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[Cantinho Literário] Jack Kirby ganha homenagens por quadrinistas e escritores brasileiros

Nesta segunda-feira (28), o mestre dos quadrinhos Jack Kirby, completaria 100 anos se estive vivo, e para celebrar esta data, nós do Cantinho Literário vamos fazer nossa homenagem ao Rei dos Quadrinhos e homenageá-lo com dois lançamentos deste ano. Continuar lendo [Cantinho Literário] Jack Kirby ganha homenagens por quadrinistas e escritores brasileiros

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[Cantinho Literário] 100 anos da morte do poeta Augusto dos Anjos

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Não é só na Casa das Rosas que irá homenagear o poeta, escritor e professor Augusto dos Anjos, aqui no OBC, também terá homenagem a este grande poeta de brasileiro, de Cruz do Espírito Santo, que sempre identificou do simbolista ou parnasiano, que era movimentos entre a era pré-moderna e o modernismo.

Augusto dos Anjos era um dos poetas mais críticos da sua época e sua obra ainda é bastante admirada por críticos literários atuais e também leigos, em relação a literatura.

A poesia brasileira estava dominada por simbolismo e parnasianismo, dos quais o poeta paraibano herdou algumas características formais, mas não de conteúdo. A incapacidade do homem de expressar sua essência através da “língua paralítica” (Anjos, p. 204) e a tentativa de usar o verso para expressar da forma mais crua a realidade seriam sua apropriação do trabalho exaustivo com o verso feito pelo poeta parnasiano. A erudição usada apenas para repetir o modelo formal clássico é rompida por Augusto dos Anjos, que se preocupa em utilizar a forma clássica com um conteúdo que a subverte, através de uma tensão que repudia e é atraída pela ciência.

Sua obra pode ser dividida não com rigor, em três fases, a primeira sendo muito influenciada pelo simbolismo e sem a originalidade que marcaria as posteriores. A essa fase pertencem Saudade e Versos Íntimos.

A segunda possui o caráter de sua visão de mundo peculiar. Um exemplo dessa fase é o soneto Psicologia de um Vencido. A última corresponde à sua produção mais complexa e madura, que inclui Ao Luar.

Augusto foi o patrono da cadeira número 1 da Academia Paraibana de Letras, que teve como fundador o jurista e ensaísta José Flósculo da Nóbrega e como primeiro ocupante o seu biógrafo Humberto Nóbrega, sendo ocupada, atualmente, por José Neumanne Pinto e patrono da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.

Augusto dos Anjos
Nascimento: 20 de abril de 1884
Sapé, Paraíba
Morte: 12 de novembro de 1914 (30 anos)
Leopoldina
Nacionalidade: Brasileiro
Ocupação: Poeta e professor
Escola/tradição: Pré-modernismo, Modernismo

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Para quem conhecer mais sobre as obras de Augusto dos Anjos e está na capital paulista, pode ir até a Casa das Rosas e prestigiar abertura da Exposição Esdruxúlo! 100 anos da morte de Augusto dos Anjos.

Que terá cinco espaço dedicado ao poeta brasileiro, contando um pouco de sua história de vida, sobre sua carreira como literário, além de informações e curiosidades, apresentando também seus poemas como Versos íntimos; Budismo Moderno; As cismas do destino; Idealismo; Monólogo de uma sombra; Os doentes; A ideia; O Deus-verme; O Lamento das coisas; Poema negro, Psicologia de um vencido, Soneto, Último credo, entre outros. A exposição tem curadoria do Júlio Mendonça e expografia de Ivanei Silva e arte de Angela Kina. E o melhor a entrada é gratuita!

Data: Abertura (12/11/2014)
Horas: 19h
Local: Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Av. Paulista,37 – Bela Vista – São Paulo-SP
Telefone: (11) 3285-6986

Mais informações acesse a página de eventos no Facebook;

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Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] 100 anos de Carolina Maria de Jesus

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O Cantinho Literário dessa semana, não será dedicado a novos escritores, poetas e nem iremos passar dicas de livros e autores à vocês, mas sim será um especial centenário, da escritora mineira Carolina Maria de Jesus, que completou 100 anos no mês de março.

A história da Carolina começa em Minas Gerais, em uma comunidade rural, onde seus pais eram agricultores. Ela foi para escola forçada por sua mãe, depois de a esposa de um rico fazendeiro pagar seus estudos e de mais outras crianças do bairro mineiro, mas ela parou de ir a escola no segundo ano, mas mesmo assim conseguiu aprender a ler e escrever, mesmo sem ir mais a escola.

Depois que sua mãe faleceu, no ano de 1937, a jovem Carolina se muda para a capital de São Paulo, no qual ela construiu sua própria casa, usando madeiras, lata, papelão e qualquer coisa que pudesse encontrar e todas as noites ela saia para coletar papel, para arrecadar dinheiro para sustentar sua família. Mas quando encontrava revistas e cadernos antigos, guardava-os para escrever em suas folhas, sendo assim que começou a escrever sobre seu dia-a-dia, sobre como era morar na favela.

No ano de 1960, a autora publicou “O Diário de Carolina Maria de Jesus”, e neste mesmo ano ela conhece o jornalista Audálio Dantas, que estava fazendo uma cobertura do pequeno parque municipal, que logo após a cerimônia, ele viu Carolina de Jesus de pé na beira do local gritando “Saiam ou eu vou colocar vocês no meu livro!”, Audálio quando viu aquela cena foi logo conversar com a escritora e já pediu uma mostra de seu livro para ler e logo depois correu para o jornal onde trabalhava.

Foi ai que o livro “A História de Carolina”, estourou pela cidade e pelo país e ainda em 1960, Carolina Maria publica seu novo livro, “Quarto de Despejo”.

A tiragem de “Quarto de Despejo”, teve dez mil exemplares, só lançamento, se esgotando na primeira semana. A linguagem no qual escrevia em seus livros, era simples e deselegante de uma pessoa sem muita instrução, mas mesmo assim, foi traduzido para 13 idiomas, se tornando um best-seller na América do Norte e na Europa.

Mas depois de muita fama e alguns livros em sua bagagem, a escritora, que teve apenas uma filha, na qual ela criou sozinha, morreu no subúrbio de São Paulo, pobre e esquecida, em 13 de fevereiro de 1977, com 62 anos, com insuficiência respiratória. Segundo sua filha, vera, Carolina Maria de Jesus queria se tornar atriz e cantora, mas que ela não conseguiu realizar esse sonho.

Livros publicados
Além do Quarto de despejo (1960)
Quarto de despejo (1960)
Pedaços de fome (1963)
Provérbios (1963)
Diário de Bitita (1982, póstumo)

O pobre e o rico, de Carolina Maria de Jesus

“Ex-catadora de papel, Carolina foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas ao escrever uma matéria sobre a expansão da favela do Canindé. Com pouca escolaridade, favelada, mulher, negra e pobre, Carolina fez das obras um meio de denúncia sócio-política.”

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Por Priscila Visconti

[Caixa de Som] Os 100 anos do grande propagador da cultura baiana

“… escrevi 400 canções e Dorival Caymmi 70. Mas ele tem 70 canções perfeitas e eu não.” — Caetano Veloso

Dorival Caymmi

Se ele estivesse vivo, estaria completando 100 anos de vida, mas infelizmente ele nos deixou alguns anos atrás, por conta de insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos em consequência de um câncer renal que possuía havia nove anos.

dorivalcaymmi1Dorival Caymmi foi um grande propagador da cultura baiana pelo Brasil e o mundo, compunha inspirado nas tradições daquele povo, qual era ele era um nascente, soteropolitano com muito orgulho, cantava com muita influencia na música negra. Desenvolveu seu estilo próprio em se apresentar e compôr suas canções, sempre espontâneo em seus versos, com bastante sensualidade e riqueza melódia.

Caymmi conheceu a música ainda na infância, ouvindo parentes tocando piano, além do mais, seu pai, apesar de ser funcionário público, também era músico amador, tocava piano, violão e bandolim. Já sua mãe, era dona de casa, mas adorava cantar ouvindo rádio.



Mas, foi ouvindo seu fonógrafo e depois a vitrola, Caymmi sentiu ânsia em compor. Ainda menino, cantava no coro da igreja, era baixo-cantante, aos 13, começa a trabalhar na redação do jornal O Imparcial, como auxiliar, em 1929, com o fechamento do jornal, o poeta torna-se vendedor de bebidas. Aos 16 (1930) escreveu sua primeira música, “No Sertão”, e aos 20, estreia finalmente como cantor e violonista em programas da Rádio Clube da Bahia.

Depois disso Caymmi passou a se apresentar com o musical “Caymmi e suas canções praieiras”, performances que rendeu os primeiros prêmios de sua carreira, como compositor, além de concursos de músicas carnavalesca, com o samba “A Bahia também dá”.68D6A854B5924695A5AAF0BDD927E271

O sucesso do músico era tanto, que o diretor da Rádio Clube o incentiva a seguir sua carreira ao sul do país, segue para o Rio de Janeiro para conseguir um emprego como jornalista e realizar o curso preparatório de Direito.
Com o apoio de alguns parentes e amigos, fez alguns trabalhos na imprensa, excedendo ao ofício em ‘O Jornal’, do grupo Diário Associados, mas não parou de compor e cantar, perseverando em seu musical.

Um poeta que cantou sucessos populares, como em suas composições “Saudade de Bahia”, “Samba da minha Terra”, “Doralice”, “Modinha para Gabriela”, “Maracangalha”, “Saudades de Itapuã”, “O Dengo que a nega tem”, “Rosa Morena”, entre outras.

Foi casado com Adelaide Tostes – a cantora Stella Maris -, com quem teve três filhos, os também cantores, Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Nana Caymmi.

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Ouça abaixo um dos grandes sucessos de Caymmi, “Rosa Morena”:

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Por: Patrícia Visconti