O 78º Globo de Ouro reúne os melhores dos dois mundos do audiovisual, com discussões calorosas e emocionantes

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Fevereiro fechou glamuroso, somando o melhor dos dois mundo do audiovisual, com a 78ª edição do Globo de Ouro, que apesar de sofrer algumas mudanças devido a pandemia mundial, não perdeu o memorável brilho das celebrações hollywodianas, além de ser marcado como palco para expressar opiniões em relação a diversidade que ainda há neste cenário, apesar de diversos artistas e obras produzidas por negros, marcarem presença neste ano da premiação, como Destacamento Blood, Judas e o Messias Negro, A Voz Suprema do Blues e Uma Noite em Miami.

Todavia, essa discussão aconteceu alguns dias antes, quando alguns atores e produtores foram às redes sociais desabafar no movimento ‘Time’s Up‘, frisando o fato de que a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, sigla em inglês) não contém nenhum membro negro entre jornalistas e críticas há duas décadas, onde foram compartilhadas inúmeras mensagens em apoio ao movimento.

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O discurso ainda foi movimentado durante a abertura da premiação, quando Amy Poehler e Tina Fey, respectivamente comandando a festa em cidades diferentes, mas conectadas com os mesmos pensamentos e vibrações, sobre a exclusão de pessoas negras em Hollywood, que em plena segunda década do século 21, ainda é dominada por brancos jugando e dirigindo as produções.

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Olha, um monte de lixo chamativo foi indicado. Isso acontece, é o que eles fazem. Mas muitos atores negros e projetos centrados em histórias negras foram ignorados”, apontou Poehler, que foi rapidamente completado por Fey dizendo quão são ‘estúpidas’ as premiações, mas “mesmo com coisas estúpidas, inclusão importa, e não há membros negros na Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood. Eu entendo, talvez vocês não tenham recebido o memorando porque seu escritório fica nos fundos de um McDonald’s francês, mas vocês têm que mudar isso”.

Além de outros momentos em que o racismo no audiovisual hollywoodiano foi lembrando, como o discurso da atriz Jane Fonda, que foi a grande homenageada da noite, levando o Prêmio Cecil B. de Mille, em reconhecimento pela trajetória dentro e fora do universo do entretenimento.

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Tem uma história sobre nós mesmos que temos tido medo de ouvir nesta indústria. Vamos todos, incluindo os grupos que decidem quem merece reconhecimento, fazer um esforço para expandir esse espaço para que todos se elevem, para que as histórias de todos tenham chances de serem ouvidas. Sejamos líderes“.

Mostrando quão o cinema ou a TV pode nos trazer empatia e abrir nossas mentes e ideias para novos conhecimentos, citando os indicados da noite, Judas e o Messias Negro, Uma Noite em Miami, Minari, e ainda I May Destroy You, série criada por Michaela Coel, contando com grandes astros sendo aclamados e homenageados, como Chadwick Boseman, que levou o prêmio de melhor ator de drama, pelo filme A Voz Suprema do Blues e foi representado por sua esposa Simone Ledward, que se emocionou em seu discurso de agradecimento.

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Ele diria algo bonito, algo inspirador. Algo que amplificaria a voz dentro de todos nós que nos faria seguir neste momento.

O Globo de Ouro ainda marcou em premiar a primeira mulher asiática na categoria de melhor diração, concedido à Chloé Zhao, pelo filme “Nomadland”, que ainda levou outros prêmios naquela noite, mas a obra que acabou faturando mais prêmios foi “The Crown“, da Netflix, que das nove categorias indicadas, acabou faturando quatro estatuetas.

Confira abaixo a lista completa dos vencedores:

Cinema

Melhor Filme – Drama
“Meu Pai”
“Mank”
“Nomadland”
“Bela vingança”
“Os 7 de Chicago”

Melhor filme – Musical ou comédia
“Borat: fita de cinema seguinte”
“Hamilton”
“Palm Springs”
“Music”
“A Festa de Formatura”

Melhor diretor
Emerald Fennell — “Bela Vingança”
David Fincher — “Mank”
Regina King — “Uma noite em Miami…”
Aaron Sorkin — “Os 7 de Chicago”
Chloé Zhao — “Nomadland”

Melhor atriz de filme – Drama
Viola Davis (“A voz suprema do blues”)
Andra Day (“Estados Unidos Vs Billie Holiday”)
Vanessa Kirby (“Pieces of a Woman”)
Frances McDormand (“Nomadland”)
Carey Mulligan (“Bela vingança”)

Melhor ator de filme – Drama
Riz Ahmed (“O som do silêncio”)
Chadwick Boseman (“A voz suprema do blues”)
Anthony Hopkins (“Meu pai”)
Gary Oldman (“Mank”)
Tahar Rahim (“The Mauritanian”)

Melhor atriz em filme – Musical ou comédia
Maria Bakalova (“Borat: Fita de cinema seguinte”)
Michelle Pfeiffer (“French Exit”)
Anya Taylor-Joy (“Emma”)
Kate Hudson (“Music”)
Rosamund Pike (“Eu me importo”)

Melhor ator em filme – Musical ou comédia
Sacha Baron Cohen (“Borat: fita de cinema seguinte”)
James Corden (“A Festa de Formatura”)
Lin-Manuel Miranda (“Hamilton”)
Dev Patel (“The Personal History of David Copperfield”)
Andy Samberg (“Palm Springs”)

Melhor ator coadjuvante
Sacha Baron Cohen (“Os sete de Chicago”)
Daniel Kaluuya (“Judas e o messias negro”)
Jared Leto (“Os pequenos vestígios”)
Bill Murray (“On the Rocks”)
Leslie Odom, Jr. (“Uma noite em Miami…”)

Melhor atriz coadjuvante
Glenn Close (“Era uma vez um sonho”)
Olivia Colman (“Meu pai”)
Jodie Foster (“The Mauritanian”)
Amanda Seyfried (“Mank”)
Helena Zengel (“News of the World”)

Melhor roteiro
“Bela vingança”
“Mank”
“Os 7 de Chicago”
“Meu pai”
“Nomadland”

Melhor filme em língua estrangeira
“Another Round” (“Druk”) – Dinamarca
“La Llorona” – Guatemala / França
“Rosa e Momo (“The Life Ahead” ou “La vita davanti a sé”) – Itália
“Minari – Em Busca da Felicidade” – EUA
“Nós duas” (“Two of Us” ou “Deux”) – França e EUA

Melhor animação
“Os Croods 2: Uma Nova Era”
“Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica”
“A caminho da Lua”
“Soul”
“Wolfwalkers”

Melhor trilha sonora
“O céu da meia-noite” – Alexandre Desplat
“Tenet” – Ludwig Göransson
“News of the World” – James Newton Howard
“Mank” – Trent Reznor, Atticus Ross
“Soul” – Trent Reznor, Atticus Ross, Jon Batiste

Melhor canção original
“Fight for You” de “Judas e o messias negro” – H.E.R., Dernst Emile II, Tiara Thomas
“Hear My Voice” de “Os 7 de Chicago” – Daniel Pemberton, Celeste
“Io Si (Seen)” de “Rosa e Momo” – Diane Warren, Laura Pausini, Niccolò Agliardi
“Speak Now” de “Uma noite em Miami…” – Leslie Odom Jr, Sam Ashworth
“Tigress & Tweed” de “Estados Unidos Vs Billie Holiday” – Andra Day, Raphael Saadiq

TV

Melhor série – Drama
“The Crown”
“Lovecraft Country”
“The Mandalorian”
“Ozark”
“Ratched”

Melhor série – Musical ou comédia
“Emily em Paris”
“The Flight Attendant”
“The Great”
“Schitt’s Creek”
“Ted Lasso”

Melhor série limitada ou filme para TV
“Normal People”
“O gambito da rainha”
“Small Axe”
“The Undoing”
“Unorthodox”

Melhor atriz em série – Drama
Emma Corrin (“The Crown”)
Olivia Colman (“The Crown”)
Jodie Comer (“Killing Eve”)
Laura Linney (“Ozark”)
Sarah Paulson (“Ratched”)

Melhor ator em série – Drama
Jason Bateman (“Ozark”)
Josh O’Connor (“The Crown”)
Bob Odenkirk (“Better Call Saul”)
Al Pacino (“Hunters”)
Matthew Rhys (“Perry Mason”)

Melhor atriz em série – Musical ou comédia
Lily Collins (“Emily em Paris”)
Kaley Cuoco (“The Flight Attendant”)
Elle Fanning (“The Great”)
Jane Levy (“Zoey’s Extraordinary Playlist”)
Catherine O’Hara (“Schitt’s Creek”)

Melhor ator em série – Musical ou comédia
Don Cheadle (“Black Monday”)
Nicholas Hoult (“The Great”)
Eugene Levy (“Schitt’s Creek”)
Jason Sudeikis (“Ted Lasso”)
Ramy Youssef (“Ramy”)

Melhor atriz em série limitada ou filme para TV
Cate Blanchett (“Mrs. America”)
Daisy Edgar-Jones (“Normal People”)
Shira Haas (“Unorthodox”)
Nicole Kidman (“The Undoing”)
Anya Taylor-Joy (“O Gambito da Rainha”)

Melhor ator em série limitada ou filme para TV
Bryan Cranston (“Your Honor”)
Jeff Daniels (“The Comey Rule”)
Hugh Grant (“The Undoing”)
Ethan Hawke (“The Good Lord Bird”)
Mark Ruffalo (“I Know This Much Is True”)

Melhor atriz coadjuvante em série
Gillian Anderson – “The Crown”
Helena Bonham Carter – “The Crown”
Julia Garner – “Ozark”
Annie Murphy – “Schitt’s creek”
Cynthia Nixon – “Ratched”

Melhor ator coadjuvante em série
John Boyega (“Small Axe”)
Brendan Gleeson (“The Comey Rule”)
Dan Levy (“Schitt’s Creek”)
Jim Parsons (“Hollywood”)
Donald Sutherland (“The Undoing”)

por Patrícia Visconti

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