Projeto transforma e-lixo em robôs e incentiva alunos do Ensino Fundamental a se interessarem por ciências e meio ambiente

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Atualmente milhões de lixos eletrônicos são descartados no meio ambiente, sem qualquer reciclagem do mesmo, para reutilização futura, já que de mais de 45 milhões jogados na natureza, apenas 20%, ou seja, pouco menos de 10 milhões de lixos são reciclados pela sociedade. E o Brasil já ocupada a segunda posição de país com mais e-lixos nas Américas e o sétimo, no parâmetro mundial.

Isso pode não parece apalpável, já que não irá render lucros à você ou tampouco, fará algo para você passar no pão, mas no futuro, este lixo acumulado, pode gerar consequências gravíssimas, com os metais compostos em sua fabricação que podem poluir o solo e agredir a camada de ozônio, causando uma catástrofe ambiental e social, matando diversas espécies de seres vivos, inclusive a raça humana.

Na capital paulista e algumas cidades da Grande São Paulo já encontram-se alguns pontos de descarte deste tipo de material, como cooperativas em prol em beneficiar o meio ambiente em uma ampla ação social. A lista completa você pode acessar no site www.greenk.com.br; Este é um projeto que visa somar benfeitorias pela humanidade, principalmente pelo meio ambiente, vale a pena conferir essa ideia, que tem mobilizado muita gente, desde sua primeira apresentação, no evento realizado em 2017, na Bienal do Ibirapuera, e neste ano a amplitude foi ainda maior, pois eles ocuparam três dias no Pavilhão do Anhembi.

Porém, não podemos apenas esperar que as grandes empresas façam essa mobilização, temos que ir na fonte da educação, e ensinar desde cedo que a reciclagem é algo válido não apenas para um indivíduo, mas para o bem da humanidade em geral. Como por exemplo, o incentivo pelo projeto da professora Debora Garofalo, “Robótica Sucata“, que visa retirar esses e-lixos das ruas e levar às salas de aulas, para construção de utensílios que se transformaram em protótipos, na forma de mediar a construção de conhecimento de conteúdos curriculares, de eletrônica e de robótica aos alunos.

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Aulas práticas que a professora aplica aos seus alunos na comunidade local.

O projeto nasceu com ânsia em fazer a diferença na rotina e na vida dos estudantes de uma Escola Municipal do 1º a 9º ano, numa comunidade periférica da zona sul de São Paulo. E desde então, ele tem atuado diretamente na forma de mudar e transformar a vida de jovens e crianças desta comunidade escolar mobilizando a prática pedagógica e formativa, fazendo com que eles busquem esses materiais jogados na natureza de forma distinta e errônea e incentive-os a ter criatividade e experimentação em suas ideias, pesquisas e exploração junto ao campo das ciências, propondo soluções plausíveis para os bairros que vivem e porque não, para a sociedade. Essas experimentações são realizadas em aulas regulares de Tecnologia disponível na rede municipal de ensino.

Os alunos além de recolher os materiais eletrônicos descartados no lixo, poupando a natureza, eles dão origem a novas ideias e projetos, como construção de robôs e materiais de eletrônica, como carrinhos motorizados, máquina de refrigerante, aspirador de pó, envolvendo programação, Arduinos, entre outros componentes eletrônicos. Assim, eles aprendem a reutilizar essas sucatas, e aprendem várias áreas de conhecimento, ampliando o grau de aprendizagem, dando mais estímulo nos estudos, mantendo-os ativamente atuante e ativos na escola. Além de ajudar a cidade se livrar dos e-lixos descartados nas ruas, sendo retirados mais de 700 quilos de materiais, que ganham novas formas e funcionalidades vinda das mãos de quem está aprendendo, e também dá aos alunos a responsabilidade social e o pensamento científico.

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Professora Debora em conversa com outros professores sobre implantar uma oficina com o Robô Desenhista em uma Escola Estadual.

E agora, além desta escola da rede municipal a professora Debora, está fechando uma parceria com uma Escola Estadual, onde ela faz formação docente, e irá ministrar um curso já no próximo mês. Para saber mais sobre esse projeto entre em contato com a professora Debora Garofalo, que ela indica os caminhos para implantar e seguir esse projeto em outros colégios e comunidades.

Por Patrícia Visconti

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