‘Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor’ fortalece laço familiar das protagonistas em narrativa previsível e muito cheia

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Após 28 anos chegou aos cinemas a continuação de ‘Da Magia à Sedução’ (1998). Com o subtítulo “Feitiço do Amor”, o longa traz novamente as irmãs Owens: Sally (Sandra Bullock) e Gillian (Nicole Kidman) em uma jornada mais responsável.

No filme, as duas escolhem proteger o segredo da maldição da família e da linhagem de bruxas das filhas de Sally, Kylie (Joey King) e Antonia (Maisie Williams). Porém, ao se apaixonar por um garoto, a jovem Kylie descobre sobre sua origem e decide quebrar a maldição.

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Misturando comédia, romance e fantasia, o filme retoma a maldição das bruxas Owens — todo homem que amar uma delas vai morrer — e apresenta de forma tocante e bem calma a dinâmica familiar entre as bruxas. O amor das Owens é o foco central do filme e sua maior qualidade, assim como a composição de cenários. O estilo retrô nas paisagens, decorações das casas e nas roupas dos personagens combinam perfeitamente com a temática mais familiar e com o toque de magia que é apresentado.

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As atuações e interação dos personagens, principalmente nesses momentos familiares, são naturais e imersivas. As protagonistas Sally e Gillian carregam boa parte da química e dinâmica fluida do filme, com cenas divertidas e até nostálgicas para os fãs do longa de 1998. Porém, nos momentos de conflito e luta, os gestos soam fora de lugar e engessados. Essa percepção de estranheza vem da direção de cena ser mais simples quando deveria ser mais corajosa em explorar novos ângulos.

Não é somente na direção visual dos conflitos que faltou mais coragem. O filme contém um estilo de narrativa “já conhecido”. Em uma comédia romântica, como este longa, a escolha de ser “clichê” e mais fácil de se entender funciona bem, porém com o toque da fantasia a história se torna complexa e pede por um maior aprofundamento, mais detalhes em relação à magia do mundo. O longa falha um pouco em se aprofundar e dar esses detalhes ao colocar personagens para expor através de falas as coisas ao invés de mostrar “ação” na tela.

Paralelamente, deixa a desejar em relação à sua ideia inicial. O que era para ser somente uma história sobre quebrar a maldição se torna sobre segredos e descobertas mais antigas da família Owens. Essa parte é interessante, mas ao misturar isso com uma jornada de quebra de maldição ficam duas ideias grandes demais para estarem juntas em um filme só. O roteiro combina elas e o resultado é uma história previsível com personagens que possuem apenas um traço de aprofundamento central, como o amor de uma mãe pelas filhas e a vontade de não usar mais magia — como é o caso da Sally.

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Apesar disso, o filme não é confuso e nem pesado, apenas muito cheio de boas ideias para uma direção “covarde” e uma narrativa clichê e expositiva. Toda a dinâmica das bruxas e a atuação dos personagens é o que salva essa aventura, tornando o filme divertido e tocante em relação à dinâmica familiar. No fim, a jornada é agradável para os fãs da saga e para quem tem interesse em conhecer novas perspectivas e histórias sobre bruxas e magia.

Da Magia à Sedução: Feitiço do Amor’ já está em cartaz nos cinemas brasileiros distribuído pela Warner Bros Pictures.

por Milena Pierrot

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