“Sempre em Frente” – A delicadeza inerente em uma trama intensa e emocionante

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Um filme que ganhou destaque no último ano, em diferentes festivais, como o Festival de Cinema de Nova Iorque e premiações, recebendo indicações aos prêmios de Melhor Filme, Melhor Roteiro e Melhor Direção no Film Independent Spirit Awards e de Melhor Ator Coadjuvante no BAFTA, traz a sutileza de o passado uma história intensa e comovente, entre a conexão de um tio com seu sobrinho, colocando em cena interligando com o futuro.

“Sempre em Frente”, do diretor Mike Mills, estrelado por Joaquin Phoenix, Gaby Hoffmann e Woody Norman apresenta uma trama bastante delicada, profunda, em uma surpresa aconchegante com muitos aprendizados sobre a vida.

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Em uma produção densa trabalho de entrevistas de diversas crianças de vários lugares e personalidades bem diferentes também, um foco principal em crianças negras do Detroit e a pergunta que permeia todas as entrevistas é o que elas acham do futuro.

Em paralelo, mostra o drama entre um Tio Johnny (Joaquim Phoenix) com seu sobrinho Jesse (Woody Norman), em contrapartida a relação conturbada com a irmã Viv (Gaby Woffman) e seu marido Paul (Scott McNairy) que aparentemente sofre de alguma coisa que a trama não revela muitos detalhes.

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A conquista ao espectador se dá há uma relação tardia e profunda entre Jesse e Johnny, que até então só conheceu quando era um bebê, agora, Jesse tem 9 anos, devido ao problema do pai, Johnny assume seu papel tardio, que vai ganhando e perdendo com seu sobrinho.

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A estética em “preto e branco” é realmente um ponto importante, forte que torna a vida mais simples, funciona como terapia para dizer que pode ser mais coerente, sem necessidade de complicar. É como se eu estivesse lendo um diário, um podcast de uma relação entre tio e sobrinho, de mãe, de pai, de amigos, de crianças de diferentes cantos do mundo, sobre o futuro. Totalmente atual, sutil ao pós-pandemia.

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Talvez um ponto pode ser percebido por poucos, mas que acaba sendo transparente porque toda criança é como Jesse, e todo adulto é como Johnny. E esse ponto é que o Jesse tem um leve grau de autismo, que pode ser hereditário, pois a crise do pai pode compartilhar do mesmo autismo. A trama não desenvolve isto como foco, torna-se o menor dos problemas.

Impecável na trilha sonora feita pelos Bryce Dessner e Aaron Dessner que transporta para dentro da essência de cada gesto, cada lugar da cidade, da natureza e te tira o peso do mundo.

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Em suma, Sempre Em Frente, remete a fortes emoções, que fará o público sorrir, chorar, sentir, respirar, aprender e ver a leveza que nos falta, chegando de maneira enternecedora e tênue aos cinemas brasileiros, com distribuição da Diamond Films.

por Guilherme de Moraes Corrêa

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