Uma nova e comovente história da saga ‘Apagão’ mostra com voracidade e resiliência o drama das gangues na cidade

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A saga de ficção científica e aventura criada pelo editor Raphael Fernandes e o quadrinista Camaleão, ganhou uma nova e intensa edição. Sob uma cidade infestada de gangues e um apocalipse que nem todos vão conseguir resistir às árduas situações estabelecidas em um ambiente de caos e ferocidade, em que o desespero toma conta da consciência e até os mais razoáveis pode cair num desmoronamento absoluto.

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Apagão — O Grito Mudo das Ruas se passa em um universo em que a cidade de São Paulo encontra-se sem luz e em um blecaute irresoluto, e as ruas gritam de maneira feroz intensa em uma disputa de recursos e territórios, onde as gangues vão se enfrentar incansavelmente para pleitar pelo poder e a liberdade de sua própria ideologia, dando início a um conflito eminente e voraz que vão separar classes e limitar relações, transformando qualquer posição em algo perturbador e ostensivo. Em uma trama que diz sobre o dia em que as vozes do povo foram caladas, e os pixos da cidade apagados, começando imensamente uma verdadeira guerra entre gangues.

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O novo quadrinho da série Apagão apresenta uma aventura deste universo eminente e visceral ambientada nas ruas da capital paulista, em que a premissa fundamental é mostrar resistência contra a opressão, e nenhuma exclusão vão temer a fúria, envolto da essência daqueles que estão às margens buscando suas conquistas e expressões. Em uma narrativa que visa ampliar ainda mais o universo da saga, sob um drama comovente e persuasivo, que mostra a essência subjetiva e traz o grito do povo às ruas, diante de uma sociedade elitizada e segmentada, que calam as vozes de quem protesta contra os ideais dissimulados, e omitem a verdade e o enlace com as origens.

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A HQ conta com roteiro de Raphael Fernandes, artes de Gabriel Baltazar e cores do PH Gomes, e capa do animador Rui Silveira. Este é um projeto autoral e independente, lançado pela Editora Draco, sendo a sexta edição da série Apagão. Um sucesso da crítica especializada e dos leitores admissíveis diante das adversidades sociológicas residentes na sociedade, mostrando de forma intrínseca situações particulares que destacam o divergente, que as mídias convencionais não querem ressaltar.

 

por Patrícia Visconti

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