A franquia de sucesso da Toho Studio Godzilla ganhou um novo capítulo devastador em Minus Zero. A História escrita e dirigida por Takashi Yamazaki, se passa dois anos após os eventos do primeiro filme, trazendo uma ameaça maior e mais brutal.
Dessa vez, a equipe é formada pelo doutor Noda (Hidetaka Yoshioka), o ex piloto Kamikaze Shikishima (Ryunosuke Kamiki), Noriko, a jovem que sobreviveu a um ataque do Godzilla (Miami Hamabe), e com adição do biólogo Kaji Murakami (Min Tanaka) numa missão de enfrentar uma nova criatura chamada de Ghidorah.
A história acompanha três núcleos bem distintos e definidos, o primeiro tem o Dr Noda a frente de um departamento de contenção de tragédias. Em seguida, o casal de protagonista do primeiro filme, Shikishima e Noriko com a pequena Akiko, vivendo a tranquilidade da vida em família. Por último, uma inserção bastante significativa, o biólogo Kaji Murakami, que registrou a primeira aparição e destruição causada pelo Ghidorah.
A trama vai centralizar na equipe de contenção tentando elaborar um plano para lidar com a nova criatura, enquanto alguns personagens vão sendo trabalhados conforme seus objetivos pessoais, tendo como pano de fundo traumas e sentimentos de impotência diante da ameaça.
Em Minus Zero o elenco novamente chama atenção pela maneira como trabalham seus conflitos diante das tomadas de decisões. O casal principal tem um peso dramático significativo, isso porque além de serem a chave para o plano final, ainda tem o conflito familiar envolvendo o abandono.
Da mesma forma o biólogo Kaji Murakami, um personagem cheio de camadas e muitos conflitos internos carregando um senso de vingança incomum. Toda essa carga dramática trás um ar mais melancólico e intenso a cada decisão tomada para enfrentar a criatura.
E apesar da força do elenco com seus dramas pessoais, o destaque novamente se tem na parte técnica, principalmente naquela que novamente se apega na criatura, isso porque o CGI do Ghidorah assim como foi do Godzilla no primeiro filme, é incrível.
Mas, nada é tão surreal quanto a demonstração do rastro de destruição causada pela aparição do Monstro. As consequências disso fica bem explícito e chega até incomodar pelo fato dos traumas dessa devastação atingirem pessoas sem um entendimento do significado de tudo aquilo.
Novamente é interessante falar também da trilha sonora, principalmente quando se trata da sonoridade do rugido atômico do Godzilla, porque de fato é muito bom ouvir, assim como as diversas outras pequenas inserções de sons em momentos específicos.
Godzilla Minus Zero é uma válvula diferente de tudo que cerca essa franquia, até mesmo a forma como foi construída a batalha entre os titãs é trabalhada de maneira diferente. Isso claro, é um tremendo acerto, o designer da criatura é incomum e igualmente ameaçador.
A luta apesar de curta, consegue demonstrar a imponência de cada um, evidenciando todo o desastre dessas criaturas que, seguem servindo de boas alegorias de traumas de guerra e pós guerra, e o quanto dessa ação é devastadora para a sociedade.
No fim, novamente o filme fala sobre as consequências da guerra de uma maneira singular, mas dessa vez, também diz sobre como a perda constroi planos de vingança, e como sentimentos dessa natureza corrompe a alma e desperta o pior lado do ser humano.
Godzilla Minus Zero encontrou um caminho bem peculiar de falar sobre todos esses assuntos, sem deixar de ser divertido. O filme chegou aos cinemas com legenda e dublagem em português, com sessões em 2D e em IMAX.
por Daniel Guimarães



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