Patrícia Rehder Galvão, ou simplesmente PAGU, como era conhecida no meio artístico, foi uma mulher a frente do seu tempo, vivia da arte em todas as suas formas, ela foi escritora, poetisa, tradutora, desenhista, cartunista, jornalista e uma militante comunista da política brasileira, sendo presa inúmeras vezes. Apesar de não ter participado da Semana de 22, no Teatro Municipal de São Paulo, por ter apenas 12 anos ela fez história com muitos envolvidos do movimento, assim aumentando sua popularidade.
Pagu era de família de classe alta, por isso sempre teve acesso as artes, mas a sua curiosidade e sagacidade a fez chegar nas grandes personalidades artísticas da época, para assim poder mostrar suas habilidades e também sua forma de propagar a arte e cultura, para que todos pudessem ter acesso e não ficasse só entre a elite.
A artista tem uma lista de obras publicadas desde ficção, autobiografia, artigos políticos, desenhos, coletânea, traduções, além das reedições na qual a fez uma grande desempenho na cultura, tendo sua vida representada em diversas obras. Além de ser uma defensora das causas femininas, era considerada uma mulher fora dos padrões para época.
Com seu comportamento extravagante, suas roupas transparentes, justas, cabelos curtos e seus muitos relacionamentos, Pagu era considerada uma rebelde à frente do seu tempo, sendo não compatível com a origem de sua família conservadora e tradicional. Esse poder e garra a cultura, fez com que Pagu lembrada até hoje, recebendo
homenagens e reproduções de sua trajetória.
Por isso a autora será homenageada na Flip – Festa Literária Internacional de Paraty deste ano de 2023, que acontece entre os dias 22 a 26 de novembro, no Centro histórico da cidade de Paraty, no interior do Rio de Janeiro.
A homenagem é de suma importância, sendo um desdobramento da Semana de 22, quando Pagu se tornou um exemplo inspirador de trabalho literário e pela liberdade de expressão no Brasil. Para assim construir diversas paisagens, se utilizando das múltiplas linguagens para articular uma contestação incansável do mundo rígido dos homens.





