O primeiro romance da autora Lee Onhwa, A misteriosa confeitaria da meia-noite, chegou às livrarias em 2025, sob uma trama envolto de comoção e afetividade, a obra inspira o leitor em uma viagem de magia sobrenatural que transita entre a fronteira entre a vida, a morte e a cura, mostrando que todos podem ter um espaço para chamar de lar, até mesmo as almas mais perdidas.
A história começa quando Yeonhwa perde sua avó, e herda a confeitaria da qual ela trabalhava, e lá vai descobrir os mistérios remanescentes na confeitaria Hwawoldang. O estabelecimento está na família há gerações, mas pouco ela sabia sobre o que acontecia por lá, já que a relação entre avó e neta, não era tão próxima assim. Mas, a partir de sua morte surpresas significantes vão surpreender por trás de distintas memórias e personagens que vão transportar a jovem as lembranças mais insignes, dando oportunidade de ajudar a curar as feridas e encontrar o conforto dentro do próprio coração.
Uma narrativa eloquente, aonde cada capítulo remete a uma história diferente e referente, que aproxima a protagonista de suas origens, buscando entender quão a Hwawoldang não é apenas uma confeitaria comum, mas sim um lugar em que os “clientes” encontram a paz para deixar seu passado e finalmente encontrar o descanso eterno, sem remorsos e nem apatias, descrito de maneira tênue e acolhedora, carregada de sensibilidade e reflexão, lembrando de que a felicidade e a tristeza caminham lado a lado, e os laços são eternos na memória de cada um.
A misteriosa confeitaria da meia-noite é uma obra leve e autêntica, que permite recordar de que o amor existe, mesmo quando não pode ser tocado. Onde a maior demonstração de afeto àqueles que já partiram, é justamente o anseio de que continuamos vivendo bem e feliz, sem nos entregar as dores da perda repentina, mas guardar nas lembranças as memórias mais únicas de uma vida de contentamento.
por Patrícia Visconti


