‘Uma Noite’: Um romance para envolver e refletir sobre as divergências impostas na vida diante dos conflitos árduos de uma rotina incessante

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A sociedade impõe cargos extras às mulheres, que muitas vezes passam despercebidos aos olhos de terceiros. Mas, apenas quem vive a rotina árdua e intensa 24 horas por dia, sabe quão difícil é domar os leões que aparecem, e controlar as divergências em meio à vida de sobrecargas e duelos inquietantes sobre a carreira e família, tornando inviável olhar para si, como alguém que também merece ser feliz.

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Assim é a rotina intensa e comovente de Ana, mãe solo de duas crianças autistas nível 1 de suporte, enfrentou o luto e o diagnóstico inesperado em tão pouco tempo, enquanto ela administrava seus negócios, criado em parceria com seu marido. Mas, após sua morte, ele se viu sozinha com seus dois filhos. Apesar de ela ter apoio de seus sogros e pais, a vida não eram fácil, ainda mais após uma pandemia que assolou o mundo e deixou o mundo trancafiado dentro de suas casas.

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Após o penoso período da pandemia, ela estava presa a uma rotina de trabalho e terapia, quase não tinha tempo para olhar para si e ver suas próprias necessidades, a única que a enxergava era sua melhor amiga Naila, que sempre a motivava para que Ana pudesse se reencontrar e redescobrir como mulher, após anos sozinha, cuidando de todos, mas sem ninguém nunca olhar por seus esforços e reconhecimentos.

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O primeiro romance da autora Mariana D Santos Ribeiro, Uma Noite, chega para envolver os leitores mais assíduos. Uma história de amor, superação e eloquência, com sua trama tênue e significativa, implicam a todos diante de temas relevantes e reflexivos, sobre rotinas exaustivas e anulação da própria identidade para zelar por todos ao redor. Uma leitura fluída e instigante, que capta a emoção de entrega diante nas adversidades da vida com a relação de poder ser apenas você mesmo, e poder sair, curtir e aproveitar, sem carregar o peso das situações mais excessivas remetentes as mulheres na sociedade.

Uma história que envolve de maneira unânime e particular, sobre amores, amizade e família, trazendo distintas reflexões da sobrecarga e solidão da mulher, enquanto ela equilibra a própria vida para salvar o mundo, mas nunca tem tempo para salvar a si mesma.

por Patrícia Visconti

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