Entre o amor e carreira pode haver um abismo ilimitável, que ninguém pode explicar, ainda mais quando o sucesso, em enfrenta uma disputa desenfreada com o antigo crush, que resolve aparecer do nada, e transforma sua vida em um grande caos. Ainda mais quando ele tem um pé atrás com jornalistas e mídia em geral, pois seu sucesso já bateu de frente com artigos presunçosos.
Essa poderia ser a rotina de qualquer garota, querendo buscar profissionalismo e singularidade no jornalismo esportivo, mas trata-se de Ana Beatriz, que vive um duelo de indecisões com a crise dos 30 anos chegando. Idade essa que muitos dizem ser a do sucesso, mas atualmente ela anda mais perdida e travada que sei lá o que. Não apenas no profissional, mas no pessoal também, que está mais lento que uma lesma.
O inesperado acontece, e seu novo vizinho, um jogador de basquete que tem causado rebuliço entre os fãs acaba de se mudar para seu condomínio, ele é ninguém menos do que Ícaro, seu melhor amigo de infância, porque ela tinha um crush secreto. A aproximação pode ser inevitável, até ele descobrir que Triz é jornalista, e ele tem repulsa com profissionais da mídia.
Uma reaproximação inesperada por causar impressões errôneas, e o futuro pode sofrer graves consequências, seja no amor ou na carreira, e a jovem jornalista precisa escolher a maneira certa para não causar antipatia em sua infante paixonite.
O romance, Mais que um lance, da autora Dayane Borges, mostra de forma intensa e singular as divergências das crises existenciais, de achar que a vida parou enquanto todos seguem caminhando para o sucesso, mas no fundo as decisões estão dentro de cada um, e basta decidir com plena sagacidade a forma unânime para escolher os melhores caminhos para prosperar e seguir em plenitude as realizações mais reveladoras.
Uma obra que traz mais das decisões incongruentes sobre a vida, mas também traz uma essência particular de que não importa sua cor e as questões sociais. Mais que um lance, é um livro autêntico e visceral, de personagens reais e grandes possibilidades a serem executadas, em que todos podem ter voz e vez, e serem amadas do jeito que são.
“Espero que os leitores encontrem personagens reais, que lembre, principalmente para as meninas negras, que elas podem, sim, ser muito amadas em voz alta, com dedicatória e tudo no meio da quadra e que o amor é uma possibilidade linda”, finaliza a escritora.
por Patrícia Visconti

