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100 anos da rainha da literatura infanto-juvenil Tatiana Belinky

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Divulgação

Estamos um pouco atrasados, pois o aniversário dessa grande personalidade literária foi dia 18 de março, mas mesmo assim não esquecemos de seu centenário, se ela estivesse viva. E aqui estamos falando dessa autora, que marcou a literatura infanto-juvenil contemporânea, a artista russa, mas criada e vivida no Brasil desde os 10 anos de idade, se considerava mais brasileira do que russa, a grande Tatiana Belinky. Continuar lendo 100 anos da rainha da literatura infanto-juvenil Tatiana Belinky

Hebe Eterna – A eterna rainha da televisão brasileira ganha exposição em São Paulo

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A grande rainha da TV brasileira recebe homenagem pelos seus 90 anos de vida que completaria em 2019 se estivesse viva, a incrível Hebe Camargo ganhou uma exposição no Farol Santander em São Paulo mostrando sua trajetória na televisão e também sobre sua vida pessoal, na mostra interativa Hebe Eterna que fica em cartaz até dia 02 de junho. Continuar lendo Hebe Eterna – A eterna rainha da televisão brasileira ganha exposição em São Paulo

O Mecanismo – série inspirada na Lava-Jato estreia na Netflix

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Estreou nesta sexta-feira (23), série brasileira produzida pela Netflix chamada “O Mecanismo” que é inspirada na operação Lava-Jato da Policia Federal. A trama foi criada e produzida pelo renomado diretor brasileiro, José Padilha.

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[Total Flex] Prêmio Bravo! apresenta os melhores da cultura e o poder que ela têm diante a sociedade

FORA TEMER!

Sem dúvida essa a sentença mais dita pelos ganhadores ao receber o retorno de um das maiores premiações da cultura brasileira, o Prêmio Bravo!, que aconteceu na última quarta-feira (29), no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo. Continuar lendo [Total Flex] Prêmio Bravo! apresenta os melhores da cultura e o poder que ela têm diante a sociedade

[Caixa de Som] Catarina Dee Jah traz toda brasilidade e originalidade às suas pick-ups

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A pernambucana de Olinda, Catarina Dee Jah, é DJ, cantora e produtora musical, que apesar de nunca ter pensado em cantar, é hoje uma das maiores revelações da música de Pernambuco.

72605_424705960943753_1406346268_nA artista sempre atenta ao que acontecia no mundo da música, vivia a vasculhar os sebos em Recife, procurando novos sons, que foi de grande valia para criar seu acervo musical, qual ajudaria a iniciar sua carreira como DJ.

Catarina traz um trabalho autoral, que mescla ritmos populares regionais e mundiais, entre eles estão coco/ragga, cumbia/brega, xote/reggae, brega, etc.

Com letras inspiradas no cotidiano de uma grande cidade e de relações pessoais, como dramas amoroso, fenômenos culturais de verão e mulheres inconformadas, trazendo à suas canções um pouco de lirismo, ironia e sarcasmo.

No palco Dee Jah se solta por completo, ela dança, debocha, fala o que lhe vem à cabeça, sem meias palavras ou hipocrisia. Bastante expressiva, cativa seu público pela sinceridade e suas expressões exageradas.

O primeiro álbum da Catarina, “Mulher Cromaqui”, traz canções espontâneas e selvagens, com letras com remetem a amores, desamores, relacionamentos e desmistificação o clichê agregado a mulher perante a sociedade.

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Confira abaixo um pouco do som de Catarina Deejaah:

E para baixar gratuitamente o álbum da cantora e DJ, basta acessar o site oficial dela e fazer o download do mesmo.

Por: Patrícia Visconti

[Cabine da Pipoca] O futuro físico que virou cineasta

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Hoje não iremos indicar um filme, ou promover algum lançamento, mas sim falar de uma pessoa, que ingressou na faculdade de Física, mas suas veias artísticas e seu amor pelo cinema falou mais alto, fazendo com que ele desistisse da carreira cientifica.

Joaquim Pedro de Andrade, nasceu na década de 30, viveu parte no Rio de Janeiro, outra em Minas Gerais, filho de Rodrigo Melo Franco de Andrade (fundador do IPHAN) e de Graciema Prates de Sá. Em Minas foi onde ele ingressou na turma dos intelectuais brasileiros da época.

Ao entrar na Faculdade Nacional de Filosofia (1950), onde cursava Física, Joaquim Pedro começou a frequentar o cineclub do CEC (Centro de Estudos Cinematográficos), fundado por Saulo Pereira de Melo e Mário Haroldo Martins, no Rio de Janeiro. Desta época, o futuro cineasta foi incentivado por Plínio Sussekind Rocha, professor de mecânica analítica, teórico e defensor do cinema mudo e fundador do Chaplin Club.

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Além do mais, o cineasta escrevia para o jornal da faculdade sobre cinema, nesta década chegou a fazer experiências no cinema amador.

Atuou no filme ‘Les Thibault’, de Saulo Pereira de Melo, e trabalhou como assistente de direção no curta-metragem Caminhos, de Paulo César Saraceni. E foi nesta época onde o cineasta trocou a Física pelo cinema, foi assistente de direção do longa ‘Rebelião’, mas seu primeiro filme como diretor veio logo na sequência disso, com o curta-metragem ‘O Poeta do Castelo e o Mestre de Apipucos’, financiado pelo Instituto Nacional do Livro. A película registra a intimidade de seu amigo, confidente e afilhado de crisma, o poeta Manoel Bandeira e também, do sociólogo Gilberto Freyre.

Após essa produção, Joaquim produziu o curta ‘Couro de Gato’, filmado no morro do Cantagalo, e fotografado por Mário Carneiro. Ao finalizar esse filme, o cineasta ganhou uma bolsa de estudo do governo francês, para estudar cinema na França.

Ao regressar ao Brasil, foi convidado para dirigir o documentário ‘Garrincha, Alegria do Povo’, idealizado por Luís Carlos Barreto, produtor e roteirista da produção, junto com Armando Nogueira.
Fundou a produtora Filmes do Serro, onde rodou vários filmes, entre eles ‘O Padre e a Moça’, e também o sucesso de crítica inspirado na obra do escritor Mario de Andrade, ‘Macunaíma’, aonde ele filmou após ser libertado das prisões do DOPS, durante a Ditadura Militar em 1969.

Filmou outros curtas e longas-metragem, após disso e faleceu em setembro de 1988, vítima de um câncer de pulmão, antes mesmo de concretizar seu sonho em produzir a adaptação da obra ‘Casa-Grande e Senzala’, de Gilberto Freyre, para o cinema.

Um artista que não pode ser esquecido assim, como se não houvesse passado e construído a história do cinema nacional.

Confira abaixo a filmografia de Joaquim Pedro de Andrade:

Longa-metragens

Garrincha, Alegria do Povo, (1963)
O Padre e a Moça, (1965)
Macunaíma, (1969)
Os Inconfidentes, (1972)
Guerra Conjugal, (1975)
Contos Eróticos, (1977)
O Homem do Pau-Brasil, (1981)

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Curta-metragens

O mestre de Apipucos, (1959)
O Poeta do castelo, (1959)
Couro de gato, (1960, posteriormente incluido como segmento do filme Cinco Vezes Favela de 1962)
Cinema Novo, (1967)
Brasília, contradições de uma cidade nova, (1967)
A linguagem da persuasão, (1970)
O Aleijadinho, (1978)

Trailer de ‘Macunaíma’:

Por: Patrícia Visconti