[Cabine da Pipoca] Baby Driver (Em Ritmo de Fuga)

Na última quinta-feira (27) chegou às telonas uma aventura dirigida e roteirizada por Edgar Wright, (veja mais), Baby Driver (Em Ritmo de Fuga), um filme que pode ser encaixado na categoria musical, pois a trilha e as sequências que ela segue no longa estão impecáveis, assim como as cenas de ação, que contam com bastante durante os pouco mais de 110 minutos remanescentes na trama.

O mocinho, no caso Baby (Ansel Elgort) faz seu papel com maestria, adicionando cada faixa a um momento, tirando todo o lado sentimental de quando ele fez “A Culpa é das Estrelas“, incorporando por completo nesta aventura, fazendo o espectador adentrar as peripécias concorrentes em tela.

Todavia, o que mais chamou minha atenção foram as músicas, cada um incorporada com asserção e destreza, que vão de Queen a The Commodores, Beck, Barry White, entre outros, canções marcantes aos ouvidos de qualquer amante de música, unindo com expertise ao filme.

A interação do elenco também é outra coisa bastante diferenciada, porque mesmo Baby não integrado àquele ambiente, ele mantêm a sintonia com a gangue no ritmo da batida, a cada play dado em algum assalto ou fuga, de maneira harmoniosa, o roteiro se encaixa muito bem às sequências do filme, assim como os quadros, de forma simples e direta, passa uma mensagem clara e nítida sobre o que se trata o longa.

O chefe do crime, Doc (Kevin Spacey), mesmo sabendo do problema de Baby, mantém um pacto fiel à ele, sempre zelando e cuidado do jovem, até mesmo quando Bats (Jamie Fox) começar a ignorá-lo para que sobre mais renda à ele, afinal mesmo não sendo o “chefão”, ele se porta como tal, comando e dando ordens a Darling (Eiza González) e Buddy (Jon Hamm), enquanto eles planejam exterminar Baby da equipe, o motorista zela de Joe (CJ Jones), seu colega de quarto surdo, idoso, que o trata como um filho, e Baby como um avô, já que ele o cuidou desde quando ele perdeu seus pais num acidente de carro, deixando a sequela em seus ouvidos.

E por falar em seus pais, sua mãe que além de garçonete, também era cantora, por isso essa fixação do protagonista em criar músicas e frequentar o Bo’s Diner, lugar onde sua mãe (Sky Ferreira) trabalhou e ele conheceu a garota dos seus sonhos, Debora (Lily James), uma garota sonhadora que apesar dos males da vida, ela mantém confiante em encontrar um amor e viver dias melhores no futuro, mesmo a vida discordando em alguns instantes.

Uma filme que em partes parece mais um videoclipe bem elaborado, do que uma película propriamente dita, com links perfeitos e compassado nas faixas apresentadas na trama, sendo leve e sútil, mostrando a astúcia com a ingenuidade sem ser estereotipado.

Nota: 7,5

Por Patrícia Visconti

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