O Emicida é músico que sempre difundiu e esteve presente junto com a comunidadee suas raízes, e agora, ele quer ampliar esse elo, e mostrar ao mundo que todo mundo é igual e merece ter direitos de chegar e ser quem quiser, independente da cor, da sexualidade ou da classe social. Continuar lendo ““AmarElo” – Um documentário sobre origens, essências e realizações”→
Em épocas de Coronavírus, a Netflix estreou em sua plataforma de streaming um documentário sobre pandemias mundias de surtos de gripe, a série que tem apenas uma temporada com seis episódios, e mostra um pouco dos profissionais que estão a linha de frente do combate ao vírus da gripe e o que eles fazem para evitar a próxima epidemia global. Continuar lendo “Pandemia – O novo documentário da Netflix para conhecer os heróis que combate ao vírus da gripe”→
Quem nasceu ou cresceu na década de 1980, sem dúvida tem Ultraje a Rigor como trilha sonora para a sua vida, mesmo que na época você não entendia muito o que as canções da banda diziam, mas pelo jeito irreverente e contagiante, já valia a festa e a diversão era plena. Continuar lendo “‘Ultraje’ Vai Invadir às Telonas!”→
Quantas histórias somariam em um vídeo em um único vídeo?
É isso que alguns alunos do curso dos alunos de Rádio e TV, da Universidade Anhembi Morumbi pensou quando desenvolveu a ideia do trabalho de conclusão de curso, o temível TCC, no projeto SP24.
A ideia é unir várias histórias, vivência, conhecimentos e experiências em 24h dos moradores da cidade de São Paulo, que poderão pegar sua câmera que pode ser uma profissional, digital ou até mesmo a do celular, e gravar a sua ida ao trabalho, a convivência com a família, a noite em uma festa, a sua arte, ideologias, enfim, o que você quiser compartilhar do período de vinte e quatro horas e julgar mais importante ou interessante.
Após a seleção das imagens, o grupo irá fazer uma montagem diferenciada, intercalando vídeos produzidos pelos habitantes da metrópole, valorizando as várias maneiras de como moradores da cidade, sem restrição de sexo, idade, cor, religião ou classe social, vivem as vinte e quatro horas do dia e visando o valor social de uma população que enfrenta constantes desafios, mas que se motiva pela admiração de onde vive.
Sinopse do projeto:
SP24 é um documentário experimental que mostra vinte e quatro horas da cidade de São Paulo pela visão de seus moradores. Com vídeos enviados pelos participantes através do website do projeto, a equipe faz uma montagem paralela exibindo em vinte e quatro minutos, as horas de uma sexta feira, passando por madrugada, manhã, tarde e noite. Durante a montagem, os participantes, pessoas reais e diversificadas, passam por pontos em comum, respondendo perguntas determinadas pelos diretores. Assim, tornando-se o protagonista do SP24 o participante tem a oportunidade de mostrar a sua individualidade em meio ao coletivo turbulento da cidade, mostrando variações pessoais e parte da rica miscigenação paulistana.
Organizadores do projeto:
A Ómega Produções é formada por alunos do último semestre de Rádio e TV da Universidade Anhembi Morumbi. O projeto em questão, o SP24, está sendo desenvolvido para o Trabalho de Conclusão Curso do ano de 2013.
E aí, curte documentário e principalmente adora a cidade em que vive, então coloca a cachola pra funcionar, pega sua câmera e manda bala nas ideias, pois os vídeos escolhidos estarão na conclusão final do trabalho e também irão ser remunerados pela equipe do projeto.
Para mais informações acesse o site SP24 ou envie um e-mail, e vamos fazer juntos um filme bem interativo retratando a nossa querida Sampa. Mas, os interessados devem ser rápidos, pois os vídeos devem ser enviados até o dia 3 de novembro.
Sabe quando comecei a escrever pensei, vou falar sobre um dos filmes franceses que adoro, Albergue Espanhol ou Bonecas Russas, mas me deu vontade de mudar tudo e falar de filosofia em francês.
Calma, num é bem assim, precisamente é um desafio e ao mesmo tempo uma delícia de ver, vou falar logo vai: “Ce n’est qu’un début” ou em português, “É apenas o começo” é um documentário que tive a sorte de ver no Canal Futura. Foi meio assim do nada, zapeando mesmo, e parei vendo simplesmente crianças de 3 a 4 anos debatendo na escola temas como amor, morte, cidadania, liberdade.
Parei pra vê-los, com a maior segurança, e animação, falando que bem o amor, um de cara bem ‘ bolachuda’ diz convicto: “É quando meu papa e mi mama se amam, e quando eles não se amam eles não conversam”.
A aparente simplicidade das respostas, ou suposta facilidade de se filosofar ou praticar o ato de pensar aos 3 ou 4 anos, cai por terra. A professora precisa conter a dispersão de um, o bocejo de outro, todos falando ao mesmo tempo, as brigas entre meninos e meninas sobre seus, digamos, direitos.
Foram 2 anos de filmagem, acompanhamento com os pais, numa escola pública, com um contingente em sua maioria de crianças imigrantes, africanos, chineses, albaneses e por aí afora.
Esse jardim da infância tem seus protagonistas, sempre os que se destacam, se posicionam mais, e nisso já fazem seu exercício de filosofar, são os “pensadores”: o agitado Azouaou Abderhamene, sua debatedora que lembra um estilo Queen Katiffa total: Louise, Shana, Kyria e Yanis.
Vou contar o filme, porque mesmo que eu fale e fale, só vendo mesmo expressões, risos, interrupções bizarras, eles são demais mesmo, impagável!
Bem, a escola é a Jacques Prévert, a professora (santa, fofa de plantão e com uma habilidade para controlar o público) Pascaline, faz as crianças sentarem num círculo ao redor de uma vela acesa.
Nessa fase, tudo tem um ritual, um momento para começar e acabar. Se continuássemos assim a vida toda, saberíamos melhor nossos limites, anyway, vamos às crianças.
Bem, imagine a cena: uma classe dessa, toda correndo, bagunçando, e aí a professora diz que é a hora de debatermos, mas que a equipe de filmagem também está chegando.
É o fim de qualquer controle não? Câmeras, crianças e filosofia, hein?
Bem francês isso, mas deu certo, e olha que ao terminarem o projeto e as filmagens, eles ficaram tristes, disseram assim: “É….., no começo era chato, mas a professora era legal, e a gente podia falar de tudo, eu vou ter saudades, e agora? Não vamos mais vê-la, não podemos mais conversar?!” Quando tudo termina, os alunos já estão com 5 anos, e as ideias e ideais começam aos poucos a se cristalizar. Ah, que pena!
Mas sabemos que isso nunca acaba, então vamos às histórias…
Um dos professores, Pierre Barougier conta que quando o carro de filmagem chegava as crianças diziam “olha, olha esta é a filosofia, a filosofia aqui! “
Nossa, câmeras viraram sinônimo de filosofia e as crianças queriam sim sua presença! Contavam os maiores deslizes de seus pais, preconceitos, brigas, uma chinesinha falou suavemente que os pais passaram e fingiram não olhar para uma senhora de rua que pedia comida. “ Eu até falei, mamãe olha essa senhora no chão, mas nem deu tempo, eles nem olharam.”
Outro se diz mais na “democracia” e “melhor aceito” quando viajou com a família para a África do que na França, e olha que ele é bem enfático viu! Claro, deixou seu depoimento lacônico, mas perfeito, “o amor é um código”, assim como se fosse super simples definir algo que ninguém até hoje conseguiu, mas para ele era assim e a professora deu continuidade.
Muitas vezes ou eu me matava de rir, outras não queria estar no lugar da professora, e agora o que falar? Como explicar ou seria melhor não explicar e deixa-los vivenciar?
E se você pensa que os pais ficaram de fora, não neste filme, eles participam, e ouviam e viram suas vidas sendo desveladas num instante na sala de aula. Um menino toma seu sorvete e o pai pergunta, mas você fez isso mesmo, você brigou por que? E ele num ar nonsense “ Não lembro…”, e repetiu isso umas duas vezes pelo menos, no que o pai se deu por vencido, por hora.
Gente, pode parecer uma série de situações comuns, de crianças sinceras, em sua ingenuidade e tal, mas está longe disso, claro, ri muito, é muito bom vê-los dizendo sabe toda aquela verdade que você quer dizer às vezes, não?!
O filme revelou comportamentos e atitudes entre os alunos que mostram claramente que eles entram em um processo de reflexão crítica . Os pais, “não podia acreditar que seus filhos eram assim tão inteligentes!“; conta Isabelle Duflocq.
É o que sempre penso, digo humildemente, isso…vai lá subestimar seu leitor, seu espectador pra você ver, ele te dá uma olé, seu filme é um fracasso, seu artigo uma chatice, imagina se o tal mantiver essa alma crítica, alimentada desde os 3 anos.
É apenas o começo não é só um filme, um documentário, como quiserem chamar, é um projeto que fica pela vida, que envolve a família (algo raro no ambiente escolar, e sabemos bem disso), e demonstra que gostamos de pensar sim, que buscamos o debate junto ao grupo e queremos uma vela acesa, seja um líder, um professor que marcou sua vida, um amor, um ideal.
E, acreditem, essa vela nunca apaga, porque assim como as crianças disseram ao final, nós sentimos falta, e queremos sempre mais, mais isso é o bom, porque toda experiência está sempre começando!
Ascenda sua vela e ouça a música tema de Ce n’est qu’un début, a autoria é do tunisiano Anouar Brahem, cuja inspiração está no estilo instrumental árabe, está no ábum Astrakan Café: