O Menu – Thriller envolto de um drama comovente repleto de críticas e ironias coletivas

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Fazia tempo que não me empolgava e entusiasmava tanto em um thriller dramático, envolto de um sarcasmo inteligente e perspicaz, que leva o público a uma imersão profunda de um drama comovente e satisfatório, como no longa-metraem O Menu.

O filme é dirigido por Mark Mylod, é um deleite permeado de mistério, segredos, sob uma “angústia gostosa” que transcende até o final, em uma descoberta repleta de excentricidades desenvolvidas criada pelo Chef Slowik, que apresenta uma crítica social afiada, precisa e sagaz aos personagens integrados à trama, em um jantar de luxo irreverente em um restaurante radicado numa ilha remota, que irá envolver o público neste embate de ironias, fraquezas e expressividades, com pessoas distintas, mas com caracteres similares, que ao longo dos pratos servidos, os desafios vão se intensificando em uma inquietude imensurável de sair de lá o mais rápido possível, porém o que eles não sabem, é que este, pode ser o último aprazível jantar de suas medíocres e soberbas vidas.

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O Menu carrega em sua trama uma dose necessária de horror, mistério e humor, carregada de perspicácia e ironia, envolto de personagens espalhafatosos e egocêntricos, que acreditam que seu status possa abrir a porta em qualquer situação desejável.

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Com exceção de Margot, que chegou por lá a convite de Tyler, um jovem apreciador da alta gastronomia, que após uma difícil separação, está desiludido, e convida ela para ser sua acompanhante no jantar, e ela muito esperta encara de frente as extravagâncias do Chef, que a vê como uma forte aliada, e então Margot se rebela e escapa ilesa dessa prisão de tensão e terror, sob os requintes gastronômicos irreverentes e ostensivo, se libertando do âmbito da audácia subsequente explorada naquele cenário.

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Em suma, o longa promete cativar e levar o espectador em torno de pratos excêntricos, que trazem consigo uma história enternecedora e sinistra, convidando à todos a despirem de suas máscaras da soberba e se colocarem frente a frente consigo mesmo e suas piores e mais aterrorizantes versões.

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A produção é estrelada por Anya Taylor-Joy, Nicholas Hoult, Ralph Fiennes, Janet McTeer, Reed Birney, Judith Light, e John Leguizamo, e teve sua estreia mundial durante o Toronto International Film Festival, recebendo críticas positivas desde então.

por Patrícia Visconti

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