Simulador distópico ‘Dystopicon’ é lançado para PC com crítica satírica à automação e às telas

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O estúdio independente espanhol Palitroque lançou o jogo Dystopicon, um simulador de vida satírico e distópico já disponível para PC via Steam. O título chega pelo valor de R$ 26,49, contando com um desconto de lançamento de 15% válido durante as duas primeiras semanas.

Ambientado em um universo retrofuturista no qual robôs substituíram a mão de obra humana, o jogo coloca o jogador na pele de um cidadão de Classe 2. A dinâmica central parece simples: morar em um quarto cedido pelo governo e cumprir a tarefa de assistir à televisão para receber um salário. Com a renda, é preciso administrar a compra de serviços básicos de sobrevivência e lazer, enquanto se decide entre a obediência cega ao regime ou a adesão à rebeldia.

Múltiplos caminhos, decisões e modos de jogo

Modo História: A progressão acontece ao longo de cinco cenários distintos e um cenário secreto. O jogador pode evoluir até se tornar um cidadão do Partido ou terminar em um campo de reeducação, adaptando suas estratégias conforme novas mecânicas são apresentadas.

14 Finais Possíveis: As escolhas direcionam os rumos da narrativa. É possível atuar na burocracia estatal, invadir sistemas, participar de atos de resistência ou tentar a sorte na loteria.

Modo Desafio: Experiência focada no gerenciamento direto de recursos sem distrações narrativas ou boletins diários, com o objetivo único de economizar o suficiente para escapar do quarto.

Inspiração literária e trajetória de desenvolvimento

A concepção de Dystopicon começou em 2018 como um projeto solo do diretor e desenvolvedor principal Juan Felipe Molina. A ideia inicial surgiu da combinação de referências da ficção científica clássica com dinâmicas cotidianas modernas.

Sempre adorei histórias distópicas e sou um grande admirador dos grandes clássicos, especialmente das obras de Philip K. Dick. Em seu romance Ubik, o protagonista precisa inserir uma moeda em diversos aparelhos domésticos para poder usá-los, e essa ideia me agradou muito. Eu precisava de outra mecânica que justificasse por que o jogador ganharia dinheiro, e comecei a pensar na televisão e nas redes sociais […]. Qual seria o próximo passo? Que você fosse pago para fazer exatamente isso!” – Juan Felipe Molina, diretor e desenvolvedor principal.

O primeiro protótipo, disponibilizado no Itch.io, alcançou 12 mil downloads. Em novembro de 2025, Molina deixou seu emprego formal para se dedicar integralmente à versão comercial. Para reformular o visual e a narrativa visual do projeto, o desenvolvedor integrou a artista 3D Xenia Almela e o artista 2D Mario Alba, responsável pelas séries de quadrinhos presentes no jogo.

Dystopicon já pode ser adquirido diretamente na loja do Steam.

por Gabriela Loures

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