Representatividade nas produções nerds escancaram o preconceito da comunidade geek

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É fato que estamos em um período próspero para a comunidade geek e nerd, com o tanto de conteúdo sendo criado voltado a esse nicho, seja com jogos, filmes e séries. No entanto, também é possível notar como parte da comunidade ainda não abandonou pensamentos retrógrados e excludentes, que foi um dos motivos para ela ter se tornado mais fechada anteriormente.

Podemos observar tais comportamentos com as repercussões das produções recentes, como ‘Falcão e o Soldado Invernal’, ‘Sandman’, ‘She-Hulk’, que está sendo lançada agora no Disney+, entre outras. O que elas têm em comum? A representatividade e a inclusão.

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Há um movimento acontecendo nas redes sociais, onde muitos nerds criticam obras por “forçarem uma representatividade”. Usando como exemplo as séries citadas: ‘Sandman’ foi criticada pelos seus personagens negros e LGBTQIA+, sendo que essa sempre foi a realidade na obra original de Neil Gaiman; ‘Falcão e o Soldado Invernal’ recebeu críticas desde antes da produção estrear, já que o Sam Wilson (um homem negro) recebeu o escudo do Capitão América e foi o escolhido para vestir o manto do herói, o mesmo aconteceu nos quadrinhos e teve a mesma enxurrada de hate; She-Hulk’, que até então tem apenas 4 episódios, já teve sua dose de comentários negativos por, segundo alguns perfis, forçar pautas feministas que não cabem ali, e por uma cena onde a personagem dança com a rapper Megan Thee Stallion, como se personagens masculinos não tivessem dançado de maneira cômica anteriormente (o Star Lord literalmente derrotou um vilão distraindo-o com uma dança em Guardiões da Galáxia).

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Comentários tóxicos como esses são direcionados a qualquer obra que traga uma realidade que não seja aquela tida como mais máscula. Não é como se alguém não pudesse desgostar dessas produções, mas um alerta deve ser levantado quando os motivos ao redor da insatisfação giram em torno justamente de pautas inclusivas. Sabemos que, culturalmente, esse é um espaço dominado por homens, principalmente cis-héteros e brancos, que estão confortáveis em sua bolha, mas um dos discursos mais comuns deles é que antigamente isso não existia, o que não só é mentira como é ignorar a história do próprio meio em que eles estão inseridos.

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A primeira HQ do Capitão América tem, em sua capa, o herói socando Hitler. Os X-Men se tornaram uma alegoria para as minorias, odiadas pelos humanos pelo simples fato de existirem. A Mulher Maravilha se tornou um ícone feminista ao longo dos anos. Esses são poucos exemplos de personagens do mainstream, mas esse meio está repleto de alegoria e simbolismo, que provam que o espaço é, sim, inclusivo.

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Não adianta querer ficar em em seu mundinho dourado e não olhar que essa comunidade está crescendo e atribuindo mais significado e referência, não apenas de homens e brancos, mas também diversificando em um estrondosa veemência de representatividade, com história mais engajadas e envolvente a distintos públicos, conquistando um espaço memorioso na cultura pop, sendo verdadeiramente popular e expressivo para a arte, cultura e a sociedade como um todo.

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Então, não adianta criar caso com o progresso e evolução conjunta da humanidade, e o que esses homens não estão acostumados é com o espaço dividido, mas essa é a realidade, e não é como se alguém estivesse pedindo a permissão e dependesse dela. Basta aceitar ou sair do barco.

por Matheus Araújo

4 comentários em “Representatividade nas produções nerds escancaram o preconceito da comunidade geek”

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