“Terminator: Resistance” – Das telonas para os games

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Para todos os fãs da clássica franquia O Exterminador do Futuro, recentemente foi lançado o game: “Terminator: Resistance”, e felizmente, posso dizer que é um dos poucos jogos bons da franquia.
Desde o Super Nintendo até os dias de hoje, a franquia do clássico T-800 é repleta de títulos, que vão desde os medianos aos péssimos, repletos de bugs, inconsistências no enredo e alguns com uma dificuldade insana para jogos inicialmente simples.

No ano de 2010, eu consegui jogar por algumas horas “Terminator: Salvation”, que possui uma trama que tentava complementar o enredo do filme, lançado meses antes do jogo. Infelizmente me deparei com um jogo que parecia inacabado, no qual as diversas falhas em um conceito simples, os bugs e a inteligência artificial, bem como tudo no jogo parecia simplesmente ir contra o jogador e fazer a experiência se tornar tão única, a ponto de você não querer repeti-la nunca mais.

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Então tive a oportunidade novamente de jogar “Terminator: Resistance”. De início, fiquei com um certo desdém pelo jogo, a minha maior dúvida era como o enredo se encaixaria na história da franquia e faria algum sentido. O jogo se passa no ano de 2028, após os ataques da Skynet que exterminou grande parte da vida humana presente. Você controlará Jacob Rivers, o último recruta que sobreviveu ao ataque em Pasadena, Los Angeles. Sua missão é
entregar uma mensagem para John Connor que poderá mudar a história de uma vez por todas. Jacob, encontrará uma série de personagens no decorrer do jogo e contará com auxílio de diversos aliados, habilidades, armas, dentre outros equipamentos para sobreviver.

Em geral, o game é interessante e agrega muito para a franquia como um todo, dando uma boa base para os fãs de longa data e também para os novos. Além de contar trechos e partes que contribuem para o conhecimento da franquia para aqueles que não são experientes. É um jogo que recomendo a compra para quem se diverte muito com RPGs e também jogos em primeira pessoa com ênfase em um combate simples e com um certo grau de realismo.

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O game utiliza uma mecânica que se misturou muito bem com a temática de RPG em primeira pessoa, algo que já foi experimentado diversas vezes no passado por empresas como a Bethesda com os títulos Fallout e Skyrim. O jogo deve durar entre 12 à 30 horas, dependendo de quantas missões secundárias o jogador optar por fazer. Cada escolha individual do jogador tem influência no decorrer do enredo, fazendo o jogo ter diversos finais para a campanha.

Para evitar spoilers, há algumas missões que são extremamente divertidas, como destruir bases, criar armadilhas e sucatear equipamentos para combater alguns chefões, mas cria algumas situações que são às vezes irritantes, como ir buscar lápis de cera para uma criança no meio de um conflito entre humanos e robôs ou ter que tomar decisões moralmente erradas de ambas as formas sem haver um meio de existir um consenso para solucionar seus
problemas (uma grande falha do enredo).

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Embora todas as missões, sejam elas importantes ou não, agreguem algo para a história do próprio jogo ou da franquia em geral, a trama passa por diversas fases e inicialmente o jogador deverá se sentir meio confuso ou até mesmo desconectado da história principal, situações que serão explicadas no decorrer do game e farão muito sentido.

Entretanto, o jogo é repleto de erros gravíssimos, diversos bugs como armas evaporarem ao chão, inimigos invisíveis, bugs físicos e sonoros são possíveis de serem notados com facilidade, apesar de não afetarem a jogabilidade do jogo, bugs desse tipo são normalmente esperados de um jogo criado por uma empresa independente, porém curiosamente, Terminator: Resistance foi desenvolvido pela Teyon, empresa responsável pelo jogo Rambo: The Videogame, eleito um dos piores jogos do ano de 2014. É recomendável a compra do jogo em uma promoção generosa ou para fãs que acompanham a franquia, caso contrário, o melhor a fazer é esperar por futuras atualizações. Honestamente, dado pelo desenvolvedor, tema e abordagem, fiquei impressionado em como foi possível fazer uma mistura interessante. Caso o enredo fosse mais trabalhado, os gráficos fossem melhores e houvesse uma variedade maior de inimigos, talvez ‘Terminator: Resistance’ se tornasse um jogo incrível.

 

Caso tenha interesse em jogar jogos similares, com esse tema de conflito entre humanos e máquinas, recomendo Bionic Domain, embora seja um pouco datado, ele possui uma temática semelhante e um combate muito inovador para a época de seu lançamento.

Outro game que posso indicar para quem queira sentir essa mesma experiência e chamar amigos para jogar, adquira Generation Zero. Ambos são excelentes jogos e é possível encontrá-los a um excelente preço.

“Terminator: Resistance” já está disponível para PC no Steam. Desenvolvido pela Teyon Games e publicado pela Reef Entertainment, o game chega oficialmente para Microsoft Windows, PlayStation 4 e Xbox One no dia 10 de dezembro de 2019.

Por Leonardo Rodrigues

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