: A Caçada, é o mais perto do original e talvez por isso tem sido bastante elogiado pelos fãs da franquia, com uma fotografia extraordinária, o longa é uma opção bem interessante para o filme seria fazê-lo na língua nativa dos Comanche, esse diferencial é colocado durante algumas cenas mas abandonado em sequência, uma pena.

por Daniel Guimaraes

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