[Crítica] De Volta Para O Futuro

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Robert Zemeckis e Bob Gale quando escreviam os primeiros esboços do que viria a se tornar De Volta Para O Futuro não tinham em mente o grandioso resultado de sua obra. A ideia original partiu de quando Gale, revirando seu porão encontrou um anuário da época de escola de seu pai, daí surgiu a pergunta, será que ele teria sido amigo de seu pai se os dois tivessem estudados juntos?

Então desse ponto surgiu e foi se moldando a história de Marty Mcfly (Michael J Fox) que após receber uma ligação de seu amigo, o doutor Emmett Brown (Cristopher Lloyd), se encontra com ele no estacionamento de um shopping onde o doutor mostra ao garoto o DeLorean modificado para ser uma máquina do tempo. Então, acidentalmente, Marty é transportado para 1955 onde conhece as versões jovens de seus pais. Lá sua mãe acaba se apaixonando por ele. Agora Marty precisa, além de salvar Doc, fazer com que seus pais se apaixonem para que ele não deixe de existir.

Mesmo tendo passado por alguns problemas de produção, as posições duvidosas de alguns estúdios em relação ao roteiro, afinal será que daria certo uma história onde a mãe se apaixona pelo filho?; A escalação do elenco e até mesmo dúvidas iniciais sobre o diretor, De Volta Para o Futuro foi um sucesso imediato de bilheteria e crítica.

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Robert Zemeckis tem aqui seu filme mais influente, o futuramente diretor do excelente Forrest Gump (1996), nos embarca em uma aventura, uma comédia e ficção científica atemporal. Ao mesmo tempo que nos diverte, o filme nos coloca no lugar de seus personagens, não tem como não pensarmos em como nos relacionaríamos com nossos pais adolescentes. Além das dualidades e diferenças de geração (1955 vs 1985) que, pensando bem, não são tão diferentes assim e nós também não o somos em relação à nossos pais.

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Outro ponto interessante é analisarmos o 1985 que nos é apresentado no começo do filme, onde a família Mcfly é insonsa e nada idealista, o pai George Mcfly (Crispin Glover) vive sendo insultado por seu chefe Biff (Thomas F Wilson), a mãe Lorraine (Lea Thompson) tem seus problemas com a bebida e os irmãos de Marty se conformaram com subempregos e aquela situação, sendo ele o único sonhador em busca de sua carreira como astro do rock. Já para o final temos a situação perfeita, o 1985 ideal onde a família está mais feliz, os problemas resolvidos, afinal o que mudaríamos se pudéssemos voltar ao passado?

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A trilha sonora de Alan Silvestri integra ao filme uma tonalidade épica que leva a aventura temporal à patamares elevados, graças ao conselho de Zemeckis, Silvestri desenvolveu uma trilha grandiosa mesmo para as proporções menores que caracterizam o longa. Lançado em 1985 De Volta Para O Futuro ainda gerou duas continuações à altura do primeiro, sendo considerada por muitos uma das melhores trilogias do cinema… mais um clássico da década de 80. – “Para onde vamos, Marty, não precisamos de estradas”

 

Por Lucas Aaron

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