O longa-metragem espanhol, do polêmico diretor Oliver Laxe, Sirāt, traz em sua trama um drama loquaz e reflexivo, que emerge o espectador em uma viagem pela sobrevivência, meio ao cenário caótico, de conflitos políticos intensos, em que a música é a principal dispersão para se reconectar consigo e com as pessoas ao redor, imposto com plena sensibilidade e sutileza, dando espaço para a solidariedade que ainda resta diante da imprevisibilidade.
Na trama apresenta Luis, que viaja pelo sul no deserto de Marrocos junto com seu filho caçula, para procurar sua filha, que desapareceu e pode estar em perigo, ainda mais com os conflitos militares que emerge pelo país e assola distintas pessoas pelo medo e insegurança, causando angústia e ressentimento. Apesar, de o filme começar com uma grande festa no deserto, envolto de múltiplas culturas e etnias, por trás uma tensão envolvida, pois enquanto a música é usada como refúgio de um mundo despretensioso e opressivo, marcado por uma guerra voraz e agourenta, que atormenta e devasta as pessoas.
Diante aos diálogos intrínsecos que envolvem os momentos de silêncio, colocando pausas eminentes e reflexivas sobre o convívio e indiferenças aos cenários grandiosos no deserto marroquino, trazendo reviravoltas ávidas e intensas, que surpreende a cada cena, de maneira sútil, mas persuasiva, levando à narrativa aos momentos iminentes de uma Guerra Mundial.
Sirāt é um filme fora da bolha, que quando parece que ele está se encaixando, algo inesperado acontece, assim como a vida contemporânea, em que o mundo caótico desaba lá fora, enquanto usamos artifícios para nos alienarmos para esquecer das situações mais perturbadoras e inquietantes, que atormenta e impacta integralmente o emocional exposto na perspectiva amostrada de forma visceral aos ambientes mais degradados.
A produção conta com Sergi López, Bruno Núñez Arjona, Richard Bellamy, Stefania Gadda, Joshua Liam Henderson, Tonin Janvier e Jade Oukid no elenco, diante a um desenvolvimento insigne e comovente em sua trama, que têm deslumbrado desde sua pré-estreia no 78º Festival de Cannes em 2025, conquistando o Prêmio Júri e sendo muito aclamado por críticos e pelo público em geral, por sua versatilidade e espontaneidade descrita em sua narrativa, que estreia em Fevereiro de 2026 nos cinemas brasileiros distribuído pela Retrato Filmes.
por Patrícia Visconti



