A primeira temporada de Paper Girls chega repleta de mistério e suspense, envolto de descoberta e emoção

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A adaptação em live-action baseada na HQ de Brian K. Vaughan e Cliff Chiang, Paper Girls, chegou ao streaming da Prime Video, repleta de suspense e mistério, a trama está envolta de descobertas e segredos sobre tempos disfuncionais, aonde quatro meninas acabam viajando no tempo e descobrindo que estão cometendo delitos drásticos ao longo das décadas, aonde se reencontram com seus ‘eus’ do futuro, e acabam desapontadas com o que veem, percebendo que nem sempre seremos aquilo que desejamos em nossos anseios mais íntimos.

A série tem como base os anos de 1980, porém no decorrer enquanto as garotas são “jogadas” em linhas tempo do futuro, mostra o quão o mundo evoluiu, porém as pessoas continuam sendo as mesmas, algumas até com a cabeça focada no passado, visando apenas a si e a seu próprio conservadorismo. Trazendo a cena momentos distintos, vivenciados pelas mesmas pessoas, mas com pensamentos diferentes.

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Outro foco na série é a viagem no tempo, que enquanto as meninas tentam retornam a 1988 – ano de origem, da qual estavam -, e no decorrer da narrativa elas acabam se conectando e interagindo entre elas e consigo, conhecendo sobre si mesmas e um futuro do qual nunca imaginavam, entre percalços e conflitos, Paper Girls mergulha em um universo permeado de lutas de robôs, viagem no tempo, lasers, suspense, aventura intertemporal, e até dinossauros. Na busca incessante para voltar para casa, enquanto o mundo está em um completo caos e desordem.

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Enquanto o espectador é cativado pela conexão ímpar em as protagonistas, que no começo parecem que não vão emplacar, por não ter nada em comum, mas que no decorrer percebem que as dificuldades e dessemelhanças de suas rotinas podem ser tão comuns quão de qualquer outra, somando uma força convicta e convincente interpretada pelas talentosas atrizes Camryn Jones como Tiffany Quilkin, Riley Lai Nelet como Erin Tieng, Sofia Rosinsky como Mac Coyle e Fina Strazza como KJ Brandman.

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Com as emoções e sensações apresentada na série são perceptivas, colocando o publico em conexão junto com as protagonistas, com seus receios e inseguranças envolvidos no decorrer da história, enquanto elas buscam seu retorno às suas casas e se livram de uma vez dos vigilantes do tempo que tentam apagar suas memórias e as lembranças da viagem no tempo da qual fizeram, com ajuda da resistência que preza pela humanidade e as escolhas de cada indivíduo.

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Todavia não são apenas as personagens jovens que cativam, mas também as versões de Erin e Tiff adultas, interpretadas por Ali Wong e Sekai Abenì respectivamente, assegura uma ligação intensa e comovente com o público em geral, mostrando uma realidade verídica de que a vida adulta não é nada daquilo que esperamos quando ainda somos crianças.

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Em suma, Paper Girls mostra uma forma distinta e atualizada da HQ de Vaughan e Chiang, colocando elementos significativos referentes no quadrinho, mas trazendo outros mais eloquentes e comoventes, mostrando com emoção mais do que referências oitentistas na série, e sim interligando uma narrativa coerente e fundamentada, dando um plus contemporâneo a obra original.

por Patrícia Visconti

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