Crítica: O Poderoso Chefão

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Logo no início somos lançados em um ambiente escuro, onde o que conseguimos ver é apenas um homem de terno nos contando a tragédia que aconteceu com sua filha, a câmera se afasta e aos poucos nos vai mostrando uma figura misteriosa com quem esse homem conversa e clama por justiça é aí que já entendemos onde está o poder.

Lançado em 1972, O Poderoso Chefão nos conta a história de uma família de mafiosos de origem italiana que busca estabelecer seu domínio no cenário do crime americano dos anos 1940. Após uma tentativa de assassinato ao chefe da família, seus filhos se veem em uma situação onde precisam agora tomar conta dos negócios como também lidar com uma guerra que se estabelece entre a família e outros mafiosos.

O roteiro de Mario Puzo (autor do livro cuja a obra é baseada) e do diretor Francis Ford Copolla nos entrega uma imersão naquele cenário criminoso apresentado pelo filme, e em seus diálogos conseguimos compreender como acontecem os negócios da família, não só com reuniões e acordos mas também com “surpresas” e assassinatos. Além de, através desses diálogos conseguimos perceber toda a aura envolvendo Vito Corleone (incrivelmente interpretado por Marlon Brando), e percebemos a magnitude deste personagem.

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A fotografia e a iluminação do longa, seja no uso de tons mais escuros para a tensão exigida em algumas cenas ou nos alívios dos tons mais claros, juntamente com a movimentação de câmera do diretor nos retoma totalmente ao ambiente em que nos vemos inseridos, sendo esses fatores tidos até hoje como exemplares.

Contando com cenas icônicas, entre as mais veneradas do cinema, é na atuação que O Poderoso Chefão tem mais um de seus trunfos, não somente Marlon Brando, mas Al Pacino nos entrega um grandioso trabalho em seu terceiro papel no cinema, vivenciando Michael Corleone, o filho do Don Corleone, temos aqui o verdadeiro protagonista da obra, vemos a grande mudança que o personagem exprime quando no começo somos apresentados a um jovem ex- combatente de guerra um tanto envergonhado ou indiferente aos negócios da Família, e ao final um grande chefe do crime lidando com a supremacia recém conquistada.

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Listado em diversas listas entre os melhores filmes já feitos, e segundo o Hollywood Reporter o melhor, o longa é a obra prima de Copolla, seguida por duas continuações ,inúmeros reconhecimentos na cultura pop e estudos no ramo do cinema, uma obra de arte que é exemplo dos fatores que o compõem.

O Poderoso Chefão é dos clássicos, o maior.

 

Por Lucas Aaron

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