“Assalto ao Útero” – Um drama costumeiro entre a sociedade marginalizada nas periferias das metrópoles

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Em nossa sociedade a meritocracia já se dá àqueles que tem dinheiro ou costa de quente de gente muito poderosa, pois os demais vive a mercê, sobrevivendo como a vida permite, sem luxos, regalias e condições plausíveis em conquistar o que realmente almeja de verdade, tendo que engolir o que lhe jogam de migalhas, sem poder sonhar de verdade. E essa situação, muitas já encontram desde que ainda estão no ventre de suas mães, que tem de se submeter a qualquer emprego, arriscando a própria vida e de seu filho.

Esse panorama é um retrato comum nas metrópoles brasileiras, principalmente nas periferias, e o autor Victor Zanellato junto com o ilustrador Diogo Mendes, se basearam nestes dramas e situações tão comuns e rotineiras de algumas pessoas para produzir a história e quadrinhos, “Assalto ao Útero”.

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Dita os autores que a HQ é baseada em uma canção do rapper paulistano, Eduardo Taddeo (vamos descobrir qual canção é, e depois compartilhamos aqui), aonde narra a jornada árdua de Cristina, uma mulher de 25 anos, que trabalha como catadora de materiais recicláveis na cidade de São Paulo. Até aí nada demais, mas o que rebate de frente com os duros acontecimentos em sua vida, é que ela está grávida de sua primeira filha, Dandara, o que deixa a incerteza de seu futuro ainda mais aparente, pois num sistema podre, corrupto e dissimulado, em que coloca o dinheiro e o poder em primeiro plano, sua vida e o que virá a seguir dela é controverso e preocupante.

Na história ainda mostra Benedita, uma mulher trans, que foi expulsa de casa ao falar abertamente sua situação aos seus pais, que são extremamente religiosos e nunca aceitaria essa mudança da vida de sua filha, que acaba caindo na prostituição para sobreviver e ao conhecer Cristina, descobre um amor maior do que a amizade, mas da família que a ignorou quando ela precisou.

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“Assalto ao Útero” trata-se de um drama ficcional, que poderia ser adequado a rotina de muitas mulheres das periferias das grandes cidades, com suas dores e descontentamentos, o enredo toca diretamente a um ponto aonde todos querem se apartar. Ainda mais em uma sociedade que apenas visa o seu próprio ego e coloca o dinheiro acima de vidas, sonhos e realizações.

O projeto deste trabalho encontra-se disponível no financiamento coletivo, e será um quadrinho totalmente colorido desde o miolo até a capa, que será lançado de forma independente sob o selo do Estúdio Molotov HQ, que surgiu com a ideia de produzir materiais com um contexto crítico, abordando políticas sociais das periferias e grande ABC Paulista.

Conheça mais deste projeto lendo uma prévia da HQ, e para apoiá-lo acesse: www.catarse.me/assalto.

Por Patrícia Visconti

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