[Caixa de Som] Fred Stobaugh eterniza a paixão à sua esposa numa canção

60592_723904187635160_1821889425_n

Quem não queria eternizar um amor de uma vida inteira em uma letra ou até numa canção, compartilhando as décadas vividas em cada verso e cada estrofe?

Creio que todos os apaixonados de verdade, sonham um dia encontram um amor que seja para sempre e faça com que os dias sejam únicos e especiais, declarando seu amor não apenas um dia, mas sim, todos os recorrentes, até após que a morte os separem.

1240344_723232094369036_1947501995_nFoi isso que o senhor, hoje com 98 anos fez meses após sua esposa e companheira de mais de sete décadas fez, eternizou seu amor em palavras que ficará para sempre marcada em uma canção.

Fred Stobaugh, é um estadunidense pacato do subúrbio de Peoria, Illinois. Nascido na no auge da primeira guerra mundial, trabalhou anos como motorista de caminhão, viajando e percorrendo boa parte do país, aos 21 anos, conheceu aquela que seria mais do que uma paixonite, mas a mulher de sua vida, Lorraine Dinquel, com quem teve três filhas e viveu 75 anos – com namoro e casamento – juntos.

Mas, como todos sabemos ninguém é eterno, e em Abril de 2013, sua esposa faleceu, e passado um mês desta fatalidade, Fred estava na sala sozinho e começou cantarolar uma canção que ele acabava de inventar em sua cabeça, então, ele pegou um caderno e começou a resenhar alguns versos, criando uma homenagem a sua companfredstobaugh4heira de décadas. Após escrito, ele gravou uma demo e enviou ao Green Shoes Studios, que na época fazia um concurso para selecionar novos músicos e compositores da cidade, e enviou uma K7 juntamente com uma carta, chamando atenção do músico, produtor, compositor e instrumentista, Jacob Colgan, que lendo o manuscrito não se conteve e procurou pelo senhor Stobaugh, pedindo para gravar e eternizar aquela homenagem.

O senhor sem saber o que fazer, dizia que não tinha dinheiro para arcar com os custos e também, nem cantor ele era, não poderia aprender a cantar da noite para o dia. Então, Colgan disse que eles iriam trabalhar juntos em cima daquela letra, que mixaram, editaram e remasterizaram, deixando uma melodia propícia para sentimento ali envolvido.

Jacob-and-Fred-Stobaugh

Colgan ao concluir o projeto, não se conteve a comoção e estava tão nervoso quão estivesse apresentando ao um pop star, afinal aquela letra significava muito a Fred Stobaugh.

O dia chegou, a música mal estava pronta, mas Colgan queria mostrar a Stobaugh sua criação, que representava tanto para ele. A comoção foi ímpar e as lágrimas inevitáveis.

Jacob Colgan é um produtor que já é famoso por eternizar momentos e histórias comuns e canções, transcrevendo e reproduzindo emoções em versões e refrões. Seu estúdio é conhecido por trazer artistas da comunidade, com suas essências e origens, ao ápice sentimental, e com Fred não foi diferente, um senhor que nem cantar sabia, mas que emplacou uma canção não apenas na sua história junto com sua finada esposa, mas também no Hot 100 da BillboarFred-Stobaughd, e foi em parceria com Colgan que toda a mágica aconteceu, e seu amor e admiração à Lorraine foi imortalizada por gerações, transcendendo as barreiras do “até que a morte os separe”. Tanto que no ano seguinte ao lançamento de seu primeiro single “Oh Sweet Lorraine”, o elo entre Fred e Jacob continuou e eles lançaram mais uma música, “Took Her Home”, qual já possuí quase 30 mil views no canal oficial no Youtube do estúdio.

Uma declaração de amor de décadas de companheirismo e união, uma canção transcrita por um leigo, mas cheio de paixão e emoção, que soube expressar todo seu sentimento em estrofes e rimas, sem nenhum instrumento em mãos, mas muito ternura no coração.

Ouça abaixo o single de “Took Her Home”:

Para saber mais sobre Fred Stobaugh pela administrada pela sua família: Facebook.

Ou então pelo site e redes da Green Shoe Studios:
Site | Facebook | Twitter | Instagram | Youtube

 Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Daniel Viana traz o amor envolvente do coração aos pés

10400117_1006896399357757_2343462087870978276_n

O paulistano Daniel Viana, 35, lança seu segundo álbum nesta semana, um compacto autoral e totalmente independente que traz a verdadeira essência do músico, que também é compositor, produtor, educador e instrumentista. Mora na Casa Brasa Mora junto com outros quatro artistas, sendo mais do que colegas de profissão, mas sim como irmãos, um apoiando o outro e compartilhando o que há de novo e com qualidade na música popular brasileira.

Foto por: Leticia Kamada

Foto por: Leticia Kamada

Daniel se entrega a cada projeto com toda sua alma, colocando-o seu coração à ele, resistindo e propagando a música em primeiro lugar, fazendo com que a semente seja plantada em cada âmbito pessoal e transborda pelo chão, como as batatinhas que se espalha rama pelo chão.

Neste novo disco, intitulado “Coração dos Pés”, conta com uma produção de peso da cena alternativa paulistana e brasileira, músicos, produtores e instrumentistas que antes de tudo, são amigos de Viana e dedicaram-se junto com ele a dar vida e luz a essa projeto musical, são 15 faixas únicas e excepcionais, sem meio termo e meias-palavras, como o músico mesmo diz; “sem medida que atravessa tateando música com o coração dos próprios pés”.

Foto: Arquivo pessoal

Foto: Arquivo pessoal

Dentre essas parcerias do álbum estão, Bárbara Eugênia, Poeta Arruda, Zeca Baleiro, Maurício Pereira, Peri Pane, Paulo Viggu, Marcelo Dworecki (Bixiga 70), Tatá Aeroplano, Fernando Maranho (Cérebro Eletrônico), Danislau (Porcas Borboletas), Gustavo Galo (Trupe Chá de Boldo), Eristhal, Ota Carvalho (Vitrola Sintética), Turcão, Decio Gioieeli, Marelo Monteiro, Thadeu Romano, Gustavo Souza, entre outros artistas.

Um projeto que reúne um emaranhado de ideias, momentos, estações, mundos e fundos, mostrando a origem e essência da real música que toca na alma e no coração não apenas de quem canta, mas daquele ouve e partilha os momentos e acontecimentos com outras pessoas, fazendo com que a energia transmitida pelas canções seja transmitida pelo corpo inteiro, e não só nos ouvidos.

Foto: Vinícius Müller Duran

Foto: Vinícius Müller Duran

Um projeto independente e autoral, que além de amigos e irmãos, conta com seu apoio para se tornar realidade, já que Daniel o desenvolveu por base de crowfounding – financiamento coletivo -, para ratear os custos que ele teve com produção, mixagem, masterização, impressão, entre outros gastos arcados pelo próprio músico. Mas, que ainda da tempo de colaborar, apesar de já terem atingindo a meta inicial, porém ainda há despesas 12814662_1007602392620491_1483374231190466486_ncom divulgação, videoclipe, produção para as futuras apresentações, etc. Sendo uma ideia única e não apenas um meio para auto-promoção, mas sim para propagação de algo que a cultura nacional está carente hoje em dia, boas músicas e artistas de verdade.

Para ouvir o compacto na íntegra, basta acessar o SoundCloud oficial de Daniel Viana, e conferir esse material peculiar e inerente do músico.

>> Ouça AQUI <<

Para saber mais sobre o “Coração dos Pés”, assista o vídeo abaixo:

Por: Patrícia Visconti

[CAIXA DE SOM] Mary Luz lança clipe de “Me Ensina”

A cantora fala sobre o processo de produção e revela como é ser uma artista independente.

A cantora fala sobre o processo de produção e revela como é ser uma artista independente.

A paulistana Mary Luz, de 19 anos, começou a compor em 2013, mas somente um ano depois investiu mais em suas canções autorais. Antes de lançar o EP “Velejando no Afeto”, em 2015, ao qual pertence “Me Ensina”, Mary já tinha uma forte relação com a música. “Eu fazia alguns covers, continuo fazendo quanto tenho tempo, mas de 2014 pra cá tenho trabalhado nas minhas canções”, afirma.

maxresdefaultA música “Me Ensina” é a primeira faixa do EP, além de ser a composição primogênita da cantora, por isso foi escolhida para o primeiro clipe, lançado no último domingo, dia 6. “Ela teve uma boa repercussão, é aquela letra que pede um clipe, sabe?”, explica. Para a gravação, ela contou com a ajuda de uma equipe: o namorado Edson Fell e os amigos Henrique Schettine, Jeisy Beals e Douglas Alonso. O roteiro é de sua autoria. “O Edson e o Henrique foram responsáveis pelas filmagens e edição, a Jeisy e o Douglas foram os atores amadores, mas que se saíram muito bem”, conta.

12631488_556384904526519_4960282730360348154_nO clipe tem uma ideia simples, mas bem executada. Mary admite que o processo foi puxado. Foram dois dias de gravações, um para as cenas externas, feitas na Avenida Paulista, e um para as internas, em um apartamento alugado. “Consegui produzir esse clipe com ajuda da galera que topou se doar sem fins lucrativos e com o meu investimento, afinal, não sou patrocinada”, explica.

Ela confessa que o resultado superou as suas expectativas, apesar de ser muito perfeccionista. “Eu tô encantada ainda”, revela. Agora, para a divulgação dele, Mary diz que pretende investir em anúncios e conta com o apoio de páginas e amigos. “Pretendo usufruir de todos os meios de divulgação que eu conseguir”, afirma.

photoEla reconhece a dificuldade de viver da música, por isso divide o tempo entre o trabalho e a faculdade de psicologia, sua outra paixão. “A música é vida. Invisto nisso não só para, um dia, poder viver dela, mas para disseminar sentimentos e reflexões”, conta. Mary se inspira na cantora Maria Rita, mas confessa que a sua maior influência, com a qual sonha em dividir o palco, é Adriana Calcanhoto. “Amo essa mulher”, brinca.

A produção musical independente tem suas vantagens e desvantagens. A internet é uma ferramenta fundamental nesse processo, porque permite que o conteúdo tenha um longo alcance, mas a grande quantidade de informação disponível na rede faz com que nem todos se destaquem da mesma forma. Embora seja difícil investir no trabalho sem a ajuda de um patrocínio, Mary conta que o aprendizado é a melhor recompensa. “Você aprende muito, desde a composição, até a produção. Isso não tem preço”, finaliza.

Assista ao clipe abaixo:

 

Quer saber mais sobre a cantora? Confira as redes sociais dela:

Youtube  | Facebook  | Instagram  | Download gratuito do EP “Velejando no Afeto”

Por: Fernanda Pereira

[Total Flex] Wicked: Musical da Broadway chega ao Brasil em Março

musical-wicked-estreia-no-brasil-dia-4-de-marco-no-teatro-renault-1447445793684_956x500

Wicked – A História não contada das Bruxas de Oz, é um musical da Brodway baseado no best-seller  de mesmo escrita por Gregory Maguire e direção original de Lisa Leguillou.  

O espetáculo já ganhou grandes prêmios,  estreou nos palcos em 2003 e desde então percorreu diversos lugares como Nova York, Londres, Austrália, Reino Unido, Estados Unidos e chega pela primeira vez á America do Sul com grandes apresentações inclusive no Brasil.

jemma-rix-elphaba-wicked-the-musical11No Brasil, o musical terá como elenco Myra Ruiz, interpretando a Bruxa Elphaba, e Fabi Bang interpretando Glinda, outros atores como Sérgio Rufino, Adriana Quadros, Jônatas Faro, André  Loddi, Giovanna Moreira, Bruno Fraga e Cesar Mello tambêm fazem parte do Elenco Brasileiro.

O Musical Wicked – A História não contada das Bruxas de OZ, estreia no Brasil nesta sexta-feira, (04), a partir das 21 horas, no Teatro Renault, em São Paulo.

E para os fãs e admiradores do musical que vierem de outro estado, o hotel Staybridge Suites São Paulo preparou um ação especial em que inclui em um dos pacotes de hospedagem um par de ingressos. O pacote inclui hospedagens em apartamento Studio. Para mais informações, valores e reservas podem ser solicitadas através do telefone (11) 3706-6582 ou pelo e-mail reservas@saosb.com.br.

sfx8252

SERVIÇO

WICKED

Sessões:
Quintas e Sextas, às 21h
Sábados, às 16h e 21h
Domingos, às 15h e 20h

Local: Teatro Renault
End.: Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista/ SP.

Ingressos: R$50 á R$250,00
Site para vendas de ingressos: www.ticketsforfun.com.br

Por: Rodrigo Coutinho

[Caixa de Som] Duas décadas sem a autenticidade e originalidade dos Mamonas Assassinas

60f2fa15bc2829637c5a56fb852fe3a63b221d7c

Há duas décadas atrás, o Brasil perdia não apenas uma banda de rock, mas um grupo de rapazes que fizeram a diferença na música popular brasileira, em pouco menos de um ano, os Mamonas Assassinas mostraram que carisma, letras fácies e amor, faz toda discrepância para o êxito eterno e por gerações.

mamonasOs Mamonas Assassinas começou oficialmente em junho de 1995, quando foi lançado o primeiro compacto, homônimo o nome da banda.

Formado pelos músicos, Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel Reoli e Sérgio Reoli, todos residentes da cidade metropolitana de Guarulhos. Lugar onde conheceram o produtor musical Rick Bonadio, e fez com que o som dos Mamonas propagasse por todo o território nacional e também, internacional. Todavia, até antes os Mamonas Assassinas não existiam, foi após a gravação de “Pelados em Santos” e “Robocop Gay”, que fizeram mudar o perfil do grupo e transforma-los não só em mais uma banda de rock, como tantas que já sucedem, mas algo épico e excepcional, conquistando fãs mesmo após seu término trágico.DI01974

Sim, trágico pois em 2 de março de 1996, um acidente de avião na Serra da Cantareira ocasionou na morte cruel de todos os integrantes do grupo, trucidando e encerrando a carreira meteora de um das maiores bandas na história da música brasileira, que vendeu mais de três milhões de cópias em todo o país, com discos de diamante, ouro, platina e platina dupla, sendo um sucesso exorbitante para uma banda que apenas lançou um único álbum, mas no tempo certo para marcar, apesar do curto período, marcar por décadas e por gerações.

Por: Patrícia Visconti