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[Caixa de Som] Fabiana Cozza: A irreverência da MPB

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A melhor cantora de samba em 2012, no Prêmio de Música Brasileira, e indicada para a premiação deste ano (2014), Fabiana Cozza, paulistana de 38 anos, traz a potencialidade e carisma em um samba único e irreverente.

Começou a cantar aos 21 anos, e hoje mostra solidez e veracidade a sua carreira, que já está em seu quarto álbum, com canções próprias e muita originalidade, não apenas ao samba, mas à música popular brasileira. Determinada e direta em suas objeções, Cozza já fez participações com diversos artistas renomados, entre eles estão Elza Soares, Leny Andrade, João Bosco, Zimbo Trio, Francis Hime, Ivan Lins, Leci Brandão, Dona Ivone Lara, Luiz Melodia e Orquestra Jazz Sinfônica. E também talentos jovens e de sua geração como Emicida, Rappin Hood, Aloisio Menezes, Sergio Pererê, Karynna Spinelli, Thiago Delegado, Antônio Loureiro, Yaniel Matos, Adriana Moreira, Luciana Alves, Renato Braz, Quinteto em Branco e Preto entre tantos outros.

168225_144733062248507_8278024_nAlém das participações internacionais, onde a cantora foi convidada a participar com grandes personalidades do jazz, como saxofonista Sadao Watanabe (Japão) e se apresentado em diferentes países e festivais do gênero em: Israel, Alemanha, França, Canadá, EUA, Bulgária, Chile.

Fabiana Cozza já possuí quatro discos lançados e dois DVDs. Sua estreia no mundo da música aconteceu em 2004, com o álbum “O samba é meu dom”, cujo título do CD é uma música de Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro. Em 2007 lançou “Quando o céu clarear”, título de uma canção de Roque Ferreira para, no ano seguinte, fazer o DVD deste trabalho contando com as participações da cantora Maria Rita e do rapper Rappin Hood. O DVD é lançado em parceria com a TV Cultura e apresenta um documentário contando a trajetória da artista, sua relação com a música, suas influências, as pessoas que participam de sua estrada.

923560_635441633177645_7230458099657879902_nEm 2011 lança seu terceiro CD “Fabiana Cozza”, com o qual é agraciada com o Prêmio da Música Brasileira 2012, na categoria “Melhor Cantora de Samba”. E no ano passado, Fabi lançou o CD/ DVD “Canto Sagrado – Uma homenagem a Clara Nunes”, gravado ao vivo em São Paulo, que conta com um documentário realizado em Caetanópolis/MG, cidade natal da cantora.

Uma expoente da música brasileira, que destaca-se não só pela sua voz potente e fervorosa, mas pelo seu carisma que cativa seu som, constrói sua personalidade e destacando-se como uma artista fidedigna, que faz com amor e dedicação o seu ofício de coração.

Confira abaixo uma das performances de “Sandália Amarela”, presente no último disco de Cozza:

Mais informações:
Web: Site | Facebook | Youtube | Twitter
Telefone: (11) 3424-0997 | (11) 98181-9997
E-mail: ago@fabianacozza.com.br

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Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Rapha Moraes faz uma viagem a infância em seu novo videoclipe

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Nesta semana o cantor revelação daqui da nossa navegação e também, de toda web latino-americana, Rapha Moraes (veja aqui) lançou em primeira mão o videoclipe do álbum de estreia do músico, o single “Quando um Coração Sorri”.

A música bastante contagiante, viciante e emocionante, remeten a origens de quem está começando, e luta para conquistar o que almeja, ou como o próprio autor diz, “é um ‘on the road’ que nos faz resgatar a alegria e o desejo pelo novo”.

O single faz parte do disco, primeiro da carreira de Rapha, “La Buena Onda”, previsto para ser lançado no próximo mês, aguardando que atinja a meta de captação de recursos virtual no Catarse, onde o músico busca arrecadar 10 mil reais.

O clipe foi dirigido por Arnaldo Belotto, retratou justamente isso, o sonho a ser conquistado, as batalhas a ser enfrentadas, até conseguir o êxito tão esperado.

Rapha Moraes é cantor e compositor, começou sua carreira em Curitiba, Paraná, cidade natal do artista, que antes de se lançar em carreira solo, já participou de várias outras bandas, realizando diversos shows pela capital paranaense.

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Mas, foi desde 2013, após uma viagem que Rapha realizou pela Argentina e Chile, e despertou essa ânsia em transmitir suas canções e alegria de viver ao público, tornando cada dia como se fosse o último vivido, fazendo história e viajando através da música, e mostrar uma nova maneira para enxergar a vida, que na maioria das vezes passa diante dos nossos olhos e pouco notamos, pela correria do dia-a-dia. Como fez o próprio Rapha, que trocou sua formação roqueira no passado, pelo cello e acordeon, mostrando uma nova essência musical dentro de si, que poderia tocar mais pessoas e transformar em novas histórias.

Assista abaixo “Quando um Coração Sorri”, o primeiro single do álbum de estreia deste músico que mostrou que mudanças pode ser mais benéfico para nós mesmo, do que para os outros.

Apesar, há uma campanha de lançamento do disco de estreia de Rapha Moraes que convida os amigos e fãs do músico à colocarem suas fotos de quando eram crianças no perfil do Facebook. Na descrição da imagem, entra o link do clipe que você assiste abaixo. Todos estão convidados a espalharem a boa música por aí!

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] O rock nacional está cochilando…

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A primeira vez em que o Brasil teve contato com um rock mais contestador, agressivo e de grande sucesso popular foi com os Secos & Molhados, em 1973. Tudo bem que o trio vocal formado por Ney Matogrosso, Gerson Conrad e João Ricardo pode ser considerado muito mais roqueiro por suas atitudes do que pela música em si. A própria figura de Ney e trechos como “eu não sei falar na hora de falar / então eu escuto” já causavam incômodos aos militares que governavam o país e erguiam a bandeira da “moral e dos bons costumes”.

Mas o tempo passou. Os brasileiros passaram um tempo sem ter contato com um rock contestador, até que chegou a década de 1980. Com ela, vieram o movimento pelas “Diretas Já”, o Rock in Rio (que impulsionou o rock a virar moda por aqui), o enfraquecimento da ditadura e o tão esperado fim da censura, que, embora tenha demorado um pouquinho para desaparecer de fato, deu um ar de mais liberdade, inclusive ao rock nacional.

Por conta disso, o Ultraje a Rigor pôde chamar àqueles de mereciam de “Filha da p…” (em claro desafio à censura), o Paralamas do Sucesso teve a oportunidade de lançar o seu mais bem-sucedido álbum de estúdio “Selvagem?”- um disco contestador por natureza, que chama a atenção para a desigualdade e exclusão social no sucesso, “Alagados” e alerta para o futuro das crianças em “Teerã”, segunda faixa do disco que leva o nome da capital do Irã. Até mesmo o RPM, grupo de maior sucesso da década, falava em revolução e convidava o público a fazer parte dela em “Rádio Pirata”.
Tudo ia bem, até que chegaram os anos 1990. Como são comuns, as tendências mudam e o rock acabou sendo engolido pelo sertanejo, que virou febre entre o público. Naquele momento, algumas bandas acabaram e outras caíram para a chamada “segunda divisão”, ou seja, não deixaram de existir, mas, sem espaço, acabaram sendo deixadas de lado pela mídia e grande público.

A partir da segunda metade da década de 90, o sertanejo acabou perdendo um pouco de sua força e, neste período, novas bandas apareceram. Nesta fase, apareceram Raimundos – misturando hard core com influências nordestinas. Apesar de não ter tido o compromisso de tocar o dedo em questões sociais, a banda brasiliense merece créditos por causa de suas letras politicamente incorretas e transgressoras. Surgiu nesta época também o Charlie Brown Jr., que, em músicas como “Não é sério”, chamou a atenção para a forma como os jovens são tratados no Brasil.

Mas aí entramos nos anos 2000. Uma leva de bandas apareceu. E o movimento do qual tais grupos apareceram tem nome: Emocore. O que se viu a partir daí foi o retrato mais fiel da “dor de cotovelo”. Para os ouvidos do grande público, chegavam músicas melosas, superficiais, que falavam em sua maioria de amores malsucedidos e abandonos. Até então, nenhuma guitarra havia sido tão chorosa.

E como consequência disso, o rock nacional deixa, a cada dia que passa, de ser transgressor. Hoje ele vive comodamente em um ambiente limitado, deixando de olhar para o que acontece em sua volta. Enquanto os amores perdidos são retratados, desvios políticos acontecem e pessoas continuam passando fome. E, além de questões sociais, também há outros assuntos relevantes para tratar. Basta ter força de vontade, e que o rock nacional desperte do seu cochilo, ou pelo menos abra os olhos para o que acontece ao seu redor.

Por: Rodrigo Almeida

[Agenda Cultural] Farofada na Paulista

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Na última quinta-feira (27), foi o dia do circo e do artista de teatro, e para celebrar este dia, será organizado neste sábado (29), na maior avenida de São Paulo, a Avenida Paulista o “Farofa-Fá – Churrasque du Soleil“.

Um evento que promete fazer o “circo pegar fogo”, com direito a grelha incandescente com carnes de primeira no espeto, além de música de raiz e qualidade, para animar a tarde dos presentes, um verdadeiro espetáculo com muito bom humor e diversão, para curtir o sabadão.

O som ficará por conta da Banda PF, que apresenta uma inusitada playlist de sambas, passando pelas canções de raiz até pagodes mais modernos.

Será uma festa para curtir até o outro dia, e neste picadeiro quem cria os números e as piruetas é o próprio povo, com muito churrasco, cerveja, música e diversão.

Mágicos, malabaristas, pirofagistas e todos que quiserem levar suas habilidades circenses à avenida, ou mesmo fazer suas palhaçadas podem chegar, e aproveitar ao evento, que terá 10 horas de atividades.

O evento acontece na altura do número 1400 da Avenida Paulista.

Leve seu isopor, suas cervejas e se divirta com muita festa e animação, com a galera do ‘farofão’!

SERVIÇO

“Farofa-Fá – Churrasque du Soleil”
Data: 29/ março/ 2014 – (sábado)
Horário: 14h
Local: Avenida Paulista
Endereço: Avenida Paulista, 1499 – São Paulo/ SP
Entrada: R$ 15,00 (coma a vontade)
Mais informações: Facebook

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] COSMOGUM: Harmonia e emoção completa um único som

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Batida rock, blues, soul, funk e letras que ditam sobre relacionamentos, emoção e amor, esse é a COSMOGUM. Banda paulistana formado pelos amigos, Eddu Ferreira, Luiz Junior e Sam Tiago Almeida.

Um som nada comercial quão ouvido nas rádios atualmente, e por isso nos chamou atenção, pela originalidade e essência musical do grupo em produzir música de verdade, sem se importar com fama ou grana. Fazendo música com emoção, e transmitindo essa sensação àqueles o que escutam.

O primeiro álbum da banda – divulgado apenas em EP – foi lançado no ano passado, e foi uma produção árdua durante todo o ano de 2012 no apartamento 603, que por coincidência leva o nome do disco pela veracidade dos acontecimentos. Um disco que sintoniza a verdadeira essência e harmonia da banda, tão harmonioso que soa perfeito aos ouvidos mais apurados, uma única sensação que impressiona pela audição.

Mas, sem mais delongas e vamos ao finalmente e apresentar que são de verdade a COSMOGUM. Confira abaixo o videoclipe do single ‘Regra de 3’, presente do álbum de estreia dos garotos:



Quer conhecer mais sobre a COSMOGUM, se liga nos endereços da banda abaixo:

Site | Youtube | Twitter | Facebook

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Apresentação da banda no Puxadinho da Praça. – Foto de: Daniel Moura


E quem quiser ouvir e baixar o álbum dos garotos, pode ‘downloadar’ e escutar no site oficial da banda, o disco na íntegra e inteiramente gratuito para ouvir quando quiser.

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Carol Pereyr: Voz sútil e alma de poeta

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Baiana de voz meiga, doce e angelical e filha do poeta Roberval Pereyr, a cantora e compositora Carol Pereyr propaga seu nome em carreira solo, com a turnê “Saudades do Brasil”.

Começou sua carreira profissional aos 17 anos, em parceria com Márcio Pazin, cantor e compositor cantarinense, e essa parceria aconteceu de forma natural, quando eles musicavam e interpretavam os poemas que Carol escrevia, além de releituras de grandes compositores. Juntos gravaram dois álbuns, entre eles “Mirante” (2006) e “Morada” (2011), que são uma junção de música e poesia, interagindo as artes e mostrando quão ambas podem caminhar dando o mesmo passo nesta jornada musical, enriquecendo e reinventando novas formas de apresentar a música popular brasileira.

Cantora premiada já participou de diversos programas, concursos e festivais, qual obteve êxito na maioria ganhando grande parte deles, ou chegando a finalista das competições.

Uma artista nata, com alma de poeta, que apenas visa propagar seu ofício dentre a essa imensidão que já existe neste mundo, unificando-as todas em apenas uma única arte. Conheça mais sobre essa cantora sútil e doce, que contagia e emociona à todos que o escuta.

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Mais informações: Site | Facebook | SoundCloud

Assista Carol cantando um de seus singles, “Vapor Barato”:

Por: Patrícia Visconti