“Abe” – Uma obra poética e sutil, para conectar relações e essências distintivas

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Abe, é um garoto de apenas 12 anos, mas de uma maturidade inigualável, em relação aos outros meninos da sua idade, isso é uma das coisas que o distingue dos demais, e também é claro, de ter nascido em famílias totalmente distintas, mas que o amam profundamente, apesar das brigas que acontecem regularmente, nas festividades familiares.

Os pais de Abe são descendentes de judeus e muçulmanos, apesar deles não se importarem de como estão criando seu filho, suas respectivas famílias adorar dar palpites, o deixa o menino confuso, chateado e aborrecido com algumas situações, por ele tentar unir à todos, mas nunca conseguir conectá-los entre si, de verdade.

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Além disso, Abe adora cozinhar, inventar pratos e misturar sabores, e postar em seu blog e também, no Instagram. Entre suas artimanhas em somar e conectar temperos e essências, ele vai acabar juntando suas origens a novas e revigorantes momentos, unindo-os e trazendo um novo sabor à vida de todos, após conhecer o chef de cozinha, Chico.

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Chico, é brasileiro e trabalho em um restaurante no Brooklyn, em Nova Iorque, e lá ele segue sua receita, mas ao mesmo tempo tenta agradar ao paladar de todos, e isso, será um fundamento significativo para que Abe aprenda não apenas as combinações gastronômicas na cozinha, mas também aquela que está dentro de cada um de nós, com suas crenças, valores e diferenças.

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E assim, o jovem aprendiz vai mostrar relevância em combinar sabores, aromas e ideais, para ampliar e unir culturas e possibilidades, trazendo peculiaridade e paz em um conturbado mundo de isenções ao outro, mostrando equidade e respeito na serenidade que todo mundo almeja.

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O filme, é uma reflexão poética e delicada, em mostrar maneiras distintas em desenvolver uma conexão inerente e expressiva, em um mundo caótico e conflituoso, mostrando através das misturas culinárias, que a união está nos detalhes e não nas regras sociais estabelecidas, em um longa-metragem familiar, sem grande profundidade descritiva, mas repleto de sabores e cores, que mexem muito com o estômago e o coração.

por Patrícia Visconti

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