[Cantinho Literário] Mario de Andrade – O poeta paulistano que marcou A Semana de Arte de 22

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O problema com o Explore ainda continua, por isso estou aceitando ajuda com meu PC, para não atrasar os posts aqui no Cantinho Literário, pois tenho muitas  pautas para caçar e muitos novos escritores para descobrir, que estão espalhados por esse mundão chamado INTERNET e por esses motivos, vamos no clássico da literatura e falar um pouco sobre o poeta, escritor, crítico literário, musicólogo, folclorista e ensaísta, Mário de Andrade.

Mário Raul de Moraes Andrade, era paulistano e foi um dos pioneiros da poesia moderna ao lado de Oswald de Andrade, Tarsíla do Amaral entre outros, sendo uma das figuras principais do movimento de vanguarda de São Paulo, A Semana Arte Moderna de 22, se tornando o polímata nacional do Brasil.

Andrade fazia ensaios fotográficos, no qual ele cobria para ampla variedade de assuntos, desde literatura, história e até no cenário musical, que eram divulgados  nos pequenos e grandes veículos da imprensa da época.

Ele já trabalhou como professor de música e colunista de jornal, publicou seu maior romance, Macunaíma, em 1928, mas continuou a publicar obras sobre  música popular brasileira, poesia e outros temas de forma desigual, sendo interrompido várias vezes devido a seu relacionamento instável com o governo brasileiro.

Sempre polêmico em suas obras, como Amar (1927) e Macunaíma (1928), ele foi um dos primeiros escritores a gerar um escândalo na época, contando a história de  um adolecente e uma mulher madura, uma alemã contratada pelo pai do jovem. O segundo, desde sua primeira edição, é apresentado pelo  autor como uma rapsódia, e não como romance, é considerado um dos romances capitais da literatura brasileira.

Já Macunaíma vem do trabalho etnográfico do alemão Koch-Grünberg, conforme relata o próprio autor. Koch-Grünberg, no livro Von Roraima zum Orinoco, recolheu lendas e histórias dos índios taulipangues e arecunás, da Venezuela e Amazônia brasileira.

A partir desses materiais, Andrade criou o que ele chamou rapsódia, um termo ligado a tradição oral da literatura. O livro editado por Tele Ancona Lopes possui  extenso material sobre o intertexto deste livro.

Mas no final de sua vida, se tornou o diretor-fundador do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo formalizando o papel que ele havia desempenhado durante muito tempo como catalisador da modernidade artística na cidade e no país.

Mário de Andrade deixou um legado de poesia, música e muita cultura, não só para a cidade de São Paulo, mas para todo o Brasil, pois a Biblioteca Municipal  de São Paulo, foi trocado de nome na década de 60, se tornando Biblioteca Mário de Andrade de São Paulo.

Além de vários poemas, no qual ele sempre marcava seu
amor pela cidade na qual ele nasceu e morreu. O escritor faleceu em sua casa em São Paulo, no dia 25 de fevereiro de 1945, aos 51 anos, devido a um enfarto no coração.

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Por Priscila Visconti
(só espero que até semana que vem,
eu esteja com um navegador descente.
)

[Cabine da Pipoca] Roteiro da quarta saga do filme As Crônicas de Nárnia está pronto

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Essa vai para quem curte a trilogia da saga As Crônicas de Nárnia, pois tudo indica que o próximo filme deve ser começado a rodar em breve, já que o roteiro final de As Crônicas de Nárnia – A Cadeira de Prata, inspirado no quarto livro da série, está pronto.

Essa afirmação veio do próprio roteirista, David Magee, que também escreveu As Aventuras de Pi e Em Busca da Terra do Nunca, pois ele passou mais de um ano trabalhando no projeto, pois essa produção começou em 2013, quando a C.S. Lewis Company fechou um acordo com a produtora The Mark Gordon Company para desenvolver a adaptação.

Vale lembrar que nessa trama de As Crônicas de Nárnia – A Cadeira de Prata, não conta com os três irmãos Pevensie e foca na volta de Eustáquio, vivido por Will Poulter no terceiro filme de Nárnia, ao lado de sua amiga Jill Pole.

Mas ainda não tem data do inicio das gravações do longa, pois ele terá que passar por revisões e ser aprovado, pois ainda vai ter todo o processo de escalação de elenco e diretor, afinal ainda não se sabe se algum dos três atores dos três primeiros filmes da saga, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (2005),  Príncipe Caspian (2008) e A Viagem do Peregrino da Alvorada (2010), vão retornar.

Mas vamos aguardar mais informações ansiosos pelo filme da saga, pois quem esperou por quase cinco anos, pode esperar por mais algum tempo para sair oficialmente o filme da quarta saga de Nárnia, As Crônicas de Nárnia – A Cadeira de Prata.

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Os 150 anos de Alice no País das Maravilhas

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Sem ideia e sem paciência com o Internet Explore, que não sei porque, só está abrindo esse no meu PC e muito apaixonada pela história da Alice no País das Maravilhas, resolvi falar um pouco sobre essa literatura inglesa, que faz sucesso entre crianças, adolescentes e adultos em todo o mundo, há 150 anos. Desde o dia 4 de julho de
1865, quando Charles Lutwidge Dodgson, ou mais conhecido como Lewis Carroll, começou a história de uma menina chamada Alice, que cai em uma toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica do absurda característica dos sonhos.

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O livro de Lewis é cheio de ilusões, fantasias e sátiras, que leva o leitor realmente ao mundo de mágico das maravilhas, pois faz com que você caia no buraco junto com a pequena Alice.

O primeiro livro lançando no ano de 1865, teve as ilustrações de John Tenniel e teve uma tiragem de 2 mil exemplares, mas foi removida das pratileiras devido a reclamações do ilustrador, pois ele achou que a qualidade da impressão era inferior e não havia ficado como ele queria, já na segunda edição da publicação as vendas se esgotaram rapidamente, tornando assim um grande sucesso, obtendo leitores famosos como Oscar Wilde e pela rainha da Inglaterra da época, a Rainha Vitória, rendendo cerca 180 mil cópias e traduzida para mais de 125 idiomas, sendo que só na língua inglesa teve mais de 100 edições vendidas.

aliceA origem dessa história, começou no ano de 1864, segundo o manuscrito de Alice Debaixo da Terra, no qual originou a história que conhecemos, Lewis Carroll, foi bastante influenciado por seus amigos, como seu mentor George MacDonald, então Carroll decidiu publicar o livro, apenas mudando a versão original, que aumentou o número de leitores, de 18 mil para 35 mil, além do mais ele acrescentou o Gato de Cheshire e o Chapeleiro Maluco. Que essa história é sucesso até hoje, desde na literatura até mesmo nos cinemas, que leva uma legião de seguidores para o buraco do País das Maravilhas ou então vendo essas maravilhas Através do Espelho.

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Conheça um pouco os personagens da história da Alice abaixo

Alice: é a protagonista da história; É racional e corajosa, e vai fazendo considerações à medida que a aventura prossegue. Muitas vezes representada por uma menina de cabelos loiro amarrado por uma faixa preta, no entanto, sua cor de cabelo não foi especificado na obra. E se popularizou através das primeiras ilustrações da obra literária.

Coelho Branco (no original em inglês: White Rabbit): é quem inicia a aventura, quando Alice o segue até a toca. Ele carrega um relógio e parece estar muito atrasado para alguma coisa. Em contraste com a Alice, o Coelho Branco tem medo de tudo – da sua rainha, da Alice e das próprias situações onde se encontra. Esta oposição foi pretendida pelo autor para enfatizar os atributos positivos da personalidade principal. E durante o julgamento de um valete de copas (o último capítulo), dá-se uma mudança repentina na covardia, revelando uma vontade de manipular.

Rato: Revela um grande pavor de gatos e um carácter muito seco quando cita a História com a intenção de secar os animais molhados, deixando-os antes aborrecidos e molhados (terceiro capítulo). Provavelmente foi baseado numa governanta da casa das irmãs Liddell.

Dodô (no original em inglês: Dodo): É uma caricatura do autor, e este terá usado o nome numa paródia ao modo como ele pronunciava o próprio nome, uma vez que era gago (Do… do… Dodgson); Usa palavras excessivamente complicadas.

Arara: Personificação da irmã Loriny Liddell.

Pato (no original em inglês: Duck): É uma caricatura do reverendo Robinson Duckworth, amigo do autor que esteve presente na viagem pelo rio Tâmisa que deu origem à obra presente.

Aguieta (no original em inglês: Eaglet): Reflexão da irmã Edith Liddell e não entende as palavras muito difíceis.

Lagarto: É o humilde servo do Coelho Branco que é empurrado por Alice pela chaminé a cima (quarto capítulo) e mais tarde é um dos jurados durante o julgamento de um valete de copas (décimo primeiro capítulo). Esta personagem (Bill), pode ser uma brincadeira com o nome do estadista britânico Benjamin Disraeli, pois uma das ilustrações de Tenniel em Alice no Outro Lado do Espelho retrata a personagem referida como o Man in White Paper (quem Alice conhece como um passageiro com quem partilha um trem no comboio), como uma caricatura de Disraeli, usando um chapéu de papel.

Lagarta (no original em inglês: Caterpillar): Está sentada num cogumelo a fumar calmamente um cachimbo de água. Não presta muita atenção a Alice, respondendo às suas perguntas com monossílabos.

Duquesa: Muito feia, com um queixo pontiagudo. Concordava com tudo que Alice dizia e procurava issentemente uma moral para tudo, embora raramente tivesse relação ou sentido (oitavo capítulo).

Gato de Cheshire ou Gato Risonho: É extremamente independente e consegue desaparecer e aparecer. Carroll obteve o nome na expressão idiomática da língua inglesa sorrir como um gato de Cheshire. Além disso, o gato representado nas figuras de Tenniel é considerado representativo da raça British Shorthair, devido à forma da boca, considerada como um sorriso9 .

Chapeleiro maluco e a Lebre de Março (no original em inglês: Mad Hatter and the March Hare): São figuras retiradas de expressões correntes no período vitoriano da língua inglesa louco como uma Lebre de Março ou louco como um Chapeleiro, devido ao vapor de mercúrio usado na fabricação de feltro que causa transtornos psicóticos10 ; O Chapeleiro Louco é provavelmente uma referência a Teófilo Carter, um conhecido comerciante de móveis em Oxford pelas suas invenções pouco ortodoxas e pelo uso de uma cartola na parte de trás da cabeça à porta da sua loja 11 ; São ambos totalmente loucos (como todos os moradores do País das Maravilhas, segundo o Gato Risonho). Estão perpetuamente na hora do chá, porque, segundo eles, o Chapeleiro discutiu no mês de Março com o Tempo e, em vingança, este não muda a hora para os dois habitantes. O Chapeleiro aparentemente teve problemas com a Rainha ao cantar uma música na sua presença, pelo que esta sentenciou a sua decapitação sob o pretexto de estar a matar o Tempo.

Arganaz (no original em inglês: Dormouse): Está constantemente a dormir e ocasionalmente acorda durante alguns segundos. Conta uma história sobre três irmãs, nomeando-as de Elsie, Lacie e Tillie. Estas são as irmãs Liddell: Elsie é LC (Lorina Charlotte), Tillie é Edith (seu apelido de família é Matilda), e LaCie é um anagrama de Alice.

Rainha de Copas (no original em inglês: Queen of Hearts): É talvez a caricatura da mãe das irmãs Liddell; É extremamente autoritária e impulsiva, estando constantemente a ordenar aos seus soldados (cartas de baralho) decapitar todos. Porém o Grifo disse que tal é apenas uma fantasia dela, uma vez que depois ninguém morre.

Valete de Copas: Inicialmente é o criado que transporta a coroa do Rei, mas mais tarde é acusado de roubo de torta (décimo primeiro capítulo).

Rei de Copas: O rei tem menos influência do que ela, pelo que vive na sombra desta; É talvez a caricatura do pai das irmãs Liddell.

Grifo: Diz as piores deixas, em contraste à sua antiga linhagem. Provavelmente é uma caricatura dos estudantes do colégio onde leccionava o escritor (é o brasão de armas do Trinity College, em Oxford, e aparece no respectivo portão10 ).

Tartaruga Fingida (no original em inglês: Mock-Turtle): É uma triste vítima do destino, pois foi em tempos uma tartaruga de verdade que vivia no mar. O nome tem origem na Sopa de Tartaruga Fingida (no original em inglês: Mock-Turtle Soup) vulgar na Inglaterra, sendo um caldo verde feito com cabeça de vitela de modo a imitar sopa de tartaruga10 . Daí Tenniel ter ilustrado esta figura com uma cabeça de bezerro, cauda e pernas; Esta personagem fala de um professor de Despenho que era um Congro, que costumava ensinar-lhe uma vez por semana Despenho, Destroço e Tintura a Carvão. Esta é uma referência ao crítico de arte John Ruskin, que ia uma vez por semana a casa de Liddell ensinar Desenho e Pintura a óleo às irmãs.nota 4 ; A personagem também canta “Sopa de Tartaruga”, uma paródia a Bela Estrela (Beautiful Star), que foi executada como um trio por Lorina, Alice e Edith Liddell para Carroll em casa de Liddell, durante o mesmo verão em que foi contada a história de As Aventuras de Alice Debaixo da Terra.

Por: Priscila Visconti

[Total Flex] Festas Junina – A tradicional festa caipira do Brasil

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Salve pessoal, essa semana iríamos falar sobre a Virada Cultural, mas como tem diversos sites e publicações falando do evento e nosso boletim não visa pautar o mesmo que outros veículos estão pautando, veio um ‘inside’ aqui e pensamos em porque não falar um pouco de festa junina, uma festa tradicional, que acontece todo
o ano e atualmente é pouco dita na grande imprensa, pois se não tiver o ‘artistinha X ou Y’, a festa ‘mia’.

Por isso, falaremos um pouco das tradicionais festas junina, de como começou essa festa caipira que é dançado em toda a parte do Brasil, principalmente no nordeste, onde a tradição se mantem forte e com os principais ícones do evento, como a quadrilha, as roupas caipiras e claro a enorme fogueira.

A festa junina acontece no mês de junho, e é popularmente a celebração dos santos, Santo Antônio, São João e São Pedro, e a festa que comemoração aqui no Brasil, tem origem de Portugal, já que é um estado bastante cristão e com que segue fervorosamente as tradições da igreja católica.

Essa celebração é importante no Norte da Europa como Dinamarca, Estônia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Noruega e Suécia, mas também ocorrem em grande escala na Irlanda, na Galiza, em partes do Reino Unido (especialmente na Cornualha), França, Itália, Malta, Portugal, Espanha, Ucrânia, outras partes da Europa, e em outros países como Canadá, Estados Unidos, Porto Rico, Brasil e Austrália.

A música e os instrumentos usados (cavaquinho, sanfona, triângulo ou ferrinhos, reco-reco etc.) estão na base da música popular e folclórica portuguesa e foram trazidos para o Brasil pelos povoadores e imigrantes do país irmão e as roupas caipiras são uma clara referência ao povo campestre, que povoou principalmente o nordeste do Brasil e muitíssimas semelhanças se podem encontrar no modo de vestir caipira tanto no Brasil como em Portugal.

A decoração das festas junina caipira, são extramamente simples, tem enfeites de papel, bexigas e pólvora. Na cidade de Porto, em Portugal há uma abundância de cores e explosões no céu, o enchendo a noite toda, já as fitas, são típicas do Brasil, mas tem origem da Península Ibérica.

Agora é só pegar o vestido de xita, amarrar as duas trancinhas e partir para a quadrilha, para dançar, cantar e pular fogueira, pois nessa época do ano, uma fogueira é sempre bem vinda, além das comidas gostosas que só fica deliciosa nessa época do ano, como a pipoca, pé de moleque, o quentão para aquecer nas noites de arraial
e tantas outras.



Por Priscila Visconti