
Os paulistanos da Anônimos Anônimos apresenta o novo trabalho autoral da banda, em uma versão mais reflexiva e coesa, Acabou Sorrire é o primeiro disco da banda pelo selo Forever Vacation Records, que traz aos ouvintes mais assíduos uma produção sólida e autêntica, mantendo a essência do grupo, mas numa vibração mais consciente sobre as próprias decisões e a maneira de se comunicar.
Acabou Sorrire convida a todos a adentrar num mundo introspectivo e intrínseco, com letras pessoais, melodias diretas e temas pessoais, com a sonoridade que permeia entre o rock, pop punk, emo, dream pop e referências brasileiras, a banda trouxe a própria identidade comparando aos EPs anteriores, com experimentações musicais, e foco em representar melhor a essência singular em sua escrita e sonoridade.
“Nos primeiros EPs experimentamos tocar um pouco de cada estilo que a gente gosta dentro do rock, então a banda soava bem maluca, não tinha ainda uma cara definida. Aí, quando decidimos compor esse primeiro disco, com a ajuda do Capilé, decidimos focar no que fazemos melhor: as canções mais melódicas e com temas pessoais. Agora temos um repertório coeso, e estamos prontos para mostrá-lo para todo mundo”, diz o vocalista e guitarrista Flávio Particelli.
Um projeto único, que parte de experiências pessoais e situações reconhecíveis, aonde muitos também irão se identificar, por envolver conjunturas particulares da vida em que todo mundo acaba passando, mostrar de maneira inerente os pensamentos mais distintos sobre si, relacionamentos, amizades, amores, cotidiano na cidade, vida, tempo, amadurecimento, dificuldades e aprendizados. Um álbum que dialoga com momentos rotineiros e abrange diferentes gêneros musicais além do rock, trazendo a nova faceta da Anônimos Anônimos dentro da nova cena independente brasileira.
A produção, ficou por conta do renomado músico, produtor e figura ligada ao rock alternativo brasileiro Alexandre Capilé e a mixagem e a masterização ficaram com Gabriel Zander, ao lado do próprio Capilé, que induziu a banda a seguir essa linha persistente em mostrar as próprias raízes, para poder se encontrar o frenesi voraz em definição a sua qualidade e sensibilidade.
“O Capilé, além de um produtor excelente, foi um mentor, um amigo, um incentivador. Foi ele quem guiou nosso processo até encontrar esse repertório com o melhor da banda, nossa verdade mais forte. Sem ele não teria esse disco, com essa qualidade alta. O Gabriel Zander entrou na mixagem e masterização com o Capilé e ajudou a levar a coisa toda para um nível ainda maior. Difícil definir, mas eu diria que ele tem uma assinatura sonora que traz peso e clareza, então fica tudo mais forte e pop ao mesmo tempo”, completa o vocalista.
Um projeto autêntico e indiscutível, que transita entre gêneros diferentes que percorre entre o indie rock, alternative rock, pop punk, emo, e sem contar com as referências mais notórias na cena nacional, em uma mistura de letras, estilos e particulares inigualáveis. Acabou Sorrire já se encontra disponível nas plataformas digitais, no espectro mais introspectivo e veraz da banda.
por Patrícia Visconti
