[Total Flex] MIS-SP mostra um pouco da vida e a obra de Renato Russo

Renato Manfredini Júnior, ou simplesmente Renato Russo, um poeta, um músico, um artista completo que visava não apenas suas própria música, mas a música do mundo, aquela que se ouve e se sente profundamente dentro da alma, suas obras não – na verdade não são – temporais, daquelas que “temos todo o tempo do mundo“, como ele mesmo já dizia em Tempo Perdido, mesmo que “não temos mais o tempo que passou“.

Nascido em 27 de março de 1960, no Rio de Janeiro, sua voz era marcante e incomparável, assim como sua perspectiva pela humanidade e pelo mundo, politizado e muito culto, tratava todos iguais, sem importar de sexo, religião, nacionalidade ou escolaridade.

Sua infância foi comum e saudável como de qualquer criança de classe média, ele foi à escola, tirava excelentes notas, fez primeira comunhão, se mudou de casa algumas vezes, nesta época onde ele conheceu o inglês, após seu pai ser transferido para a agência do banco em Nova Iorque, aonde viveu no distrito do Queens, ficou em solo estadunidense por dois anos, regressou ao Brasil, direto para a casa do seu tio Sávio, no Rio de Janeiro.

Nos inicio dos anos 70, sua família se mudou para a Brasília e foi lá que a música ecoou em suas veias e suas poesias descritas em seu caderno viraram músicas belíssimas, após a implantação de três pinos de platina na bacia, e durante a recuperação Renato teria se dedicado quase integralmente a ouvir música, começando assim sua interminável coleção de discos nos mais variados gêneros e estilos. Após sua recuperação, ele ingressou na Universidade, passando na faculdade de jornalismo, no Centro de Ensino Universitário de Brasília (Ceub), após fracassar no vestibular da Universidade de Brasília (UnB).

Aos 18 anos assumiu para sua mãe que era bissexual. Foi professor de inglês e repórter num programa de rádio que defendia os direitos dos consumidores, lá em Brasília. E apesar de pouco falar sobre música no programa, foi nesta época que criou sua primeira banda, após conhecer Fê Lemos numa festa, ambos tinham gostos em comum pelo punk rock inglês e americano, e naquela época e e Brasília era raridade, então os amigos se juntaram a André Pretorius e criaram a Aborto Elétrico, e assim deram inicio ao movimento punk na capital do Brasil, começaram com shows pequenos regados a vinho barato, muito música e sempre agregando mais pessoas ao movimento, então no começo da década de 80 quando a banda já havia substituído Petrorius por Ico Ouro-Preto (irmão de Dinho Ouro-Preto), e eles começaram a fazer apresentações mais profissionais, além de canções autorais como “Tédio (Com um T bem grande pra você)“, “Que país é esse?” ou “Veraneio Vascaína” evoluíram para temas como “Fátima“, “Musica Urbana” ou “Ficção Científica” e ganharam até uma certa fama na cena punk de Brasília, mas Fê e Renato brigaram, ocasionando o fim da banda.

Mas Renato não desistiu, mesmo solo continuou fazendo seu som, foi então que conheceu Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, que no futuro formaria o trio de maio êxito do país, a Legião Urbana, uma banda que tinha mais do hits, mas essência e peculiaridade singular, única e excepcional, com letras com melodia e trajetória, atemporais que rementem a qualquer época, marcando gerações e gerações, e mesmo após sua morte – Renato faleceu em 11 de Outubro de 1996, por complicações causadas pela HIV – seu legado e sua obra estará guardada presente na memória daqueles que enxergam mais do que o próprio umbigo, mas um conceito amplo e regular.

E um pouco desta vida tão esplêndida que o Museu de Imagem e do Som – São Paulo traz aos fãs deste ídolo nacional, resultando numa vasta pesquisa realizada pelo acervo, mostrando objetos pessoais, uma visita ao seu apartamento em Ipanema ou do seu filho, seus cadernos, poemas, artes, instrumentos, contratos, reportagens, fotos, entre outras coisas, para admiradores e adoradores deste icônico sair de lá não apenas cantarolando, mas com aquela lembrança de que seu corpo não está mais presente, mas sua obra estará preservada na alma da música brasileira.

Além do mais, os visitantes poderão conferir três playlists que o MIS-SP separou em seu perfil no Spotify, com um conteúdo exclusivo sobre a mostra e a vida de Renato Russo, dentre essas estão; “Ainda é cedo“, com as preferidas do Museu; e “Pai e filho“, com as favoritas de Giuliano Manfredini, filho do músico. Para aproveitar a experiência, o Spotify oferece wi-fi gratuito ao longo de todo o percurso da exposição.

SERVIÇO
Renato Russo | Exposição
Data: 07/ Setembro/ 2017 a 28/ Janeiro/ 2018

HORÁRIOS:
10h-21h ter a sáb
09h-19h dom e feriados
21h | Ingressos exclusivamente na bilheteria

A bilheteria abre 30 min antes da visitação.
Permanência até 1h após o último horário. A experiência “Renato Russo 360º” também se encerra 1h após o último horário.

Local: Museu de Imagem e do Som – MIS-SP
End: Avenida Europa, 158 – Jardim Europa/SP.

É proibida a entrada com bolsas maiores que 25cmx30cm e mochilas.

INGRESSOS

Bilheteria MIS:
R$12 (inteira), R$6 (meia); terças gratuitas.

Crianças até 5 anos não pagam.

Os bilhetes começam a ser vendidos/retirados a partir da abertura da bilheteria. O número de ingressos por dia é limitado e está sujeito à disponibilidade.

Venda online (AQUI):
R$30 (inteira), R$15 (meia)

Os ingressos são com horário marcado, de uma em uma hora.
O acesso à exposição é liberado de hora em hora, também em número limitado.

Mais informações:
Tel: (11) 2117-4777
Site: www.mis-sp.org.br

Por Patrícia Visconti

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s