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Cabine da Pipoca

Fiz a viagem e convido você, leitor, a embarcar nesse barquinho de volta ao final dos anos 1920, início dos 1930 e se deliciar com a história de O Artista. [Trailer aqui]

O vencedor de cinco oscars neste ano, incluindo o de melhor filme, conta a história de George Valentin e de Peppy Miller. George é um famoso ator do cinema mudo, que acaba entrando em declínio com a ascensão do cinema falado – ele não admite a transação e se recusa a trabalhar num filme deste tipo, ocasionando, a partir daí, seu drama. Com a nova era, Peppy Miller se torna a nova estrela de filmes hollywoodianos. 
A produção franco-americana é diferente da maioria dos outros filmes aos quais estamos acostumados a ver no cinema, apesar de ter aquele velho clichê de os protagonistas se encontrarem no início do filme e, cenas depois, se reencontrarem casualmente. O Artista chama atenção por ser mudo e em preto e branco, também de abordar uma situação diferente do que geralmente é abordado em filmes contemporâneos. 
A sucessão dos fatos, no filme, e a expressividade de Jean Dujardin, intérprete de Valentin, tornam a obra verdadeira e capaz de prender a atenção do espectador. 
O Artista é um filme diferente, emocionante e surpreendente. Não só tem estas qualidades como também vários prêmios: Melhor Ator, no Festival de Cannes; Melhor Filme – Comédia ou Musical, Melhor Trilha Sonora e Melhor Ator – Comédia ou Musical, no Globo de Ouro; Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Figurino e Melhor Trilha Sonora, no Oscar 2012. 
Indico que vocês assistam ao filme porque a viagem é gostosa, a volta no tempo é interessante, bem como as vestimentas e os costumes da época mostrados no longa. O passeio ainda é acompanhado de uma trilha sonora que interage com as cenas, além da ótima atuação de Jean Dujardin e Bérénice Bejo. 
Até a próxima! 

Cabine da Pipoca

O Cabine da Pipoca dessa semana te convida pra viajar até o Irã e assistir A Separação. [Ver trailer]

A trama tem como situação central a separação entre um casal no qual a esposa, Simin, quer se separar do marido, Nader, e sair do país para poder dar à filha, Termeh, melhores oportunidades. Simin precisa que Nader autorize a viagem da garota e que, também, assine o divórcio, já que uma mulher, no Irã, só pode viajar sozinha caso seja solteira. O pai aceita a separação, mas impede que a filha viaje. A possibilidade da viagem dos três vem a ser cogitada por Nader, mas esta ocorreria mais tarde devido seu pai estar sofrendo de alzheimer e ele ter que ficar no país para cuidar do seu genitor. 
Simin sai de casa e vai morar na casa de sua mãe. Enquanto isso, Nader contrata uma governanta – também casada e com filhos – para cuidar de seu pai. Razieh, a contratada, é muçulmana típica e opta por não contar ao seu marido que está trabalhando na casa de um homem recém-separado para cuidar do pai dele, um outro homem, mesmo sendo ele um velho doente. 
A partir destas duas situações, a história vai se desenrolando e cada vez mais prendendo a atenção do espectador. A diferença de costumes, valores e atitudes dos personagens com relação a alguns fatos é o que mais chama atenção no filme dirigido por Asghar Farhadi. 
A Separação levou, ano passado, em Berlim, o prêmio Urso de Ouro de melhor filme e, este ano, o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro. Além dos dois prêmios, surge como um dos favoritos ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 2012.
Vale à pena navegar nesse mar de cultura tão diferente da nossa. Viaje e nos conte o que achou. 
Até breve.