“Flor de Gume” – Poesia precisa em busca das lutas e anseios das mulheres paraenses

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A autora paraense Monique Malcher acaba de lançar seu primeiro livro, aonde ela traz um compilado de contos, prosas e poesias escritas de forma intensa e inerente, em que transita pelas ruas e águas do Pará, mostrando todas as dores de meninas, mães e avós, que são diferentes gerações, mas com uma ânsia ímpar em lutar pelo que se almeja e acredita para o mundo, entre as narrativas descritas em “Flor de Gume”.

O livro foi publicado pela Pólen Livros (Selo Ferina), e traz de maneira precisa e sútil a cena literária paraense produzida por mulheres, costurando uma enorme colcha de retalhos de prosa e poesia, Monique leva o leitor a se pôr no lugar do outro como se fosse a si mesmo, mostrando a força das mulheres de maneira comum e rotineira, sem romantizar seu heroísmo e nem vitimizar, apenas mostrar a evolução de gerações de forma precisa e direta, com suas dores, aprendizados e ensinamentos que carregamos ao longo de nossas vidas, traduzindo de um jeito contínuo e conveniente.

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Monique Malcher escreve o crescimento das mulheres resistentes. Desenha linhas de vida que, sabemos, muitas vezes quase foram interrompidas; mas abre suas mãos e mostra uma transformação: uma flor corajosa que se defende, reage, ataca“; escreve Jarid Arraes, escritora e editora na apresentação do livro.

Monique é autora, paraense radicada em São Paulo. Seu primeiro livro de início seria publicado através do financiamento coletivo,  mas depois a Pólen Livros assumiu os tramites da publicação, dando origem a obra realizada. Um projeto aonde ela mesmo diz quão não foi fácil, mas sua paixão pela escrita e pela literatura eram maiores do que tudo, já que a escritora está sempre em atividade sobre o que escrever e pesquisar, então isso nunca foi um dilema para sua carreira.

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Escrever nunca foi um problema, sempre fui dedicada e independente de onde estava, no que trabalhava, de como me sentia ou de quanto tempo eu tinha… escrever sempre foi prioridade. Era um compromisso leve comigo mesma“, comentou Monique em uma entrevista.

Formada em comunicação e uma fanzineira poética, que se utilizou deste meio para publicar de maneira independente seus primeiros contos, aonde ela juntou através de colagens digitais textos literários que deram origem ao “Trinstona“, seu primeiro zine que trata-se sobre a coragem se se auto-publicar após tanta repressão e intolerância, aonde posteriormente vieram outros depois, até chegar “Flor de Gume”, seu primeiro livro que foi um liberto de coragem e novas ideias em trabalhar em algo que ela já sabia, mas que em algumas circunstância tinha dúvida de si mesma.

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Desde então, ela somou experiências, vivências e histórias e transformou dores e conquistas em palavras, que poderão se transformar em sonhos e decisões futuras para a vida das pessoas, tocando diretamente em seus corações e em suas memórias. “É sobre falar finalmente depois de tantos anos sendo calada e se permitindo ser calada. Eu quero e vou contar histórias, é isso que faço, escrevo“, conclui a autora.

Por Patrícia Visconti

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