Neal Adams e seu grande legado à nona arte mundial

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Um dos grandes nomes dos quadrinhos internacionais, o nova iorquino Neal Adams, que esteve no Brasil em 2019, na última CCXP presencial, sendo um dos homenageados do Artists’ Alley e também participando de painéis e encontros com os fãs durante o festival, conhecido por seu estilo de ilustração altamente naturalista, além de ajudar remodelar alguns personagens da DC Comics, como Batman e Lanterna Verde, dando-lhes características mais realistas.

Neal começou sua carreira no final da década de 1950, quando enviou uma amostra de seu trabalho para a DC Comics, na qual foi rejeitado, mas ele o jovem quadrinista não desistiu e seguiu firme na carreira. Anos mais tarde ele ilustrou uma tira de jornal baseada na série de televisão Ben Casey, além de conseguir trabalho na Dell Comics, em que começou a desenha o Bat Masterson.

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Archie Doodwin, editor de horror da Warren Publishing, começou a cuidar de seus trabalhos, mas o artista sempre almejou estar na DC e tentar mais uma vez se aproximar da editora. No final da década de 1960, Adams publicou a história do Desafiador, na Strange Adventures, e logo se tornou o principal capista da editora, causando um
certo rebuliço na Marvel Comics, em que o editor Stan Lee ofereceu alguns títulos à ele.

Foi então que Neal se juntou ao roteirista Roy Thomas para produzirem X-Men, apesar de ter sido cancelada, e a dupla não ter sido capaz de salvar o título, que viria a ter essa sua primeira série cancelada no número 67, o que os dois fizeram nas edições do Nº 56 até 63 (de Maio até Dezembro de 1969) é considerado como um dos trabalhos mais criativos da Marvel na época.

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No começo da década de 1970 o quadrinista conseguiu chegar ao seu destino, em trabalhar na DC Comics, em que ele colaborou com Denis O’Neil fazendo uma revolução um tanto controversa na época dos personagens Lanterna Verde e Arqueiro Verde, colocando-os lado a lado em um longo arco de histórias aonde os dois são levados para uma jornada cheia de comentários sociais pela América.

Na DC ele fez um versão do Batman mais estigmatizado pela sua versão alegre e colorida exibida na série da década de 1960, teve sua revitalização pelas mãos de Adams e O’Neil, que tornaram suas histórias mais sombrias e violentas. Outro colaborador constante que o ajudou nessa empreitada foi o arte-finalista Dick Giordano, com o
qual viria a formar a Continuity Associates, uma companhia que inicialmente fez storyboards para cinema.

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Sempre muito ativo a indústria dos quadrinhos, Adams procurava unificar a comunidade criativa e com seus esforços, juntando os precedentes impostos pelas políticas favoráveis, assim ajudando a instalar uma forma contemporânea a prática de retornar a arte original para assim aumentar seus ganhos de vender seus originais para colecionadores.

Além do Batman e do Lanterna Verde, Neal também ajudou os criadores do Superman, Jerry Siegel e Joe Shuster, em ganharem décadas de créditos acumulados e alguma remuneração financeira da DC. Além de ilustrar livros da série Tarzar e fazer alguns trabalhos relacionados com o cinema.

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Neal Adams foi um propagador de ideias sobre o novo modelo de universo e teoria da Expansão da Terra, ganhou diversos prêmios como Alley Awards em 1967 por Melhor Capa (Strange Adventures Nº207); em 1968 por Melhor História (“Track of the Hook” em “The Brave and the Bold” Nº79, com o escritor Bob Haney); e em 1969 por Melhor Desenhista. Ele foi colocado no Hall da Fama do Alley Award em 1969.

Também ganhou o Shazam Awards em 1970 por Melhor História Individual (“No Evil Shall Escape My Sight” em “Green Lantern” Nº76, com Dennis O’Neill), e Melhor Desenhista (Dramatic Division); e em 1971 por Melhor História Individual (“Snowbirds Don’t Fly” em Green Lantern Nº85, novamente com O’Neil). O artista foi finalista na votação para entrar no Hall da Fama de Jack Kirby em 1990 e 1991, mas só conseguiu ganhar em 1999.

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Neal Adams faleceu em sua casa em Nova York, aos 80 anos, devido a complicações por Sepse, na noite de quinta-feira (28) e sua morte foi confirmada por sua esposa e sendo homenageado por fãs, quadrinistas e novos talentos da nona arte, reverenciando seu legado em que ficará para sempre.

Por Priscila Visconti

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