‘Rio de Vênus’ – Uma aventura de segredos e paixões entrelaçados entre o Brasil e a Grécia

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Afrodite é a deusa grega do do amor, da beleza, da sexualidade e da fertilidade, também conhecida como a deusa da sedução, onde ela seduz homens e deuses, trazendo alegria e prazer à vida, dando mais excitação envolto dos desejos mais intrínsecos da humanidade, uma inspiração eminente a muitos artistas renascentistas, como Botticelli, em sua obra O nascimento de Vênus.

Mas, e se essa deusa mitalogia grega de repente aparecesse no Rio de Janeiro, dos tempos modernos, será que ela viveria sua essência sedutora e deminante, diante o mundo contemporâneo? Isso é o que a autora Patrícia de Luna vai buscar entender em seu romance Rio de Vênus, mostrando a perspicácia feminina de Afrodite ao narrar sua própria história, enquanto conhece o jeitinho particular do brasileiro, e junto se envolvendo na história de Zoe, uma pintora que busca que encontrar no mundo e se envolver em um ardente romance, escolhido pela deusa.

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Todavia, o que não esperava era que esse amor designado, trata-se de Péricles, um homem misterioso e atormentado, um colaborador da Interpol que busca encontrar uma quadrilha que rouba quadros da Irmandade Pré-Rafaelita – famoso e revolucionário grupo de pintores do século XIX, em que uma dessas obras retratam Perséfone e Vênus, que protagoniza esse suspense permeado de humor, mistério e romance que cruzam o oceano, as aparências e a história, envolvendo à todos em uma narrativa eloquente, em uma aventura entre o Brasil e a Grécia, em que homens, deuses e heróis se implicam em uma alquimia substancial que promete adentrar ao âmago mais profundo das vozes do coração, e voltar ao fito templo da alma.

Rio de Vênus é uma aventura dividida em duas partes, que faz com que o leitor mergulhe e se transporte do Rio de Janeiro à ilha de Lesbos, um dos principais pontos de chegada de refugiados na Europa, durante a crise de 2015. Entre experiências pessoais e reflexões femininas, culturais e sociais, a obra transmite uma mistura de humor, crítica e poesia. Inspirada em histórias reais, busca resgatar o papel do feminino na mitologia e na sociedade, conduzindo a uma colocação reflexiva de amor, poder e resoluções significativas e verazes sobre sua essência particular.

por Patrícia Visconti

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