‘O Homem do Norte’ – Uma história baseada no ódio e vingança de um príncipe viking

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O novo thriller épico, O Homem do Norte, dirigido e roteirizado pelo saudoso Robert Eggers, que também dirigiu o filme “O Farol” (2019) e “A Bruxa” (2015), tendo no elenco nomes como Alexander Skarsgard, Nicole Kidman e Anya Taylor-Joy, adapta um poema do século 10 escrito por volta do ano de 1185, tendo por base relatos orais antigos onde mostrar a sede e busca por vingança de um príncipe viking.

A estreia mundial aconteceu no dia 22 de abril, e já foi bastante elogiado pela crítica internacional, abrindo nota no site de avaliação Rotten Tomatoes com 89%, conseguindo desde a estreia cerca de US$ 50 milhões de dólares, chegando quase a pagar o custo de produção que foi de US$ 70 milhões de dólares.

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A trama apresenta história do jovem Viking atrás de vingança serviu como inspiração para o famoso poeta inglês William Shakespeare, na criação da peça teatral Hamlet, escrita em 1600, tornando-se um clássico da literatura e teatro mundial. Essa pequena curiosidade a respeito de outra forma de adaptação da mesma história é somente para nortear o quanto ela é boa.

Em O Homem do Norte um jovem príncipe viking vê o pai morrer pelas mãos do próprio irmão, por consequência, acaba forçando o garoto a fugir e buscar abrigo em terras distantes para no futuro realizar a vingança prometida durante a fuga. E depois de um longo período longe, ele lembra da promessa de voltar e assim faz, trazendo consigo a sede por sangue e desejo de libertar a mãe das garras do tio.

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Os filmes de gênero medievais tendem a ser mais crus em relação a violência explícita, e nesta história dirigida pelo saudoso Robert, não é diferente ao colocar a brutalidade nas cenas de confrontos de maneira aberta para chocar o público pela forma brutal empregada em cada momento de construção da história nas lutas entre os personagens.

Dividido em quatro partes interligadas por eventos distintos, mas precisos na construção dos acontecimentos em cada um de seus atos, o longa começa trazendo a típica vida pacata de um rei voltando do campo de batalha após mais uma vitória. Para em seguida, já entregar a os eventos a respeito da fuga do pequeno príncipe em decorrência da traição cometida pelo tio.

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Os outros dois momentos seguintes de transição são de camadas colocadas para mostrar a volta e inserção do agora homem, Amleth, dentro da vida da família do tio, onde ele tem o primeiro contato com os meios irmãos e rever a mãe. Não somente isso, mas trazendo à tona uma paixão gerada pela situação e convívio forjado no desejo mútuo e ardente de fuga, de uma jovem escrava que o ajuda na missão de vingar seu pai e tomar o poder da pequena ilha.

A trilha sonora não é envolvente porque não tem nada além da boa e fadiga cultura nórdica, com melodias ao som de tambores, gaitas, flautas e aquele canto feito de maneira crua sem nenhum cuidado de parecer belo. Claro, nem de longe isso é um ponto ruim levando em conta a história contada, pelo contrário, é de suma importância uma levada mais datada à cultura antiga sem muito envolvimento com tecnologia.

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O mesmo não se aplica às belas imagens vinda da fotografia exuberante do filme, isso certamente é algo de saltar os olhos até dos espectadores menos atentos aos eventos diante da tela. Coisa também oriunda da bela forma de filmar a maior parte do tempo em planos abertos onde é possível ver tudo ao redor dos personagens.

Robert, consegue deixar a identidade novamente na produção ao trazer algumas referências a outras obras, assim como o casting de atores, estrelado por Alexander Skarsgård, Nicole Kidman, Claes Bang, Anya Taylor-Joy, Ethan Hawke, Björk, e Willem Dafoe conseguem encher e levar os eventos a um patamar ímpar em relação a filmes do mesmo gênero, entregando bastante vida e muita, mais muita caras e bocas.

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A única ressalva sobre o filme está na duração longa de 2 horas e 17 minutos, a impressão que fica ao término da sessão é de pouca história para muito tempo de explicação de eventos simples de entender. É um bom filme como a muito tempo não se via dentro do gênero, mas que funcionaria como série de TV perfeitamente, porque mostra certas nuances sem importância no geral para construir algo já estabelecido ao longo do tempo.

Os amantes de histórias nórdicas vão amar e aqueles mais ansiosos por sequências de ação vão reclamar, mas no fim, todos de certa forma, vão sair satisfeitos com o todo do filme. O Homem do Norte chega nos cinemas brasileiros no dia 12 de maio, distribuído pela Universal Pictures.

por Daniel Guimaraes

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