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Plataforma digital conecta galeria de artes com os artistas e o público

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Você já pensou em visitar diversas galerias de artes no Brasil, sem sair de casa, e ainda, interagir com artistas, colecionadores e apreciadores das artes?! Continuar lendo Plataforma digital conecta galeria de artes com os artistas e o público

33ª Bienal São Paulo enfatiza novas experiências entre artistas e visitantes

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Nesta sexta-feira (07) começou na Bienal do Ibirapuera, a 33ª Bienal de Arte de São Paulo, com o tema “Afinidades afetivas“, e vai até dia 09 de Dezembro. Continuar lendo 33ª Bienal São Paulo enfatiza novas experiências entre artistas e visitantes

[Total Flex] Wallpeople: Transformando expressões humanas, em arte urbana!

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Que tal expressar seu amor pela cidade de São Paulo resenhando histórias em forma de desenhos nos muros do Largo da Batata?

No próximo sábado, 6, acontece o Wallpeople São Paulo 2015 – Escrevendo Muros (Writing Wallpeople), com muita arte, música e criatividade, onde todos pode participar e expressar sua ideia e relação artística com a cidade.

Uma ideia que se originou em Barcelona, na Espanha e visa convidar as pessoas a criar e fazer parte do unico momento num espeço urbano específico, compondo a arte dentro da sociedade, tornando-a em uma única coisa.

No Brasil, a projeção foi do portal “Olhe os Muros“, dispõe em mostrar que são nos muros que podemos encontrar a cidade de uma cidade, em seus grafites, lambe-lambe, stencil, e tudo que interfere na urbanidade social daquela comunidade, suas histórias, seus relatos, sua vivência.

Fazer com que as pessoas olhe mais para seu redor, ainda mais hoje em dia, onde todos parecem robotizados mirando para seus smartphones conferindo seus “likes” e seus “posts”, e esquecendo que além daquele mundinho que ela cria, há uma imensidão para ser vista e admirada, há pessoas criando e proliferando a arte e a cultura local, enquanto compartilha algo “legal” a quilômetros e distância. Além do mais, a monotonia mundana acaba alienando as pessoas, e fazendo com que elas apenas enxergue o que está diante do seu nariz e o que elas querem ver, fechando os olhos e as mentes para qualquer manifestação alternativa que acontece ao seu redor.

A proposta do “Olhe os Muros” é sensibilizar as pessoas para que olhem não apenas os muros, mas tudo o que há em volta deles, se transformando em um espaço que sirva para conectar experiências e para compartilhar fotos, opiniões, ideias, tudo isso e muito mais.

Mural da edição do Wallpeople 2013.
Mural da edição do Wallpeople 2013

Além das intervenções artísticas nos muros da região do Largo da Batata, haverá apresentações das bandas Ouro e Chá e Embues Beer Band, e também a participação de Seu Molina, levando cultura, literatura, poesia e arte para os paulistanos.

COMO PARTICIPAR?

1. Qualquer pessoa pode participar! Vá para o Largo da Batata, ao lado do muro do Mercado, no dia 6 de junho, às 14h.
2. Você vai encontrar três histórias já iniciadas no muro. Escolha uma.
3. Pense em uma continuação para a história, de modo que ela siga fazendo sentido, e cole-a no muro.
4. Leia outras histórias e participe delas também!
5. Seja criativo: crie, invente, produza! Além das histórias coletivas, haverá espaço para outros trabalhos. Você pode reinterpretar uma obra literária em uma ilustração, fazer stêncil de um poema ou um tributo a algum autor ou livro, etc.
6. Em cada história, você vai encontrar uma pessoa da organização do Wallpeople, que vai lhe dar todo apoio e materiais necessários para você colaborar com as histórias. Lembre-se que as letras devem ser legíveis e grandes para que possam ser lidas com facilidade.

SERVIÇO

Wallpeople São Paulo 2015
Data: 6/ Junho/ 2015
Horário: 14h às 18h
Local: Largo da Batata – São Paulo/ SP
Entrada e participação: FREE
Mais informações: Facebook

Por: Patrícia Visconti

[Total Flex] Arte, sociedade e COMPARTILHAGEM!

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Sabe o que acontece quando uma professora de inglês cansa da sala de aula e resolve inovar e propagar a arte com objetos que iriam para o lixo, e ainda convida seus filhos e a comunidade para compartilhar disso? Ocorre uma COMPARTILHAGEM!

Isso mesmo, Compartilhagem um projeto que visa divulgar o consumo consciente, utilizando-se de peças recicláveis transformando-as em algo para decoração ou adornos para si mesmo.

10615427_629147777193744_4882671266800273863_nA ideia surgiu quando a professora Renata Penna, 40, cansou da rotina árdua das salas de aula, e há três meses atrás começou a criar mandalas com alguns CDs inutilizados, a partir dai ela com o dom de lecionar e ensinar algo novo para as pessoas, ensinou aos seus filhos, que hoje realizam e propagam uma arte única e especial para a comunidade.

Além de ofertar cursos, para que a ideia seja difundida e procrie, retirando utensílios que a sociedade descarta diariamente no lixo, em algo novo e artístico, ajudando ONGs e Instituições carentes e unindo uma família e a comunidade que a cerca dela.

Para conhecer mais dessa iniciativa acesse o site da COMPARTILHAGEM, e ficar ligados nos cursos, exposição e também sobre o projeto.

Por: Patrícia Visconti

[Total Flex] A arte OCUPA a OUVIDOR 63

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Não é de hoje que São Paulo é uma cidade multi, multi no tamanho, mas manifestações sociais, na arte e populacional, basta andarilhar pela capital paulistana que a cada esquina encontra-se algo novo, diferente e irreverente, para mudar os ares dessa selva de pedras.

10527326_726936164038676_6571153279441746832_nNas artes não é diferente, são centenas de artistas espalhados pelas ruas, mas com pouco estímulo e incentivo à eles, fazendo com que muitos têm de levar seus trabalhos para as ruas, e conseguir alguns centavos para seu sustento.

Visando nisso, um grupo de artistas resolveu ocupar desde o dia 1º de maio, o prédio da Rua Ouvidor número 63, um prédio de 13 andares de propriedade do CDHU, desocupado há dez anos, tornando àquele lugar não apenas um centro cultural, mas sim a residência destes artistas, que na maioria das vezes vem de outro Estado, para conquistar seu espaço da cidade grande, e não possuí um lugar para morar.

São diversas atividades artísticas, desde mús10372074_690904634308496_4067142248056251736_nica, artes plásticas, cênicas, fotografia, dança, desenho, etc, todos juntos com o mesmo propósito, transformar o ócio de pedra em residência artística e cultural para a cidade. Limparam as salas, consertaram os encanamentos, mexeram na fiação e decoraram os ambientes de modo bastante cultural e despojado, fazendo com que a vizinhança do Ouvidor não apenas se incomode com o barulho,
mas faça parte desse grande movimento cultural criado em São Paulo, integrando a capital à cultura de rua.

A programação do prédio é voltada para todos aqueles que tem interesse cultural e social, é sempre afixada na entrada do prédio, que não há um porteiro ou recepcionista, basta entrar, subir e conferir10308295_690907117641581_8702340626420828671_n a programação do dia – divulgada também na página no Facebook. Dentre essas programações há oficinas (de dança, vídeo ou bambolê), apresentações performáticas, dramáticas e musicais, exposições artísticas, exibições cinematográficas, entre outras atividades. Além do mais, o imóvel ainda serve de moradia, como foi dito acima, para que os artistas, possam desenvolver e planejar melhor seus projetos em questão.

Um projeto que mobilizou até mesmo o prefeito Fernando Haddad que ficou interessado em conhecer a ideia do projeto e também pelo que eles fazem por lá, já que isso inspira para que novos grupos floresçam seus pensamentos e dão diretriz em suas visões políticas. Transformando ideias em realizações, cimento em cultura e arte em soluções para desenvolvimento solidário e humano na cidade.

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Para mais informações sobre oficinas, apresentações ou até mesmo para visitar por curiosidade, acesse o Facebook do coletivo, que lá sempre traz novidades sobre o acontece no edifício.

Por: Patrícia Visconti

[Cyber Cult] Arte nas planilhas do Excel

O japonês Tatsuo Horiuchi, de 73 anos, transformou o programa do Excel em um software para fazer desenhos incríveis, formando obras de artes inacreditáveis.  
Para quem não conhece, o Excel é mundialmente conhecido por ser capaz de criar inúmeras planilhas e fazer os mais variados cálculos, menos por suas capacidades artísticas, mas nas mãos de Horiuchi, ele ganhou outro propósito.

Tatsuo descobriu seu talento somente 13 anos atrás, quando estava prestes a se aposentar, então logo após sua aposentadoria, o idoso havia bastante tempo livre, então procurou novas habilidades para aprender de um jeito não muito convencional. 
Quando viu que muitas pessoas faziam gráficos no Excel, ele decidiu criar verdadeiros desenhos artísticos na ferramenta. Ele sempre possuiu um interesse em artes gráficas, porém não sabia qual método utilizar para expressar suas imagens.
“Os softwares gráficos são bastante caros, porém o Microsoft Excel já vem pré-instalado nos computadores com Windows, além de possuir mais funcionalidades e ser mais fácil de utilizar do que o Microsoft Paint”, disse o moderno artista japonês. Tatsuo também tentou realizar alguns trabalhos com o Word, porém preferiu mesmo utilizar o software de planilhas da Microsoft.
O mais interessante é que Horiuchi jamais usou o Excel no trabalho; aprendeu tudo quando decidiu usar o software para desenhar (e ele já tinha 60 anos na época). 
No ano de 2006, o trabalho do idoso foi reconhecido com o prêmio Excel Autoshape Art Contest com imagens que foram consideradas muito superiores ao trabalho de seus rivais.
Abaixo veja o download de duas obras do artista Tatsuo Horiuchi, que pode ser visualizado no próprio Excel:

[Total Flex] Artista plástica cria bazar virtual para compartilhar suas obras

Você já imaginou um bazar de arte virtual, onde o artista apenas quer propagar suas obras e compartilhar com seus amigos e amantes da arte seu trabalho?
Pois bem, foi isso que a paulista de São Bernardo do Campo, Mariana Fakih, 23, fez.
Com traços fortes e desenhos bastante coloridos, Mariana acredita que suas obras mesclam um pouco do impressionismo e expressionismo, remetendo toda a criatividade de Fakih.
Essa é a primeiro bazar virtual que a artista realiza, e em uma semana diversas pessoas arrematou suas artes por algum objeto pessoal que tinham em casa, já que seu grande objetivo é divulgar seus trabalhos e conhecer novos amantes da pintura, desenhos e artes plásticas.

Conheça um pouco das obras de Fakih:

Para conhecer mais sobre o “Black Mari“, que acontece até o próximo dia 13 de Dezembro (sexta-feira), pode acessar a página de eventos que a artista criou para cambiar, vender e divulgar seu trabalho. 

[Total Flex] Música, arte e literatura estarão reunidos no 1° Sarau da Amizade

Que tal misturarmos fotografia, literatura, artes, cultura, gente bonita, boas conversas, além de bebidas e petiscos tudo junto em um mesmo lugar?

Acontece nesta sexta-feira (6), o I Sarau da Amizade. Evento realizado pela apresentadora e produtora cultural, apresentadora Eliana Toscano, que nos convidou para apresentar a mostra em seu 1º Sarau da Amizade.
Um evento com diversas apresentações musicais e artísticas, onde você poderá adquirir as obras consigo e levar para casa, em um bazar mega cultural, em uma casa extremamente charmosa e artística.
SERVIÇO
I Sarau da Amizade
Data: 06/Dezembro/2013
Horário: 20h
Local: Empório Santa Edwiges
Endereço: Rua Dr. João Pedro Perotti, 10 
(atrás do Banco do Brasil da Av. Vicente Rao, esquina da Av. Washington Luis).
ENTRADA: R$ 30,00 (OPEN BAR)
Estacionamento no local e gratuito.

[Caixa de Som] Gabriel Gariba sincroniza música e exposição em uma mesma produção

A arte quando bem produzida traz só bem feitorias a humanidade, podendo ser música, artes plásticas, interpretação, fotografia, etc… Mas, quando une uma a outra, o resultado pode ser ainda melhor e um pouco diferenciado e inusitado também. E foi juntando design com música, que o e o curitibano e artista plástico, Gabriel Gariba lançou seus primeiros compilados musicais.

Músicas que enfeitam a parede” é um projeto que une duas paixões de Gabriel, a música e as artes . Idealizando um sonho de concretizar a necessidade de registrar suas canções, porém dando uma nova cara ao bom e velho CD. 

Brincando com as artes gráficas, transformando o tradicional encarte em um quadro decorativo, apresentando que com boas ideias, a música e arte podem sim caminhar juntas, propagando uma nova cara  à cultura já existente.
E falando um pouco sobre sua obra, Gariba conversou com nossa embarcação contanto um pouco sobre esse projeto pouco insólito, muito divertido, que traz bem estar não apenas aos ouvidos, mas uma nova expressão a casa inteira.


Confira a entrevista abaixo:

OBC – De onde surgiu essa ideia de juntar música e artes em um único projeto? Por que mixar 2 artes em uma?
Gabriel Gariba – Surgiu da vontade de mostrar minhas canções. Já componho há alguns anos e queria mostrar  para as pessoas. Comercialmente eu trabalho com design, é meu ganha pão. Queria fazer algo que juntasse estas minhas duas atividades que sinto muito prazer em fazer e que, ao mesmo tempo, fosse um projeto com a minha cara.
  
OBC – As canções dos discos são todas compostas por você? Quais são suas principais influências musicais?
GG – As canções deste EP são minhas mesmo. Gosto de tanta gente que fica até meio complicado citar nomes. Gosto muito de ouvir Lenine, Jorge Drexler, Gilberto Gil, Siba, Jeneci, Paulinho Moska, Jorge Mautner, Lula Queiroga e por aí vai. Não sei ao certo quais são as influências, mas com certeza são sonoridades que passam pela minha cabeça no momento de compor uma melodia ou letra.  
OBC – E os quadros, como surge a ideia para anexar o disco àquela obra? Onde você se inspira para criar o quadro?
GG – Como não sou conhecido, queria criar algo que chamasse a atenção para minha música antes mesmo dela ser ouvida. Ou gerar uma determinada curiosidade para saber o que há naquele cd. Os quadros são inspirados nas músicas e vice-versa. Queria traduzir de alguma forma o que aquela música representa visualmente. 
  
OBC – Como você define essa mixagem de artes, já que nem todos os músicos têm ideias assim como as suas?
GG – Eu defini como “músicas que enfeitam paredes”, pois não consegui achar um nome de produto para elas, rs. Achei mais agradável e lúdico, assim como toda proposta musical. 
Às vezes vejo as pessoas postarem por ai como “quadros musicais”, quadros/cds e etc… Eu acho legal.
  
OBC – Como foi produzir o disco? E os quadros?
GG – Foi muito bom!  As músicas foram produzidas em home studio com músicos parceiros. Gosto muito deste conceito caseiro  ou  Lo-fi, como o pessoal diz por aí. Acho que hoje você consegue viabilizar ideias com baixo custo, a tecnologia tem ajudado bastante.
E ver sua ideia sair do papel é algo realmente gratificante, apesar do processo ser demorado, pois envolve pesquisa de materiais, como no caso dos quadros.
OBC – Você pretende lançar videoclipes destes discos? Há algo decorativo para os vídeos?

GG – Estou pensado bastante em lançar um clipe de uma das músicas. Estou vendo a possibilidade de realizá-lo. A ideia em princípio é colaborativa. Estou pensando ainda numa maneira de que as pessoas curtam a proposta e me ajudem, rs. 
OBC – Como é feita a comercialização das suas obras? Onde você vende e onde expõem as peças para ouvir e também para que as pessoas adquiram aos discos?
GG – Estou vendendo os quadros agora em parceria com a Caixa Filosofal. Antes eu mesmo estava fazendo todo processo, agora eles me ajudam nisso. Reformulei o modelo com eles também, está num formato maior e com um acabamento diferente, está bonitão. É possível comprar diretamente pelo site deles e eles entregam para todo Brasil.
Como ainda não tenho um ponto fixo para venda, estou expondo os quadros aqui em Curitiba, dentro da livraria Saraiva, no Café da Escada. Quem tiver interesse em conhecer, ele está localizado no Shopping Crystal, no centro da cidade. 
OBC – Shows, apresentações, performances, exposições…, há algo em programado em sua agenda? O que e quando?

GG – No momento estou apenas com a exposição. Como cuido de tudo, tive que aprender a me organizar com a venda dos quadros, o que me tomou tempo para o ensaios e tudo mais. Já estou organizando algumas músicas para apresentações. Ainda não tenho data marcada. Assim que tiver aviso a todos. Quem quiser saber mais informações pode acompanhar pela fanpage do projeto: facebook.com/musicasqueenfeitamparedes.
OBC – Quais são as expectativas futuras à sua carreira?
GG – São as melhores possíveis. Como senti uma receptividade ótima do pessoal, tanto em releases de sites, blogs e quanto a e-mails de pessoas de todo canto do mundo, quero mergulhar cada vez mais nesse universo. Quando fazemos algo com amor e ainda por cima as pessoas gostam,  o sentimento que vem a mente é de produzir mais e mais. 
Ouça algumas produções deste trabalho inovador e diferente idealizado e produzido por Gariba:

Por Patrícia Visconti

[Cantinho Literário] Russkaya Literatura

Salve salve tripulação OBC, tudo as maravilha pessoal, porque hoje vamos viajar até a Rússia para conhecer um pouco da arte literária dos russos e antigos soviéticos.
Bom, devido à umas trocas de datas, o Cantinho Literário será nesta semana na terça-feira e o Cyber Cult, foi ontem na segunda-feira, mas isso não altera as ordens dos fatores, pois o que importa é transmissão de informações, para nossa linda tripulação, que nesta semana iremos ir até a Russia, para trazer um pouco de sua literatura e seus principais autores.

A literatura russa é conhecida, entre seus grandes mestres, como Alexander Pushkin, Fiodor Dostoievski, Lev Tolstoi, Anton Tchekhov, Mikhail Lérmontov, entre outros e é variado em vários estilos textuais ao longo de vários anos, dividindo-se em diversas épocas em eras consoantes.
A literatura da Rússia começa com Alexander Pushkin que é considerado o fundador da literatura russa moderna. Mas é no século XIX que a literatura ganha um grande destaque mundial com os autores Leo Tolstoi e Fiodor Dostoievski. Com a URSS, a literatura é condicionada sob o poder comunista e muitos escritores foram exilados para o oeste. Mesmo assim, a literatura russa apaixona leitoras de todo o mundo e de todas as idades sobretudo com a obra-prima de Tolstoi: Guerra e Paz.
Veja abaixo a divisão de épocas da Literatura russa:
Era Antiga
Da era antiga são poucos os autores conhecidos. Grande parte deles eram desconhecidos ou simplesmente anônimos. Baseava-se sobretudo sobre o quotidiano da vida e sobre a fusão entre a religião cristã e as crenças pagãs.
Era pré-Dourada
Esta era coincida com a reforma do alfabeto russo na altura dos czares Pedro I e Catarina I – século XVII. Os autores diversificaram os temas tendo em base os conhecimentos adquiridos em viagens no oeste europeu. Os autores mais conhecidos são Antioch Kantemir, Vasily Trediakovsky e Mikhail Lomonosov.
Era Dourada
Nesta altura é introduzido o romantismo na Rússia e os temas são muito mais diversificados. Do fabuloso ao realismo passando também pelo drama (não texto dramático). Os autores desta época são muitos e destacam-se: Nikolai Gogol, com sua obra-prima Almas Mortas, é considerado o precursor da moderna Literatura Russa, Leon Tolstoi (Guerra e Paz, A Morte de Ivan Ilitch e Anna Karenina), Fiodor Dostoievski (O Idiota, Os Irmãos Karamazov e Crime e Castigo) e Ivan Turgueniev (Pais e Filhos – Livro que já surge o tema do niilismo, de uma forma mais política e revolucionária do que filosófica). 
A era dourada é marcada também pelo sentimento patriótico sobretudo retratado no livro “Guerra e Paz” e este sentimento coincide no estilo musical que vigorava também na altura. Historiadores já estimaram que Abertura 1812 de Tchaikovski é parte da versão musical da Guerra e Paz de Tolstoi. [Fiodor Dostoievski é a maior figura da era dourada da literatura russa em que a sua obra mais conhecida (Irmãos Karamazov) é uma das maiores do mundo e das mais desenvolvidas quer a nível semântico e literário.
Era da Prata
No fim do século XIX e início do século XX, os estilos literários começam a diversificar-se mas é a poesia que marca este curto tempo da literatura russa. Se Dostoiévski é o grande mestre da prosa russa, então Anton Chekhov é aquele que domina este período
Era Soviética
Com a introdução do comunismo na Rússia, as ideias literárias tiveram que ser “filtradas” de modo a não ofender o sistema em vigor na altura. Embora não houvesse uma polícia ou um departamento de estado que analisasse as obras (como a Censura em Portugal), a ideologia comunista estava muito enraizada na mente da maioria das pessoas, sobretudo no início da década de ’30. 
Por exemplo: em Portugal, durante o Estado Novo, se um escritor louvasse o passado histórico “brilhante e maravilhoso” de Portugal este não sofreria qualquer sanção. Na URSS, pelo contrário, aquele que louvasse a história czarista era logo preso pois a era comunista rejeitava aquele período histórico.
De todas as maneiras, muitos escritores continuaram a escrever segundo o estilo da era da prata e da era dourada em clandestinidade e muitos outros tiveram de fugir para o oeste.
Desta época se destacam: Valentin Kataev, Aleksey Nikolayevich Tolstoy e Maximo Gorki. Alguns foram perseguidos pelo regime soviético casos de: Ivan Alekseyevich Bunin (Prêmio Nobel de Literatura em 1933), Alexander Kuprin, Andrey Bely, Marina Tsvetaeva , Vladimir Mayakovsky, Vladimir Nabokov, Boris Pasternak, Prêmio Nobel de Literatura em 1958, Michail Aleksandrovich Sholokhov, Prêmio Nobel de literatura em 1965 e Alexander Soljenitsin (chegou a ser preso em um campo de concentração mantido pelo regime soviético, chamados de Gulag) foi premiado com o Prêmio Nobel de literatura em 1970. Em 1987, a Rússia ganhou aquele que é, até o momento, seu último Prêmio Nobel de Literatura com Joseph Brodsky.
Era Pós-Soviética
Depois da Era Soviética, a literatura do país enfraqueceu: havia poucos escritores como Victor Pelevin e Vladimi Sorokin.No início do Séc XXI, os russos mostraram interesse em novas qualidades de literatura proveniente das províncias. Uma das escritoras é Nina Gorlanova, que descreve o dia a dia das populações nessas zonas tal como na Era Antiga.
O estilo policial também surgiu nesta altura. Darya Dontsova é a escritora mais conceituada neste género, com mais de 50 livros publicados.
Abaixo confira os grandes autores, que marcaram a literatura russa:
Autores de Prosa de Ficção Russa
Sholom Aleichem (1859-1916), o escritor judeu, escreveu em iídiche, viveu na Rússia Imperial
Isaac Babel (1894-1940)
Helena Blavatski (1831-1891)
Mikhail Bulgakov (1891-1940)
Nikolai Leskov (1831-1895)
Ivan Bunin (1870-1953), primeiro vencedor russo do Prêmio Nobel de Literatura
Fiodor Dostoiévski (1821-1881)
Ilya Ehrenburg (1891-1947), romancista
Nicolau Gogol (1809-1852)
Ivan Goncharov (1812-1891)
Máximo Gorki (1868-1936)
Vladimir Nabokov (1899-1977) (radicado nos Estados Unidos)
Nikolai Alekseevich Nekrasov
Boris Pasternak (1890-1960) (desertor), vencedor do Prêmio Nobel de Literatura
Alexander Soljenítsin (b. 1918) (desertor), vencedor do Prêmio Nobel de Literatura
Leon Tolstói (1828-1910)
Yevgeny Zamyatin (1884-1937)
Boris Akunin (1956)
Aleksandr Bek (1902-1972)
Ivan Efremov (1908-1972)
Vladimir Korolenko (1853-1921)
Vladimir Sorokin (1955)
Ivan Turguenev (1818-1883)
Autores de Poesia Russa
Valeri Brainin-Passek (1948)
Joseph Brodsky (1940-1996)
Serguei Iessienin (1895-1925)
Mikhail Lérmontov (1814-1841)
Vladimir Maiakóvski (1893-1930)
Aleksandr Pushkin (1799-1837)
Dramaturgos Russos
Anton Tchekhov (1860-1904)
Ensaístas Russos
Mikhail Bakhtin (1895-1975)
Mikhail Lomonosov (1711-1765)
Ayn Rand (1905-1982) (radicada nos Estados Unidos)
Kornei Tchukóvski (1882-1969)
Por Priscila Visconti (viajando o mundo através da literatura)