O diretor, produtor e roteirista, Adam Wingard, está de volta ao cinema independente com seu mais novo trabalho Protocolo de Extermínio, produzido pela A24.
Com distribuição nacional da Diamond Films, o longa chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira, em 1º de outubro. Data essa, que está diretamente conectado ao universo cinematográfico que o diretor está criando desde o início da década passada, com filmes como “O Hóspede” (2014).
O longa acompanha Celeste, uma veterana de guerra do exército estadunidense, num estacionamento de trailers isolado no meio do deserto, onde alguns dos seus vizinhos também são antigos veteranos de guerra.
Celeste é divorciada, e tem uma filha pequena, e segue uma rotina desajustada, tentando se encontrar , em meio a grandes tormentos psicológicos, causados por seu tempo em batalha.
A narração cria todo um segredo em torno do roteiro e seus personagens principais, nos primeiros minutos de cena. Em uma contagem regressiva, sabemos que algo ruim está prestes a acontecer, causado pela ambição de um governo, e a mente maluca de um cientista brilhantemente pertubado.
Protagonizado por Adria Arjona, Rebecca Hall, Drew Starkey, Eric Wareheim, Reginald VelJohnson, Michael Biehn, e Alex Poatan, lutador de UFC brasileiro que estreou no cinema. A produção, que mostra muita ação, e muito sangue em seus dois minutos de trailer , não apresenta nem 1\3 dessa agressividade, rapidez ou emoção em uma hora e meia de filme.
Com cenas de ação isoladas, vemos a criação de três super soldados geneticamente modificados, feitos para matar. Não podem sentir remorso, afeto, ou empatia – Não possuem honra. Quando iniciam a matança, só param quando todos estiverem mortos.
Aparentemente conectados por um sistema, onde o governo teria total controle, em ligá-los e desligá-los, tudo acaba saindo desse controle, quando esses super soldados acabam matando todos os especialistas por trás de sua criação, e envolvidos na experiência.
Como dissemos anteriormente, o ponto focal do filme, está conectado na obra anterior do diretor. A idéia apresentada, é acompanharmos a super criação do governo, algo pontuado nas cenas, como um grande feito da ciência, de usar corpos mortos, e “revivê-los”, para servirem exclusivamente, de modo a não terem falhas, em missões super secretas ao governo.
Acredito que vocês já entenderam de onde veio a inspiração, e claramente, todos nós já vimos isso por aí. Sim, estamos falando mais uma vez, de ‘Frankenstein’, e a incrível ideia de trazer um morto à vida, para fins específicos.
Com isso, era de se esperar, grandes segredos por trás desses corpos usados, já que são soldados mortos em guerra. Assim, como cenas de muito sangue e ação, claro, que o filme nos mostra isso, mas em quantidade menores. Deixando o roteiro geral, morno e algo meio sem sal, o telespectador fica ali esperando o tempo todo, pela grande ação, um grande momento que não têm, não existe.
Pensando por outro lado, poder ser também, que esse seja o início de uma grande história, trazendo no futuro, novos lançamentos e quem sabe se tornando uma saga, ou uma obra interligada. Já que somando, esse seria o segundo filme do diretor, com a mesma premissa.
De qualquer modo, para quem quiser conhecer um pouco mais sobre esse filme e roteiro, vão ao cinema, sabendo que não devem esperar meia hora de tiros sem parar (apesar de ter uns cinco segundos com essa ação).
por Bruna Vidal

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