Cardoso de Matos traduz a epopeia pungente dos oprimidos em seu primeiro single musical, em colaboração do rapper Yannick Hara

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O poeta paraense adentra na cena musical, e em grande companhia, lançando o primeiro single, João Cardoso de Matos Naeme Sobreira, conhecido como Cardoso de Matos, nasceu em Castanhal, no Pará, mas reside atualmente em na cidade capixaba de Vila Velha. Matos que já poetiza há mais uma década, tem formação em História, e muito em breve será bacharel em Direito.

Cardoso escreve sempre para o outro, pensando em situações singulares e significativas para que chegue aos ouvidos alheios, envolto de poesia e veemência, para que as pessoas possam ter a própria interpretação e retórica.

Escrever para mim é a possibilidade de ser uma voz em meio a muitas outras. Como se tratam de textos poéticos, é necessário reconhecer que quando a gente traz um texto à luz, a gente sabe o que disse, mas nunca sabe o que o outro escutou. Esse é o grande barato!“, relata Cardoso de Matos.

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Após se expressar em poesia suas ideias e convicções, agora o artista musicalizou e lança Severa Musa, que conta com a participação de Yannick Hara, beat de CrackPiece e arte de Law Tissot. A produção tem inspiração no poema Navio Negreiro, de Castro Alves, no Hino à Bandeira de Olavo Bilac e na música A carne, de Seu Jorge, Marcelo Yuka e Ulisses Cappelette (divinamente interpretada por Elza Soares).

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A primeira canção do artista reflete, inspira e transparece momentos únicos como sendo uma proteção, diante ao fascismo exacerbado que cresce no Brasil e assola a humanidade, diante a um eminente que perturba milhões de brasileiros, assim como acontecia nos navios negreiros, mas hoje, essa corja maléfica usa da bandeira, endeusando-a e tornando uma máquina mortífera em “prol a pátria”.

Em suma Severa Musa é um grito de resistência e resiliência pela luta igualitária e insistente pela democracia que tentam manchar e usurpar da população, o seus direitos e anseios, deixando apenas o resto insignificante, enquanto os medíocres ostentam com plena arrogância e tirania.

por Patrícia Visconti

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